Tuesday, February 28, 2012

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Eu iniciei uma batalha com Deus, hoje. E, nessa luta, irei persistir até que Ele me abençoe.

Até lá, nesse silêncio que tanto me incomoda, tentarei persistir no que será preciso ser feito. 

Meu nome, antes tão claro e tão belo, mudou-se e não será revelado até que essa luta termine. Ou talvez até que eu entenda o sentido dessa luta. Até que, como Jacob, eu perceba que esse desafio, com Deus, é a busca incessante por Seu amor.

Tudo é perfeito. Tudo.

Não sou mais quem era ontem e, de certa forma, estou a me tornar quem devo ser amanhã. Ou depois. Ou sempre. Ou até que decida mudar novamente.

Até breve,

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Tuesday, February 14, 2012

Deliberadamente

É estranho amar deliberadamente. Estranho sentir falta de quando não se está presente ou a voz se torna ausente. Estranho olhar do lado e perceber que já se caminha sozinho, que já se tem força para caminhar sozinho. Que o ombro de outrora já não mais está. Esteve. Estava. Agora presta ajuda a qualquer outro que dele necessite. Que dele precise. Que ele requisite.

E pensei em você, deliberadamente, durante o final de semana. Deliberadamente como o sentimento que tenho. Como a saudade doce e suave de quando descíamos a rua de casa de mãos dadas, em um ritual profano em busca do sexo barato das esquinas. Dos sexos baratos das baratas. Do sexo barato por si só, sem compromisso, sem pudor, sem qualquer outro atributo que não fosse o prazer... o prazer profano, doce e sublime, daqueles que não precisam da responsabilidade.

Sei que está bem. Sinto em mim uma doce e terna paz ao lembrar seu riso leve, suave e com a malícia dos que habitam as sombras. Dos que possuem a luz. Dos que não se preocupam com o que não se pode resolver. Dos que vivem... é assim que me lembro de você, deliberadamente, com amor.

Tenho me recolhido muito e nesse silêncio vejo sua presença sempre. É como se em prece eu entoasse sua canção preferida, sua canção nobre, sua canção. Como se pudesse reviver aquele momento em que descíamos, deliberamente, em direção ao abate. Como se pudesse reviver e viver você.

Mas está tarde agora. Está tarde e meu cão jaz no hospital. Ele sofre, agonizante, enquanto minhas lágrimas cortam-me a face. Talvez ele, meu cão, sobreviva e amanhã já esteja bem novamente. Talvez ele volte, deliberadamente, e fique ao meu lado até que eu parta ao seu encontro, Claire. Talvez eu me lembre dos amigos, tantos e silenciosos, que ainda me enchem o espírito impuro... 

Ontem eu vi um deles, ao passar por mim em um shopping de Osasco. Ele ignorava minha existência e caminhava ao seu rebolar como se estivesse vivo. E vi outro, perdido em um novo amor, ignorar qualquer outro traço que não seja do amado. Vi tantos, silenciosos e distantes, por uma opção que não é minha ou sua... 

Talvez, eu sequer pense e agora, também em silêncio, a veja ao meu lado. E a deseje ao meu lado, e a clame para que me leve, mais uma vez!

Com amor, deliberadamente...

Sol