<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154</id><updated>2012-02-16T17:31:33.030-02:00</updated><title type='text'>Ser é possível...</title><subtitle type='html'>Quando para se construir a si mesmo é preciso encontrar-se e perder-se em sensações e experimentos nem sempre possíveis de serem compreendidos...</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>112</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-315441975992558491</id><published>2012-02-14T11:01:00.001-02:00</published><updated>2012-02-14T11:01:41.382-02:00</updated><title type='text'>Deliberadamente</title><content type='html'>&lt;div&gt;É estranho amar deliberadamente. Estranho sentir falta de quando não se está presente ou a voz se torna ausente. Estranho olhar do lado e perceber que já se caminha sozinho, que já se tem força para caminhar sozinho. Que o ombro de outrora já não mais está. Esteve. Estava. Agora presta ajuda a qualquer outro que dele necessite. Que dele precise. Que ele requisite.&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E pensei em você, deliberadamente, durante o final de semana. Deliberadamente como o sentimento que tenho. Como a saudade doce e suave de quando descíamos a rua de casa de mãos dadas, em um ritual profano em busca do sexo barato das esquinas. Dos sexos baratos das baratas. Do sexo barato por si só, sem compromisso, sem pudor, sem qualquer outro atributo que não fosse o prazer... o prazer profano, doce e sublime, daqueles que não precisam da responsabilidade.&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sei que está bem. Sinto em mim uma doce e terna paz ao lembrar seu riso leve, suave e com a malícia dos que habitam as sombras. Dos que possuem a luz. Dos que não se preocupam com o que não se pode resolver. Dos que vivem... é assim que me lembro de você, deliberadamente, com amor.&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tenho me recolhido muito e nesse silêncio vejo sua presença sempre. É como se em prece eu entoasse sua canção preferida, sua canção nobre, sua canção. Como se pudesse reviver aquele momento em que descíamos, deliberamente, em direção ao abate. Como se pudesse reviver e viver você.&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas está tarde agora. Está tarde e meu cão jaz no hospital. Ele sofre, agonizante, enquanto minhas lágrimas cortam-me a face. Talvez ele, meu cão, sobreviva e amanhã já esteja bem novamente. Talvez ele volte, deliberadamente, e fique ao meu lado até que eu parta ao seu encontro, Claire. Talvez eu me lembre dos amigos, tantos e silenciosos, que ainda me enchem o espírito impuro... &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ontem eu vi um deles, ao passar por mim em um shopping de Osasco. Ele ignorava minha existência e caminhava ao seu rebolar como se estivesse vivo. E vi outro, perdido em um novo amor, ignorar qualquer outro traço que não seja do amado. Vi tantos, silenciosos e distantes, por uma opção que não é minha ou sua... &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez, eu sequer pense e agora, também em silêncio, a veja ao meu lado. E a deseje ao meu lado, e a clame para que me leve, mais uma vez!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com amor, deliberadamente...&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sol&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-315441975992558491?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/315441975992558491/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=315441975992558491&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/315441975992558491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/315441975992558491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2012/02/deliberadamente.html' title='Deliberadamente'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-2754441287711411058</id><published>2012-01-18T12:52:00.001-02:00</published><updated>2012-01-18T12:52:49.843-02:00</updated><title type='text'>Saudades de Rina</title><content type='html'>&lt;div&gt;Há dias que tenho pensado em Rina, minha amiga que é puta. É uma lembrança suave, de quando nos falávamos e ríamos por horas a fio. Havia uma intimidade estranha entre a gente, pois enxergávamos muito em comum onde nada seria possível de nos unir.&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela vendia o corpo, gostava de rapazes e se deitava com eles mesmo quando não os desejava. Eu, em plena adolescência, buscava mulheres mais velhas, passava horas na academia e com os livros de filosofia. Uma adolescência comum, pode-se dizer. Mas não era. Meu desejo por Sartre e Nietzsche só demonstravam minha estranheza... ela, Rina, preferia leitura de bares baratos, com cheiro de ratos e cigarros, onde se amontoavam os homens.&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Houve um filme que assistimos juntos. Dizia sobre amores e restos humanos. Os humanos com quem ela se deitava. Os restos de que eu lia. A união de opostos tão iguais quando incompreendidos: era o que nos unia.&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje lembrei-me ainda mais dela. Um amigo (novo) solta seu riso como ela. Esse amigo que questiona os homens e os observa apenas como expectador. Ele, o amigo, também ama as mulheres (diferente de como amei na adolescência). Ele as ama e as compreende, mas as encontra como predador quando isso satisfaz a sua libido.&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acredito que ele e Rina conseguiriam muito juntos. Ela, que também amou as mulheres, o ensinaria como olhar o mundo de perto, deixando de ser expectador para se envolver. Ele a ensinaria a beber suavemente, sem pressa, permitindo-se saborear cada momento. E eu, ah, eu mesmo, será que estaria presente?&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas é apenas uma lembrança, hoje. Uma lembrança de mim quando perdi o sagrado do preconceito para encontrar minha semelhança. O que diria Nietzsche do &amp;#39;super homem&amp;#39; que desce ao comum? E Sartre com seu amor platônico envolvido em orgias filosóficas... mas isso tudo são apenas palavras. Vou me permitir ao silêncio e viver um pouco mais..&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saudades de Rina.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;[Elton]&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Jan-18-2012&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-2754441287711411058?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/2754441287711411058/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=2754441287711411058&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/2754441287711411058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/2754441287711411058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2012/01/saudades-de-rina.html' title='Saudades de Rina'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-3435285607636549007</id><published>2011-12-30T21:33:00.001-02:00</published><updated>2011-12-30T21:33:20.623-02:00</updated><title type='text'>A fuga do peixe</title><content type='html'>&lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;"&gt;Há uma pequena abertura no aquário da sala, por onde fugiu meu peixe. Embora ele fosse eminentemente cinza, seu dourado se destacava entre os móveis e a porcelana branca do armário.  Ao perceber sua ausência, tive um pequeno aperto no peito. Ele partiu. Agora minha casa está vazia, a velha cadeira de balanço onde ficava por oras a admirá-lo parece sem sentido e necessidade. Falta o cinza do peixe, o seu dourado e a certeza de que toda manhã se renovaria. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;"&gt;Não amanheceu essa noite. Não houve uma renovação de atmosfera e as flores que ontem estavam a enfeitar minhas roupas murcharam pela ausência da luz do peixe. É como se o aperto de meu peito parasse, quando ele estivesse em mim. É como se minha vida fosse poupada, tivesse uma razão de ser ao alimentá-lo todos os dias. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;"&gt;Abro a geladeira e não sinto a fome me visitar. Tudo gira, não reconheço minha imagem e aos poucos me desconcerto em mim. Como aquela música. Como aquela diferença entre tudo o que era comum. Meu peixe fugiu. Parte de mim fugiu. Minha música fugiu. Sua foto no canto da prateleira está distante. A própria vida que tinha, está distante.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;"&gt;Vou tirar as flores do vaso, tirar minha roupa da atmosfera e brindar o branco de minha sala com uma saudade de quando estávamos no Velho Mundo. Grande viagem. Conhecemos Veneza e o Sena sempre pareceu mais belo, quando admirado dos cafés parisienses onde relembrávamos da poesia de Pessoa. Ah, Pessoa... o Tejo e a saudade de sua família!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;"&gt;Antes de ir, ele deixou um bilhete com a última canção que tivemos juntos. Lembrou-se da primeira voz que soltou nosso riso e me emocionou com a caligrafia singela. Ele tinha anseio de novos oceanos e de uma vida fora do aquário. Ele tinha anseio de encontrar a si mesmo em mares de fúria e calmaria, longe da rotina de móveis e porcelanas que tiravam seu dourado pelo cinza. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;font-family:&amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;"&gt;Acho que consigo entender minha dor e aceitar sua distância: meu peixe era livre, ainda na prisão de cristal. Seu canto aumentava ao sabor de sua consciência de liberdade. Seu canto o fazia ímpar e mesmo os objetos o saudavam a majestade. Era o meu peixe, belo, livre. Hoje, é uma lembrança que me leva às lágrimas na casa vazia... &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;Elton Michael&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;26/10/2055&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-3435285607636549007?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/3435285607636549007/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=3435285607636549007&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/3435285607636549007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/3435285607636549007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2011/12/fuga-do-peixe.html' title='A fuga do peixe'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-5102563947462857464</id><published>2011-09-28T14:52:00.000-03:00</published><updated>2011-09-28T14:53:00.281-03:00</updated><title type='text'>"...deixai com que os mortos enterrem seus mortos!"</title><content type='html'>&lt;div class=WordSection1&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;É uma manhã ensolarada com gosto de primavera. Sinto uma mescla entre frio e calor enquanto, caminhando, passo pela igreja de São Francisco. &amp;nbsp;Emociono-me. Paro diante da construção. Faço uma mesura e entro, tímido, nesse templo que há tempos está presente no alto da Penha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;Percorro com os olhos por toda a nave e vejo-me sozinho. Entro em um corredor e saúdo os bancos vazios que ali estão. Paro novamente e ajoelho-me. Abaixo os olhos e uma oração sincera sai de meus lábios. Meu peito enche-se de um calor suave e tenho nada a dizer senão agradecer, sinceramente, pela força que tive até aqui.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;Mais alguns minutos e algumas lágrimas cortam-me o rosto. Emociono-me. O calor torna-se mais intenso e tenho certeza de que ali, naquela epifania, estou em paz. Calo-me e continuo minha oração. Agradeço pela alegria que me invade o peito, pelas mãos marcadas, pela saúde em meus pés descalços. Agradeço, sobretudo, por poder chorar e celebrar, em meu íntimo, a transformação por que passo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;Lembro-me do Mestre e de suas palavras sublimes que me confortam o coração: &amp;#8220;...deixai que os mortos enterrem seus mortos&amp;#8221;, diz a passagem. É como se deixasse ali, depositado em suas mãos, o pranto que me aflige. Deixasse ali, em suas mãos, o motivo de toda dor. Os mortos estão a caminhar pelas ruas e suas palavras não me podem ferir enquanto estou ali, com o conforto do Divino. As palavras dos mortos não me podem atingir se eu estiver na paz de meu Divino Amigo...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;Levanto-me.&amp;nbsp; Tenho um suave sorriso nos lábios e um novo ânimo em meu íntimo. Saio, ainda timidamente, e o sol continua a me saudar. Uma brisa me toca o rosto e apenas sigo, a caminhar, na certeza de que há mais vida em mim...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;E quanto aos mortos, vou seguir orando para que um dia consigam descobrir um sentido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=EN-US style='font-size:10.0pt;color:black;mso-fareast-language:PT-BR'&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang=EN-US style='font-size:10.0pt;color:#333333;mso-fareast-language:PT-BR'&gt;Linked in:&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.linkedin.com/in/breltonsilva" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang=EN-US style='font-size:10.0pt;mso-fareast-language:PT-BR'&gt;www.linkedin.com/in/breltonsilva&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang=EN-US style='font-size:10.0pt;color:black;mso-fareast-language:PT-BR'&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=EN-US&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-5102563947462857464?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/5102563947462857464/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=5102563947462857464&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/5102563947462857464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/5102563947462857464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2011/09/deixai-com-que-os-mortos-enterrem-seus.html' title='&quot;...deixai com que os mortos enterrem seus mortos!&quot;'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-1234800567850319383</id><published>2011-09-20T12:10:00.001-03:00</published><updated>2011-09-20T12:10:11.078-03:00</updated><title type='text'>na casa de meu Pai há muitas moradas...</title><content type='html'>&lt;div class=WordSection1&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;Há realmente muito o que compreender nesse Universo em que estamos inseridos. Dias em que fico a pensar e minha ação é nenhuma senão agradecer, e muito, a cada momento em que desfruto da existência. Fogem-me as palavras para celebrar, com propriedade, a benesse de viver! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;E basta viver, amigo, com tanta intensidade e entrega que não haverá tempo para lutar contra os desíginios do Divino. Basta aceitá-los e entregar-se, por opção, e viver com Ele sem que haja o que nos atrasar. E esse Divino, que pode se manisfestar de acordo com a crença que professarmos, estará sempre a nos guiar para que cheguemos à plenitude do que somos... somos divinos, meu caro, e como divinos a responsabilidade de praticarmos a divindade a todo momento, testemunharmos a divindade de nossa transformação e vencer o que nos afasta daquilo que somos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;A caminhada é íngrime e nos leva a deparar com muito que nunca habitou a imaginação. Conheci os cães infernais que trabalham para lei e os rastejantes que, obedientes ao Divino, limpam as fileiras de desgraças que os homens optam por praticar. São seres Divinos, claro, moradores do inferno para equilibrarem o Universo. Seres esses obedientes à luz e submissos ao plano por que ainda passam. E tudo evolui, sempre, com a velocidade que foi determinada pelo grande criador.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;Mas há uma estranheza que teima em persistir: quanto ainda temos de apego aos nossos desejos e limitações. Quanto ainda dependemos de falos e prazeres fugidios pela humanidade que temos. Talvez venhamos aprender a cultivar a humildade e nos aproximemos do que é etéreo. Talvez aprendamos a praticar o amor e o sexo será como um vinho envelhecido tomado diligentemente: um prazer raro e valorado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;É o que tenho, hoje. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;Val&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-1234800567850319383?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/1234800567850319383/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=1234800567850319383&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/1234800567850319383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/1234800567850319383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2011/09/na-casa-de-meu-pai-ha-muitas-moradas.html' title='na casa de meu Pai há muitas moradas...'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-4027706782704135562</id><published>2011-09-19T10:03:00.001-03:00</published><updated>2011-09-19T10:03:33.511-03:00</updated><title type='text'>Exultai e alegrai-vos...</title><content type='html'>&lt;div class=WordSection1&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;Há dias que sinto lágrimas brotarem em meus olhos e emociono-me com mais frequência que antes.  É uma sensação completa e complexa, pois desenvolve-se, em mim, uma confiança intensa de que tudo está correto e tudo o que passamos só nos faz crescer. A lágrima diz que estou vivo e tenho emoções que me fazem humano. Abro os braços e as chagas de minhas mãos crucificam meu antigo eu resistente à evolução, preso aos pequenos prazeres e distante da realização do meu eu-Espírito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;E pensei sobre a dor, mas não posso exaltá-la a ou elevar apologias ao sofrimento: aceito-a, apenas, como um meio de desenvolvimento, de aproximação com o Divino, como oportunidade de crescer em espírito. Essa vontade intensa de participar do Divino, na magia que está ao de redor, é quem conduz a essa crucificação diária de quem não sou &amp;#8211; e penso que sou. Esse ser &amp;#8211;não ser que se perde no egoísmo e não entende que o &amp;#8220;deixar viver&amp;#8221; é permitir a cada um seu ritmo próprio de crescimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;As pessoas passam e deixam algo conosco. Algumas saem de repente, permite-nos um choro sentido e por pouco não caímos na tentação de manter a situação sem que haja evolução: tudo tem seu tempo, todos têm o seu tempo ao nosso lado e, quando esse tempo passa, não somos deuses do destino para definir que continuem... somos deuses sim, mas para que nossa vontade e poder permita o crescimento e nunca o estacionar de quem quer que seja.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;Volto a dizer que não há mal e não há choro que persista. Retorno àquele princípio de que desenvolvemos nossos potenciais e aprendemos a mudar a realidade em que estamos quando realmente desejamos isso. E a realidade de que precisamos está além da que vemos, pois ela é integrada com o Divino e todos os seus estagiários de todos os elementos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;Celebro minha alegria, ainda que com um aperto de saudade no peito, a saber que nosso tempo será sempre dosado para que cresçamos e aprendamos que tudo é perfeito no universo e, deterministicamente, iremos nos tornar parte dessa perfeição.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;Abraço, como sempre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;E.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-4027706782704135562?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/4027706782704135562/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=4027706782704135562&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/4027706782704135562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/4027706782704135562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2011/09/exultai-e-alegrai-vos.html' title='Exultai e alegrai-vos...'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-5445927770150130543</id><published>2011-09-02T12:01:00.001-03:00</published><updated>2011-09-02T12:09:58.792-03:00</updated><title type='text'>Se a dor o visita, é tempo de mudar!</title><content type='html'>&lt;div class="WordSection1"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Daniel,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;há dias que não paro para escrever e hoje meus pensamentos estão quietos e tumultuados ao mesmo tempo. Escrever, talvez, me faça sentir melhor. Acho diferente perceber que a dor e o incômodo servem para que mudemos, para que queiramos mudar e retornar a uma situação de maior conforto. É desconfortável perceber o erro: de julgamento, de expectativa, de desejo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Decepção é a melhor palavra para descrever meu interior nesse instante. Uma decepção comigo mesmo, de me permitir a um novo embuste. Errei, Daniel, ao esperar e acreditar em quem não é nada além do que sempre foi. Sinto-me estranho, mas acho que é o aprendizado ao perceber que ser humano é permitir-se ao erro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ele, a quem julguei, parecia-me terno e inteligente. Alguém merecedor de confiança e amor. Sim, o meu sentimento mais nobre e sincero que não hesitei em entregar pelo juízo de minha intuição. Errei, Daniel, errei profundamente e minha intuição que parecia tão treinada me desperta à humildade. Desço de minha arrogância para me reconhecer falível, para me conceber capaz de aprendizado. Eu posso aprender com isso e a dor nada mais é que o alento ao crescimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Quando os amigos se afastam é porque nunca o foram de verdade. Quando os amigos deixam de ser amigos é porque a palavra que diziam não era suficientemente real para durar a eternidade.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E como adivinhar, Daniel, quando entregamo-nos e&amp;nbsp; o retorno é não recíproco? E como adivinhar, Daniel, que o amor de repente é apenas unilateral? Como adivinhar que, às vezes, entregamo-nos por completo e o que recebemos é nada além do que a pessoa é capaz de dar? E se esse limite, dela, não nos for o suficiente? Como deixar de sentir o mesmo amor que sentíamos antes? Não deixamos, Daniel... não deixamos!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E é por isso que aprendo com essa dor da decepção. A decepção do castelo de expectativas que construí em minha mente, mas nunca existiu. Um castelo que não poderá existir porque ele, objeto de meu amor, está longe de ser mais do que é: uma criança que tem os pés descalços e limpos do pecado. Uma criança que ainda não aprendeu a falar e perceber algo que vá além de seu próprio conforto. Uma criança, carente, que acaba de perder a minha mais nobre intenção: eu desiti. Desisti de cativar, de conviver, de partilhar quem sou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O erro, Daniel, me ensina a valorizar a mim e a aceitar quem sou. É preciso que eu sinta&amp;nbsp; a solidão antes de me tornar o que escolhi ser. E brilhar pelo que escolhi ser. E viver pelo que escolhi ser.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Foi apenas um desabafo,&amp;nbsp; meu caro. De alguém que de repente se sente humano demais para falar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Um beijo saudoso,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-5445927770150130543?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/5445927770150130543/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=5445927770150130543&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/5445927770150130543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/5445927770150130543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2011/09/se-dor-o-visita-e-tempo-de-mudar.html' title='Se a dor o visita, é tempo de mudar!'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-6986877162189730494</id><published>2011-08-31T12:32:00.001-03:00</published><updated>2011-09-02T12:08:09.815-03:00</updated><title type='text'>O novembro mais doce</title><content type='html'>&lt;div class="WordSection1"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Acho que foi o novembro mais intenso que vivi, ao seu lado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Agora, enquanto ouço Tiziano Ferro, lembro-me de quando fazíamos amor e tudo parecia possível. Acho que tudo era possível. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ainda é tudo possível.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Sei que por agora seus passos estão maculados e seu desejo dista do meu. Quantas vezes, entretanto, ao dormir recordo-me de seus beijos e seu carinho intenso. Quantas vezes, ao despertar, imagino seu toque doce a me embalar. E que saudade do pecado que vivemos e das mentiras que contávamos. Que saudade daquele tempo onde não tínhamos culpa e rir era o que nos mantinha juntos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Tiziano continua seu ritmo e agora grita “te amo” da mesma forma com que fazíamos um ao outro quando ouvíamos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Não tenho mais o vinho que nos embriagara e nem as taças que quebramos em enlouquência. Nem mais somos os mesmos, doce criança. Mas não haverá outro sentimento senão amor. Talvez será eterno o que sinto e nunca me esquecerei de você. Mas agora, sobretudo, respondo ao seu apelo e digo que passou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ficamos bem distantes um do outro. Tornamo-nos piores, eu sei, porque continuamos sem culpa e o que fazemos não necessita de personagens. Precisamos desse alimento doce, dessa dor que provocamos ao alheio para seguirmos vivos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Talvez mudemos um dia, mas até lá, sigamos nossos caminhos, separados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Um beijo suave,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-6986877162189730494?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/6986877162189730494/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=6986877162189730494&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/6986877162189730494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/6986877162189730494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2011/08/o-novembro-mais-doce.html' title='O novembro mais doce'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-7185522486193357681</id><published>2011-08-30T14:09:00.001-03:00</published><updated>2011-08-30T14:09:54.855-03:00</updated><title type='text'>talvez...</title><content type='html'>&lt;div class="gmail_quote"&gt;&lt;br&gt;&lt;div&gt;é tarde e preciso dormir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;é tarde. preciso guardar meu canto e apenas adormecer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;sonhar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;talvez sonhar com você ou com quem quer que seja.&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;talvez não.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;talvez o que sinto seja apenas ansiedade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;talvez eu tema pelo desconhecido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;talvez eu tema pela distância do amigo mais amado.&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;talvez esse amigo mais amado aceite meu convite.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;talvez...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;vou apenas dormir, amigo, amado, irmão, amante.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;não amante de sexo, amante de ouvido.&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;amigo de ouvido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;amigo mais amado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;esteja em paz.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br&gt;&lt;/div&gt;&lt;font color="#888888"&gt;&lt;div&gt;E.&lt;/div&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-7185522486193357681?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/7185522486193357681/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=7185522486193357681&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/7185522486193357681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/7185522486193357681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2011/08/talvez.html' title='talvez...'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-4920562908248290031</id><published>2011-07-04T18:42:00.001-03:00</published><updated>2011-07-04T18:42:32.432-03:00</updated><title type='text'>Feliz o que mesmo?</title><content type='html'>&lt;div class="gmail_quote"&gt;&lt;br&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:&amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;"&gt;Tenho uma sensação estranha, Wilson. Como se a saída do ano e o início de uma nova fase não fosse o suficiente. E já faz tempo que o ano começara. Como se eu precisasse tomar ar puro e mesmo por aqui, na USP, o ar se pesasse com promessas alheias que me enchem de tédio e insatisfação: desisti de confiar nessas promessas e de olhar aos outros com condescendência.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:&amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:&amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;"&gt;É uma sensação estranha. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:&amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:&amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;"&gt;Fico a procurar um rosto para reconhecer o motivo dessa sensação e me perco em um exercício inócuo: o que faria se não estivesse nessa procura? E quem seria se soubesse o que procuro? E como reagiria se encontrasse o que procuro? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:&amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:&amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;"&gt;Volto a ter a mesma sensação estranha e o ar continua pesado pelas falas absurdas do campus. Aos poucos ele se contamina de fadinhas coloridas que com asas cintilantes me convidam a um passeio fantástico onde borboletas e abóboras conversam como gente grande. Aos poucos vejo os fantasmas de meus mártires e essa loucura me invade completamente. Sim, tornei-me um mártir, Wilson. Tornei-me louco e acabo a taça do vinho antes de dormir... &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:&amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:&amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;"&gt;Será ano novo e me esquecerei de todas as promessas. Esquecerei do tédio e serei apenas mais um... E quando é a no novo mesmo?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:&amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:&amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;"&gt;Feliz ano novo!!!!!!!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:&amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:&amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;"&gt;E.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:&amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:&amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;"&gt;P.s.&amp;gt;&amp;gt; Algum dia já disse o quanto que o adoro?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-4920562908248290031?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/4920562908248290031/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=4920562908248290031&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/4920562908248290031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/4920562908248290031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2011/07/feliz-o-que-mesmo.html' title='Feliz o que mesmo?'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-3803945164360897345</id><published>2011-07-04T13:31:00.002-03:00</published><updated>2011-07-04T13:35:43.266-03:00</updated><title type='text'>Comum</title><content type='html'>&lt;div class="WordSection1"&gt;&lt;p style="margin-bottom:0in;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt;Saiu atordoado. Desceu pela gamelinha em direção a estação da Lapa, sem pensar. Triste, talvez. Tinha apenas a imagem de Janaína em sua mente. Tinha a sensação de sua ausência. Entrou na estação. Alcançou a plataforma. Parou e aguardou a chegada do trem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom:0in;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt;Entrou e sentou-se em um canto qualquer, sozinho. Calou-se. Sentiu-se estranho pelas pessoas a sua volta. Sentiu-se mal pelo cheiro arrependido das palavras com que machucara Janaína. Sentiu-se dorido por não ter sido mais simples, meigo, presente. Sentiu-se comum em meio às pessoas do vagão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom:0in;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt;Alguém se aproximou, sentou-se ao seu lado e perguntou seu nome: era um homem qualquer carente que precisava se abrir. O homem tinha cheiro de tabaco barato, daqueles comprados nas estações do Brás. Sua roupa exalava cachaça do centro da cidade, era rota e azul.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom:0in;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt;Ele se permitiu ouvir o homem. Não se moveu sequer para olhar em sua direção. O homem falava algo sobre o acidente de construção que matara três de seus amigos. Ele nada dizia. O homem então falou do Datena e do banho que tomaria ao chegar em sua casa. Ele nada dizia. O homem desceu com um pequeno sorriso, sentindo-se leve por ter falado. O homem lhe disse até logo. Ele nada disse.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom:0in;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt;Continuava de olhos fechados. A figura terna de Janaína ainda pairava em seus pensamentos. Talvez nunca, nem mesmo os anos, o fariam esquecê-la. Sabia que nunca a esqueceria. Lembrou-se daquele echarpe rosa que ela usava na primeira vez que se viram, do sorriso tímido com que ela brindava o final das frases, do jeito quase doce com que o agredia para parecer comum. Ele amava Janaína e talvez nunca a tivesse provado isso. E talvez nunca o fizesse, pois não era comum.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom:0in;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt;Depois de algum tempo resolveu abrir os olhos. Ainda estava arrependido pelas palavras que disse. Ainda confuso e contaminado pelo cheiro das pessoas que não existiam ao seu redor. Sentiu-se sozinho e triste. Sentiu-se alegre e capaz. Sentiu-se forte e fraco ao mesmo tempo. Sentiu-se com amor por Janaína.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom:0in;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt;Tanto faz, pensou consigo mesmo. Talvez comesse apenas tomates ao chegar em casa. Talvez tomates com ovos. Comeria e depois arrotaria como um simples mortal. Comeria ao lado de todos seus fantasmas e até riria de suas piadas. Iria ao banheiro depois, escovaria os dentes, sendo simples, sendo comum.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin-bottom:0in;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-family:&amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;color:black"&gt;Ligaria a Janaína e diria algo simples. Diria que ele era simples. Diria que os simples, finalmente, são alegres. Depois deitaria e dormiria. Sim, como fazem os simples.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-3803945164360897345?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/3803945164360897345/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=3803945164360897345&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/3803945164360897345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/3803945164360897345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2011/07/comum_04.html' title='Comum'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-2256784194825582294</id><published>2011-07-04T13:30:00.001-03:00</published><updated>2011-07-04T13:30:38.414-03:00</updated><title type='text'>Onibus</title><content type='html'>&lt;div class=WordSection1&gt;&lt;p class=MsoNormal style='text-indent:.5in'&gt;&lt;span style='font-family:"Calibri","sans-serif"'&gt;Os nomes são iguais em sua mente doente, apesar dos rostos diferentes que giram simultaneamente a sua frente. O ônibus para. Acelera. Continua. Os pontos são vários, são várias as paradas e as idéias que passam. Traz pequenos tragos na memória, chora o desatino de vida fugaz e vazia. Está sóbrio e sozinho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal style='text-indent:.5in'&gt;&lt;span style='font-family:"Calibri","sans-serif"'&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span style='font-family:"Calibri","sans-serif"'&gt;            O sol bate forte pela janela, queima sua pele branca e ofusca seus olhos claros. Preferia a noite. Na noite as pessoas não descobrem os seus enganos. A velha gorda pedia, com os olhos, um canto ao seu lado. Fingiu que dormitara, a velha negra estava suja e fedia a peixe. O garoto a sua frente pigarreou um resto de vida pela janela e, então, o fitou fechando a cara.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span style='font-family:"Calibri","sans-serif"'&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span style='font-family:"Calibri","sans-serif"'&gt;            Talvez a manhã estivesse começando, na tarde que viria se esqueceria das palavras amargas da noite anterior. Ainda tinha nos lábios o impacto do beijo roubado e no corpo a sensação do perfume neutro... Onde estava indo? Onde estaria?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span style='font-family:"Calibri","sans-serif"'&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal style='text-indent:.5in'&gt;&lt;span style='font-family:"Calibri","sans-serif"'&gt;O ônibus continuou o seu trajeto, seu pensamento encheu-se de pensamentos incertos e sem nexo. Via o verde de matos e as pragas que invadiam as calçadas. Avistou o cigarro do homem em um portão e ouviu, de súbito e por um instante, o rádio com um sertanejo ao longe. &amp;quot;A mesma música de ontem&amp;quot; - pensou consigo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal style='text-indent:.5in'&gt;&lt;span style='font-family:"Calibri","sans-serif"'&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span style='font-family:"Calibri","sans-serif"'&gt;            O ônibus chegou ao seu final. Ele desceu. Avistou a casa branca, logo a frente. Chamou por alguém. Chegou. Descarregou nele o seu revólver. E sumiu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal align=right style='text-align:right'&gt;&lt;span style='font-family:"Calibri","sans-serif"'&gt;Horácio&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span style='font-family:"Calibri","sans-serif"'&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-2256784194825582294?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/2256784194825582294/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=2256784194825582294&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/2256784194825582294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/2256784194825582294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2011/07/onibus.html' title='Onibus'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-7846370895690515002</id><published>2011-06-08T16:49:00.001-03:00</published><updated>2011-06-08T16:49:48.384-03:00</updated><title type='text'>Mais dos domingos (todo dia agora é domingo!)</title><content type='html'>&lt;font class="Apple-style-span" face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;[Novembro, 27 -2007]&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;div class="gmail_quote"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font size="2" face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;Sentava-se e sempre pedia a mesma coisa: bananas, mel e coca cola. Quando eu via, e nem sempre eu via, procurava não transparecer a estranheza que ia em meu peito. Às vezes fingia que lia o jornal, outras vezes sorria laconicamente como a desejar &amp;quot;bom apetite&amp;quot;! Era diferente, nos domingos de manhã, observar aquela senhora idosa com coisas tão comuns que juntas apetecia seu ser. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font size="2" face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font size="2" face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;Na última semana ela não foi. Pensei que talvez se atrasasse, fiquei um pouco mais que o costume na padaria, sentado no mesmo lugar a torcer que ela aparecesse para tornar meu dia como os outros. Mas ela não veio. Eram 10h quando tive a ousadia de perguntar ao garçom que sempre a atendia... ele disse que ela havia mudado e fora se despedir de todos, iria morar com os filhos! &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font size="2" face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font size="2" face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;Por um momento me enfureci: como seus filhos poderiam tirar de mim o prazer de observa-la aos domingos? Como tiraram de mim aquela epifania tão doce que rotineiramente habitava meus domingos? Levantei-me enfurecido, paguei e saí... &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-7846370895690515002?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/7846370895690515002/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=7846370895690515002&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/7846370895690515002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/7846370895690515002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2011/06/mais-dos-domingos-todo-dia-agora-e.html' title='Mais dos domingos (todo dia agora é domingo!)'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-8733064734925752498</id><published>2011-06-08T16:35:00.001-03:00</published><updated>2011-06-08T16:35:22.748-03:00</updated><title type='text'>A decadencia da verdade</title><content type='html'>&lt;div class="gmail_quote"&gt;[Agosto, 23-2006]&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;Hoje eu queria fingir que sou uma pessoa diferente. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 0pt"&gt; &lt;span&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;Vou me deixar acreditar que é natal, que estou na casa de amigos acompanhado de Elenice, minha querida esposa e nosso filho João Francisco está conosco. À meia noite abrimos a garrafa de vinho e cantamos alegres ao trocarmos presentes... Elenice me abraça com carinho e me beija nos lábios. Ela diz que esse será mais um natal feliz, que seremos sempre felizes e nada irá nos separar. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;Lembro-me de quando nos conhecemos em uma excursão para Rio Bonito. Era primeira vez que ela viajava sozinha e eu passei a ampará-la em todos os passeios pelos lugares inusitados. Acho que nos apaixonamos ainda no ônibus, mas como eu era tímido, só depois de alguns meses é que aconteceu o primeiro beijo. Depois de um ano de casados veio nosso grande afeto: João Francisco. Nasceu com  3,5 kg, cabeludo e vermelho. Ela dizia que seus olhos verdes se pareciam com os meus, e eu dizia que seus cabelos claros eram da herança de seus avós. Ah, como amei ser pai desde o primeiro momento.&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;Mas é natal. Amanhã iremos almoçar na casa de seus pais, uma reunião de família que já é tradicional. Eles moram aqui mesmo no Sumaré e todos irão prestigiar o peru preparado por seu pai. Sinto que somos felizes, temos familiares que nos compreendem e amamos um ao outro. &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;Em uma semana voltaremos a correria: Elenice nas aulas de arte na Unesp e eu continuarei com meus projetos na consultoria... tudo muito tranquilo!  &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:Verdana"&gt; Talvez daqui a pouco isso passe e eu verei que não consigo acreditar que sou diferente. Não consigo acreditar que não há Elenice, João Francisco ou uma consultoria. Não há natal e não há casa no Sumaré... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:Verdana"&gt; &lt;/span&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:Verdana"&gt; Estou triste, todavia!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:Verdana"&gt; &lt;/span&gt; &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;span style="font-size:10pt;font-family:Verdana"&gt; El&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-8733064734925752498?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/8733064734925752498/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=8733064734925752498&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/8733064734925752498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/8733064734925752498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2011/06/decadencia-da-verdade.html' title='A decadencia da verdade'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-1306352416125090544</id><published>2011-05-22T09:52:00.001-03:00</published><updated>2011-05-22T09:52:20.152-03:00</updated><title type='text'>tempo e eu: aniversário</title><content type='html'>&lt;meta http-equiv="content-type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(34, 34, 34); font-family: Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 16px; "&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title" style="margin-top: 0.75em; margin-right: 0px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; position: relative; font: normal normal bold 22px/normal Arial, Tahoma, Helvetica, FreeSans, sans-serif; "&gt; a vida e o tempo :: viviane mosé&lt;/h3&gt;&lt;div class="post-header" style="line-height: 1.6; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.5em; margin-left: 0px; font-size: 11px; "&gt;&lt;div class="post-header-line-1"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="post-body entry-content" id="post-body-3274091768021364957" style="width: 490px; font-size: 13px; line-height: 1.4; position: relative; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(255, 255, 255); "&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt;eu acho que a vida anda passando a mão em mim&lt;br&gt;eu acho que a vida anda passando a mão em mim&lt;br&gt;eu acho que a vida anda passando&lt;br&gt; eu acho que a vida anda&lt;br&gt;a vida anda em mim&lt;br&gt;a vida anda&lt;br&gt;eu acho que há vida em mim&lt;br&gt;há vida em mim&lt;br&gt;acho que a vida anda passando&lt;br&gt;a vida anda passando a mão em mim&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt;e por falar em sexo&lt;br&gt; quem anda me comendo é o tempo&lt;br&gt;se bem que já faz tempo, mas eu escondia&lt;br&gt;porque ele me pegava a força&lt;br&gt;e por trás&lt;br&gt;&lt;br&gt;até que um dia resolvi encará-lo de frente e disse: tempo, se você tem que me comer&lt;br&gt;que seja com meu consentimento, e me olhando nos olhos…&lt;br&gt; eu acho que eu ganhei o tempo&lt;br&gt;de lá pra cá ele tem sido bom comigo&lt;br&gt;dizem&lt;br&gt;que ando até remoçando.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt;Poema do livro: &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt;Pensamento do Chão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt;, poemas em prosa e verso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;/span&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-1306352416125090544?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/1306352416125090544/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=1306352416125090544&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/1306352416125090544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/1306352416125090544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2011/05/tempo-e-eu-aniversario.html' title='tempo e eu: aniversário'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-7114441181679182907</id><published>2011-05-19T15:53:00.001-03:00</published><updated>2011-05-19T15:53:01.564-03:00</updated><title type='text'>Amor sem afeto</title><content type='html'>&lt;div class="gmail_quote"&gt;&lt;div class="gmail_quote"&gt;&lt;div&gt;&lt;font face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;Claire,&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;font face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;font face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;hoje uma alegria imensa invadiu meu ser. Acordei em paz, bem, animado por viver.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;font face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;&lt;br&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;font face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;Ontem, enquanto comia pizza com alguns colegas da faculdade, descobri algo. &lt;/font&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;font face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;font face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;Olhei-os como se os visse pela vez primeira. Observei como falavam, como expressavam suas idéias e se deleitavam com o futebol na TV. Mastigavam com rapidez e, mesmo com a boca cheia de alimentos, cuspiam suas teorias sobre a vida.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;   &lt;div&gt;&lt;font face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;font face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;Claire, foi uma clareza imensa que me veio a mente: eu não gosto deles. Eu não me pareço com eles. Eu não sou amigo deles. &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;&lt;font face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;font face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;Comecei a rir com essa descoberta, pois junto a ela me veio outra coisa: eu não tenho de gostar deles.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;   &lt;div&gt;&lt;font face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;font face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;Que liberdade! Que libertação do espírito! Que paz!&lt;/font&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;font face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;font face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;Claire, não sou obrigado a gostar deles e não preciso me culpar por isso. Eu simplesmente não preciso gostar porque convivem comigo, porque comem da mesma comida ou dormem na mesma cama. Não, eu não preciso, eu não tenho, eu não vou!&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;   &lt;div&gt;&lt;font face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;font face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;De repente é uma clareza plena. Eu não sou obrigado a ter afeto e não preciso me culpar por isso. Eu não preciso achar que há um Deus criador que me olhará feio por que não gostar de suas criaturas, porque esse Deus juiz não existe.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;   &lt;div&gt;&lt;font face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;font face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;É tudo tão claro, Claire, que a paz que sinto me faz bem. Eu não preciso ter afeto, Claire. Eu não sou obrigado a ter afeto.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;&lt;font face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;font face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;Eu posso ajudar a senhora idosa no farol, contribuir para uma obra beneficente, sorrir para os que precisam de amparo em meio a dor. Eu posso me apiedar e dar carinho, ser educado e atencioso, ouvir aquele que está em desespero. Mas eu não preciso ter afeto por nenhuma dessas pessoas.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;   &lt;div&gt;&lt;font face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;font face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;Eu posso chorar ao lado dos que sofrem e tentar junto buscar solução para o problema. Eu posso ajudar e dar minhas mãos e tempo para contribuir ao bem... mas não preciso ter afeto!&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;&lt;font face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&lt;font face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;E é essa máxima, Claire, que me liberta. É essa máxima, que me traz paz. É essa certeza de que não existe esse Deus, não existe essa lei, não existe a necessidade de ter afeto para ter amor... essa paz, Claire, é o que não tem preço.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;   &lt;div&gt;&lt;font face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;font face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;Bem, é isso. amanhã será mais um dia em nossa distância, enquanto celebro seu aniversário e trago meu cigarro, sem culpa, sem medo, sem tempo.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div&gt;&lt;font face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;&lt;br&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;font face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;Um beijo,&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;font face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;&lt;br&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;font face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt; Sol.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt; &lt;/div&gt;&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-7114441181679182907?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/7114441181679182907/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=7114441181679182907&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/7114441181679182907'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/7114441181679182907'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2011/05/amor-sem-afeto_19.html' title='Amor sem afeto'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-8257441461649096617</id><published>2011-04-09T19:21:00.002-03:00</published><updated>2011-07-16T09:01:01.081-03:00</updated><title type='text'>E então...</title><content type='html'>&lt;div class="gmail_quote"&gt;&lt;div class="gmail_quote" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="gmail_quote" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Resolvi descer as escadas e ganhar a rua. Rever pessoas, andar pelos becos e sentir o cheiro doce da civilização. Encontrei-me com aquele branco que canta músicas sob minha janela, vestido de roxo e inconformado com a derrota do corinthians. Nada pude fazer senão me aproximar e sorrir com o que vi. E nada vi, certamente. Estou sonolento pelo tempo que passei cercado em minha toca. Não me acostumo novamente com essa vida que insiste existir fora de meu apartamento. Não reconheço isso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="gmail_quote" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="gmail_quote" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Paro em um boteco qualquer, sento-me e peço uma cerveja acompanhada de uma porção de amendoins. Sorrio por ver que ao meu lado cantam um pagode qualquer e ali perto avisto um do meu time de futebol. Ele se aproxima e pergunta porque tenho faltado tanto, ele se aproxima e puxa uma cadeira. Depois mais um e logo estou rodeado por todos, com porções de calabresas e outras cervejas abertas. Contamos piadas, acompanhamos o ritmo do pagode e saboreamos as pequenas que se aproximam a dançar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="gmail_quote" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="gmail_quote" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Sinto-me vivo, e estranho isso. Sinto-me, de repente, como parte da roda, do samba, da cerveja e do amendoim. Esqueço-me de meu apartamento, abraço com mais força a nega que se sentou ao meu lado e deixo acontecer. Prometo que irei ao futebol, prometo que dançarei, prometo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="gmail_quote" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="gmail_quote" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;É uma bosta mesmo isso, não?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="gmail_quote" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="gmail_quote" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;Beijos,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="gmail_quote" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="gmail_quote" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;E.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="gmail_quote" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="gmail_quote" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-8257441461649096617?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/8257441461649096617/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=8257441461649096617&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/8257441461649096617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/8257441461649096617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2011/04/e-entao.html' title='E então...'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-5620149287363369542</id><published>2011-03-29T12:46:00.001-03:00</published><updated>2011-03-29T12:46:54.625-03:00</updated><title type='text'>Amar, verbo intransitivo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;font class="Apple-style-span" face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;font class="Apple-style-span" face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;Claire,&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="ES"&gt;&lt;font class="Apple-style-span" face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;font class="Apple-style-span" face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;Reli o poema de Drummond enquanto tomava conhaque, ontem, com meu cão. Há dias que paramos, cansados, e ficamos sentados com nossos cachimbos em silêncio, a meditar em tudo o quanto fizemos ultimamente. Discutimos horas, meu cão e eu, a pensar no quanto amar nos torna o que somos, ainda que pela nossa natureza, nos limitamos a conceituar o amor e passamos a vida sem amar.   &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;font class="Apple-style-span" face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;font class="Apple-style-span" face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;Por que circundamos o amor no outro quando podemos deixá-lo fluir de nós? Por que, Claire, nos afastamos de Deus e nos culpamos por cada ato que fazemos? Por que nos limitamos tanto e não nos permitimos experimentar?&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;font class="Apple-style-span" face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;font class="Apple-style-span" face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;Nenhum de nós tivemos respostas, Claire. Meu cão silenciava-se por não saber o que dizer quando questiono a culpa. O que é a culpa senão o limite que nos impomos? O que é a culpa senão o que aceitamos para pertencer a um grupo? O que é a culpa, Claire, senão a negação de amar?&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;font class="Apple-style-span" face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;font class="Apple-style-span" face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;Como amar, minha irmã, se não conseguimos aceitar o que somos - e quem somos - senão por um modelo externo do que temos? Temos um mundo interno, Claire, e o negamos em nome do modelo que vemos. Em nome de um modelo que seguimos ao preço de pertencermos a algo: negamos a divindade, negamos o Deus, negamos a nós mesmos porque somente sendo o modelo podemos pertencer a um grupo.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;font class="Apple-style-span" face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;font class="Apple-style-span" face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;Amar em grupo: amar em mim o outro. Pregamos essa ideia e não a reconhecemos. Não reconhecemos o outro senão estiver no modelo do que somos. E culpamos. Imputamos a culpa como forma de des-culpa. E a des-culpa explica: ao outro por não estar no modelo, por não ser o modelo. Ainda não é tempo, ainda não está pronto. Como se fosse possível estar pronto em algum momento, se tornar pronto em algum momento, ser diferente em algum momento.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;font class="Apple-style-span" face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;font class="Apple-style-span" face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;Foi quando meu cão sorriu, Claire. Condescendente, sorriu por perceber que o amar de que falava não existiria fora de mim. Amar, Claire, é um estado de espírito e não exige algo como objeto de amor. Elegimos algo para canalizar o amor que temos, mas não reconhecemos o amor que temos, o amor que somos. Porque não reconhecemos Deus e acreditamos que o que fazemos está fora de Deus. O que somos e o desejo que sentimos. &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;font class="Apple-style-span" face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;font class="Apple-style-span" face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;Não existe amor igual ou amor amigo: existe o amor, existe o amar. Mas como amar sem gênero se temos o gênero em nós? Como amar o igual? Como aceitar que posso amar o igual? Porque amamos, simplesmente. E amar é intransitivo, não existe o objeto para amar.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;font class="Apple-style-span" face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;font class="Apple-style-span" face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;Como sempre, Claire, é essa saudade de seu espírito que me leva a viajar e escrever. Meu cão, com seu cachimbo e conhaque, diz que essa loucura ainda poderá render bons frutos. Sinto por ele, pois não percebe que essa loucura não existe, essa loucura sou eu.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;font class="Apple-style-span" face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;font class="Apple-style-span" face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;Com amor,&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;font class="Apple-style-span" face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;font class="Apple-style-span" face="&amp;#39;comic sans ms&amp;#39;, sans-serif"&gt;E.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-5620149287363369542?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/5620149287363369542/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=5620149287363369542&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/5620149287363369542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/5620149287363369542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2011/03/amar-verbo-intransitivo.html' title='Amar, verbo intransitivo'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-3549722576834713749</id><published>2011-02-26T01:53:00.001-03:00</published><updated>2011-02-26T01:53:46.897-03:00</updated><title type='text'>Redescobrir a amar</title><content type='html'>&lt;br&gt;&lt;div class="gmail_quote"&gt;&lt;span style="font-family:comic sans ms,sans-serif"&gt;Queria que estivesse aqui, minha irmã. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-family:comic sans ms,sans-serif"&gt; &lt;br style="font-family:comic sans ms,sans-serif"&gt;&lt;span style="font-family:comic sans ms,sans-serif"&gt;É estranha essa distância entre a gente quando há tanto que gostaria de compartilhar. Quando há descobertas que gostaria de dizer e discutir horas com você para que me dissesse o quanto estou louco. Estou louco, Claire. Louco. Há tempos tenho notado minha fragilidade, uma sensação estranha que não faz sentido, que não tem sentido, que não tem motivo. O que antes era, já não mais é. Não vejo graça no que antes me retinha tanto prazer, é como se Paulo, o apóstolo, estivesse certo ao dizer que deixamos as coisas de menino quando não mais somos meninos.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family:comic sans ms,sans-serif"&gt;   &lt;br style="font-family:comic sans ms,sans-serif"&gt;&lt;span style="font-family:comic sans ms,sans-serif"&gt;Tenho um novo desejo, Claire. Um desejo vivo que pulsa em mim e toma forma: gesta em meu ventre e sobre às minhas entranhas como algo que ali sempre esteve  nunca o conheci. É algo que faz meu dia ser mais claro e minha vida mais repleta de energia... ah, Claire... quanto tempo perdido entre falos e peles que hoje não mais estão, não mais são, não mais têm importância...&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family:comic sans ms,sans-serif"&gt;   &lt;br style="font-family:comic sans ms,sans-serif"&gt;&lt;span style="font-family:comic sans ms,sans-serif"&gt;Estou a redescobrir a amar, Claire. E a amar mais que o desejo, mais que a pele, mais que o falo mínimo diante do universo do corpo.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family:comic sans ms,sans-serif"&gt;   &lt;br style="font-family:comic sans ms,sans-serif"&gt;&lt;span style="font-family:comic sans ms,sans-serif"&gt;Amar que não é sentimento estático, mas é ação. Amar ao reconhecer a importância de um outro, sem que o outro seja o único objeto de meu afeto. Não há um único objeto de meu afeto. É como se tudo fosse mais claro e o que vejo são belezas, brutas ou lapidadas, a desfilar em meu cotidiano.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family:comic sans ms,sans-serif"&gt;   &lt;br style="font-family:comic sans ms,sans-serif"&gt;&lt;span style="font-family:comic sans ms,sans-serif"&gt;Como se eu quisesse tocar o outro que se senta ao meu lado no ônibus e se encosta a cochilar em meu ombro. Como se ele fosse mais que um desconhecido com sua vida, mas fosse parte da minha vida desconhecida. Como se tivéssemos contato sem que contato fosse o que fizéssemos todos os dias nos ônibus que tomamos. Não, Claire, não é apenas ele, do ônibus, que me toma o amor...&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family:comic sans ms,sans-serif"&gt;   &lt;br style="font-family:comic sans ms,sans-serif"&gt;&lt;span style="font-family:comic sans ms,sans-serif"&gt;É como se amar fosse soltar essa luz adormecida e deixá-la derramar-se, perder-se, tomar-me completamente. E toco as árvores e os cães, Claire. Toco cada ser e me encho de uma alegria plena, pois sinto-me também tão amado quanto o amor de doei.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family:comic sans ms,sans-serif"&gt;   &lt;br style="font-family:comic sans ms,sans-serif"&gt;&lt;span style="font-family:comic sans ms,sans-serif"&gt;E é esse amor, Claire, que tenho sentido por cada um dos amigos que se aproximam e me abraçam. Eles não sabem, mas há em cada abraço uma troca energética tão forte que nos tornamos um, apenas um, a pendular suavemente envolvidos naquela paz. São amigos, Claire. Amigos... que vêm sem perceber que deixam em mim a marca indelével do meu próprio amor. Que levam de mim parte deles mesmo que devolvo... é Amar, Claire... amar e amor!&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family:comic sans ms,sans-serif"&gt;   &lt;br style="font-family:comic sans ms,sans-serif"&gt;&lt;span style="font-family:comic sans ms,sans-serif"&gt;Mas estamos distantes, agora. Deixarei que adormeça novamente e siga, velando-se a si mesma, enquanto celebro (por enquanto) essa sensação nova de amar, amar, amar...&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family:comic sans ms,sans-serif"&gt;   &lt;br style="font-family:comic sans ms,sans-serif"&gt;&lt;span style="font-family:comic sans ms,sans-serif"&gt;Um beijo doce, minha irmã.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family:comic sans ms,sans-serif"&gt;&lt;br style="font-family:comic sans ms,sans-serif"&gt;   &lt;span style="font-family:comic sans ms,sans-serif"&gt;Luis&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family:comic sans ms,sans-serif"&gt; &lt;/div&gt;&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-3549722576834713749?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/3549722576834713749/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=3549722576834713749&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/3549722576834713749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/3549722576834713749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2011/02/redescobrir-amar.html' title='Redescobrir a amar'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-8249491033541255006</id><published>2010-11-17T22:04:00.001-02:00</published><updated>2010-11-17T22:04:04.168-02:00</updated><title type='text'>Tornar-se</title><content type='html'>  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana,sans-serif;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Há tempos eu o notava pelo campus, sempre com seu jeans surrado e sua camiseta branca, comum, que lhe marcava o tórax. Tinha os olhos escuros, cabelos curtos e a barba sempre por fazer. Um jeito moleque, de riso fácil que cativava qualquer que se aproximasse sem intenção. Ele nunca tinha intenção. Talvez lhe faltasse a malícia dos que experimentam e conhecem a maldade do mundo, dos que conhecem o mundo.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana,sans-serif;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana,sans-serif;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E foi na sexta, antes do feriado de todos os santos, enquanto eu caminhava absorta e perdida nos cálculos mentais de minha vida acadêmica, que eu o topei de supetão e fui lançada ao chão. Ele também quase caiu e eu, vermelha, não me cabia de vergonha. Não conseguia levantar o rosto e ouvia um dos cães a ladrar quase uníssono com o riso dele, que se divertia a mirar-me.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana,sans-serif;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Tateei o chão, cega, em busca de meus óculos. Ele se inclinou e ajudava-me a levantar, repetindo sua falta de intenção. O cão, em algum lugar, continuava a ladrar e em mim um calor descia. &lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana,sans-serif;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana,sans-serif;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Quanto não quis sua aproximação e agora, ali, meu desejo crescente se perdia em um misto de vergonha de mim mesma, com minha saia de barra de calça e minhas sandálias franciscanas. Senti seu perfume e, de repente, tomada de coragem, eu lhe sorri de volta, tentando minimizar o quanto estava perturbada. Aceitei sua ajuda e, ainda bamba pelo inusitado da situação, levantei-me.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana,sans-serif;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana,sans-serif;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Agradeci e desculpei-me. Sentia-me desnudada, sem muita coragem de me permitir sonhar ou fantasiar com ele agora a minha frente. Adorei-o.&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;Um adorar mudo, sem intenção e sem o riso fácil que imaginava quando solitária. Ele me responde de pronto e sai, sem que o registro daquele encontro lhe passasse percebido. Mesmo abalada, retomei minha direção a caminhada. Tive-o próximo por um instante, mas notei que estávamos distantes e não sabia, naquilo, se poderíamos nos aproximar.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana,sans-serif;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana,sans-serif;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Passei da euforia ao silêncio e assim permaneci durante todo o feriado. Algo crescia em meu íntimo e eu sabia que de nada adiantaria exigir da vida que me respondesse, de imediato. Como se, de repente, eu deixasse de ser o que sempre fora para me tornar algo estava adormecido em mim, há tempos.&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;E mesmo sem intenção, foi ele quem me despertara em mim o que recrudescia, o que tomava forma e surgia como um novo ser, um novo mim. Ainda que eu buscasse sentido, de nada me seria possível me alimentar agora, pois eu desconhecia o alimento de que meu corpo necessitava. &lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana,sans-serif;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana,sans-serif;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O feriado terminou e voltei. A ressaca pairava sobre o campus e percebi-me a caminhar com passos firmes, eu simples e leve ao mesmo tempo. Não mais a saia de barra de calça, mas um vestido claro e longo, de decote ousado e detalhes em vermelho. Passei pela cantina em direção à quadra e sorri, sem intenção, quando um dos cães perdidos vem até mim saudando-me com seu rabo a abanar. Abaixo-me suave e brinco com suas orelhas. Meu riso vem fácil e sinto-me bem com isso. Talvez seja a flor que coloquei em meus cabelos, ou o novo adorno com que me brindo. Tornei-me...&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana,sans-serif;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana,sans-serif;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E então o vejo em seu grupo de amigos, distante. Ao se aproximar, quase sem me reconhecer, espanta-se com meu jeito leve e meu riso fácil. Assusta-se com minha falta de intenção e apenas mira-me, suave, antes de continuar sua caminhada. Dou-me por satisfeita, pois finalmente ele me notou pelo que sou e não sabia e não pelo que sonhava em encontrar nele.&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana,sans-serif;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana,sans-serif;"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Laura P – Nov-11-2010 – 8:04 PM &lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-8249491033541255006?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/8249491033541255006/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=8249491033541255006&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/8249491033541255006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/8249491033541255006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2010/11/tornar-se.html' title='Tornar-se'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-188234253752877106</id><published>2010-11-13T14:40:00.001-02:00</published><updated>2010-11-13T14:40:23.493-02:00</updated><title type='text'>A Caixa</title><content type='html'>  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;E deu-se durante seu aniversário de sete anos, ao abrir o presente que ganhara de sua madrinha Júlia. Ela, eufórica, perscrutava os adultos com tamanha volúpia que todos seus sentidos se assemelhavam a bocas que os devoravam com a altivez das crianças inteligentes. Ela, Ananda, buscava nos adultos alguma nesga de sentido que a arrebatasse de seu mundo onde, livre, poderia simplesmente ser. Eles, os adultos, não lhe notavam qualquer traço de anormalidade e acreditavam que eram o suficiente os antigripais durante o inverno. Diria, quem os visse, tratar-se de algo comum, mas era um ritmo distinto em que giravam as rodas de existência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;A caixa do presente era grande e púrpura, com laços dourados e fazia um barulho estranho ao balançar. Ananda ainda tentou imaginar que surpresa lhe traria aquela caixa, mas em sua infância faltavam-lhe dores para se comparar aos adultos e suas ansiedades. Sorriu e agradeceu à madrinha com um gesto quase doce, quase suave, simplesmente seu. Abraçou-se com tamanha propriedade a caixa, para surpresa de todos que esperavam que lhe abrisse o presente. Mas ela, satisfeita com a beleza da caixa, percebeu-se como uma noiva com seu buque à entrada da igreja, sozinha e possuída por seu desejo de ser algo, de ser alguém, de ser livre.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Seu estado de graça durou apenas alguns minutos. A estranheza dos adultos fez com que a mãe, que observava a distância, tomasse de seus braços o embrulho e o rasgasse para revelar o conteúdo. Assustada, não soube pela urgência se deveria sorrir ou chorar, agradecer sua mãe por esse resvalar de lucidez ou apenas, passiva, deixar com que os adultos continuassem com o ritual de seu aniversário, tão seu e tão não seu ao mesmo tempo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;A caixa possuía um conjunto de cozinha para bonecas. Constituídos em rosa, branco e amarelo, tinham o mesmo aspecto triste da cozinha de sua casa. É para que sempre se possa lembrar de sua mãe, disse-lhe a madrinha. Lacônica percebeu-se pela primeira vez que sua liberdade estava em não estar ali, em meio aos adultos, em meio ao mundo, em meio ao seu aniversário. Por um instante ela sentiu-se plena e feliz por não ser adulta. Feliz, com seus olhos vívidos a olhar para sua madrinha Júlia, num questionamento mudo se ela tinha também a mesma felicidade. E também sua mãe, e qualquer outro adulto sem nomear que via ali em seu aniversário de sete anos, onde somente ela tinha idade inferior a dois dígitos. Não obteve respostas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Tomou da caixa e subiu lentamente a escada. Bem se viu que adorou o presente, alega sua mãe aos presentes. Naquele silêncio tácito, ela sai para curtir o que havia descoberto ali. Abraçou-se a caixa, docemente, e soube por aquele momento de sua liberdade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;E.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Jun-28.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-188234253752877106?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/188234253752877106/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=188234253752877106&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/188234253752877106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/188234253752877106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2010/11/caixa.html' title='A Caixa'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-8848518041402578147</id><published>2010-11-10T01:35:00.001-02:00</published><updated>2010-11-10T01:35:17.111-02:00</updated><title type='text'>Galinhas de Angola</title><content type='html'>  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Talvez as galinhas estivessem apenas com frio, isoladas na periferia e esquecidas pelos transeuntes que&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;não as reconheciam como parte do local. Eram apenas galinhas, diriam. Poderiam servir de alimento ou então de entretenimento aos que tivessem tempo para compreendê-las.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Tive pena delas, com frio. Compadeci da situação e das pessoas que não as viam, que talvez pela constante vida que passaram na periferia não poderiam reconhecer nenhuma imagem distante da vida que tinham. Não me achava como elas. Eu, parte da periferia e de seus cheiros, não era uma delas. Tinha uma outra imagem que fluia de mim e me fazia à parte, nesse mundo tão meu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Aproximei-me das galinhas e tentei me comunicar, em silêncio, como se a ausência de palavras fosse o código que utilizávamos ao falar. Ajoelhei-me e as olhei com complacência. Elas, relutantes, soltavam um pio ou outro quando viravam a cabeça, desconfiadas, para que pudessem me ver de ambos os lados. Seus olhos brilhavam de frio e suas penas, eriçadas, demonstravam que sofriam pela ausência de compreensão. Assim como eu, estavam ali, mas não eram dali.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Nesse momento as desejei como se fossem parte de mim. Elas se tornaram parte de mim, eram elas eu. Estabelecemos contato e éramos, as galinhas e eu, um ser apenas naquele momento em que nossos olhos se encontraram. Um ser quando nossos desejos ficaram unidos em uma só vibração de sobrevivência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-8848518041402578147?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/8848518041402578147/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=8848518041402578147&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/8848518041402578147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/8848518041402578147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2010/11/galinhas-de-angola.html' title='Galinhas de Angola'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-4895043662840249211</id><published>2010-10-31T01:47:00.001-02:00</published><updated>2010-10-31T01:47:19.800-02:00</updated><title type='text'>e Carmem...</title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="3" face="Calibri"&gt;Era tarde quando me sentei na poltrona, recostei-me e pensei em distrair-me durante o trajeto de volta. Levaria um tempo ou dois até que chegasse e, após a toalete noturna, estivesse novamente a repousar em meu leito. Mais um tempo e seria um novo dia, quando sol me saudaria como convite ao trabalho e tudo se iniciaria, como sempre.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="3" face="Calibri"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="3" face="Calibri"&gt;Em meio ao burburinho, vejo quando ele se aproxima e se senta na poltrona ao lado. A sua frente, o outro se equilibrava com as bolsas de fraldas, mamadeiras e outros tantos apetrechos do pequeno. Era Carlos. Ele e Carlos que distraidamente riam a minha frente do dia que tiveram. O filho, no colo dele, dava sinais de que já dormia há um outro tempo. O chacoalhar do trem embalava seu sono, quase o meu sono, quase o nosso sono. O corpo relaxava e movia-se levemente a cada parada nas estações seguintes. Carlos sorria, mesmo em pé, embevecido pela conversa que mantinha com o outro. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="3" face="Calibri"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="3" face="Calibri"&gt;Eram felizes e completos no que diziam, sobre o que diziam e como diziam. Havia uma alegria nos olhos de Carlos que eu desconhecia há tempos. Uma alegria muda e simples, dos que conhecem a vida e aceitam sua paz. Uma alegria de tranqüilidade, como o sono do pequeno no colo do amante. Reparei sua roupa, suas mãos e seus gestos enquanto falava. Eu quase poderia tocar aquela alegria que dele emanava, tamanha hipnose me provocava sua presença. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="3" face="Calibri"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="3" face="Calibri"&gt;E, de repente, lembro-me de Carmen, minha amante, quando terminávamos às vésperas de ano novo. Carmem tinha um outro tempo e ainda posso ver seus olhos galantes, pretos e secos, quando se despediram de mim. Ela dizia que o tempo era o único absoluto em nossas vidas, mesmo quando pensávamos que tudo era relativo. Ela tinha uma sabedoria popular, quase simples, quase tão bela quanto ao que dizia agora Carlos, a minha frente, sobre os planos para aniversário do menino.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="3" face="Calibri"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="3" face="Calibri"&gt;Eles saltariam na próxima estação, o tempo de viagem era curto. Um tempo preciso, mas pleno para que eu os notasse. Para que eu os visse e pudesse me lembrar de Carmem. Era estranho pensar no amor que passou enquanto celebrávamos. Era estranho pensar nas viagens que fazíamos e nas risadas que dávamos. Era estranho pensar que tudo passa, que tudo passará ou ainda poderia passar. Era estranho pensar no tempo, absoluto, que fez com que tudo não passasse de um sonho. De uma passagem. De um pequeno tempo que dividíamos uma viagem pela existência. Um tempo que ria de minha saga quase infantil de tentar contê-lo (ele, o tempo) quando ela se foi (ela, a Carmem).&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="3" face="Calibri"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="3" face="Calibri"&gt;O trem pára após anunciarem Lapa. Carlos, cuidadosamente, segura a mão dele antes que se levante com o pequeno. Há uma cumplicidade em seus olhos que os isenta de qualquer palavra agora. Em silêncio continuam sorrindo, passam por todos e caminham, juntos, em direção à saída da estação. Naquele pequeno momento, antes que o trem tivesse as portas fechadas e a viagem continuasse, percebi o quanto estava sozinho e o quanto nunca amei Carmem.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-4895043662840249211?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/4895043662840249211/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=4895043662840249211&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/4895043662840249211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/4895043662840249211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2010/10/e-carmem.html' title='e Carmem...'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-1683598872549251539</id><published>2010-10-24T01:35:00.001-02:00</published><updated>2010-10-24T01:35:52.679-02:00</updated><title type='text'>Faz bem amar</title><content type='html'>Faz bem amar, um bem tão intenso e bom que me renova o espírito. Faz bem amar quem quer que seja, amar com intensidade, carinho, coragem.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Faz bem amar o amigo e rir do jeito engraçado com que ele brinca sozinho, com que ele fala sozinho, com que ele come um sanduíche de pasta de amendoim sem amendoim... rs&lt;br&gt; &lt;br&gt;Faz bem amar aquela doce garota que nos atende no balcão da padaria e sempre tem um sorriso pela manhã, ainda que o dia tenha começado antes pelo horário de verão e todos estão ainda a dormir em suas casas.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Faz bem amar quem senta ao nosso lado no metrô ou no trem, ainda que esteja distante do ideal de companhia silenciosa que gostaramos de ter ao nosso lado. Faz bem amar...&lt;br&gt; &lt;br&gt;É bom ter saudade e aprender a continuar mesmo distante. É bom sentir alegria ao receber um telefonema, ainda que em plena manhã de domingo quando dormir seria melhor que acordar... É bom amar, é bom conseguir olhar o que temos de bom mesmo quando tudo parece perdido. É bom escolher ver a beleza ainda que a tragédia nos visite. É bom acreditar que Deus existe, que Seu amor nos envolve e é isso que nos faz amar o que quer que seja.&lt;br&gt; &lt;br&gt;Faz bem amar...&lt;br&gt;&lt;br&gt;E.&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-1683598872549251539?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/1683598872549251539/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=1683598872549251539&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/1683598872549251539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/1683598872549251539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2010/10/faz-bem-amar.html' title='Faz bem amar'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-1989417398579380661</id><published>2010-07-10T13:33:00.001-03:00</published><updated>2010-07-10T13:33:36.353-03:00</updated><title type='text'>Respiração</title><content type='html'>&lt;div class=WordSection1&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;&lt;br&gt; &lt;br&gt; Não tenho problemas com o centro da cidade. Na verdade, acho que poucas vezes tive algum problema com a cidade em si, com as coisas que a cidade oferece ou seus cheiros e particularidades. Mas hoje foi diferente. Acho que hoje, estou diferente.&lt;br&gt; &lt;br&gt; Andar pela praça do correio é um desafio que exige requinte. Passar por entre inúmeras barracas a tocar o som dos salões de bairro é repugnante. Olhar nos olhos vazios das pessoas que comem seus sanduíches de cinqüenta centavos, enquanto outras se oferecem por sexo a troca de passe de metrô é a prova de que se está vivo!&lt;br&gt; &lt;br&gt; Entrei em um bar qualquer e pedi o que comer. Logo atrás de mim, vestido como os outros seres da praça, entra um garoto que também pede por comida. Ele se coça com freqüência e desconfio de que tenha se utilizado de algum serviço de meretrício. Veste uma blusa azul suja e uma calça rota feita de jeans. Suas mãos são limpas e a pele é clara. Unhas bem cortadas e cabelos aparados ao ombro. Olhos fundos, também perdidos, denotam claramente o que não é. E é um garoto belo, que se perde em meio à sujeira de sua alma.&lt;br&gt; &lt;br&gt; Enquanto comíamos, assistimos a Escrava Isaura. Algumas pessoas entraram para se utilizarem do banheiro. Figuras míticas, próprias de locais do Olimpo se perdem em nossos pães e arroz. Alguns trôpegos que riem da própria imagem e outro que canta ao som imaginário de sua alegria. Sorrio.&lt;br&gt; &lt;br&gt; Em silêncio tínhamos um contato estabelecido. Em silêncio continuávamos a representar e a pensar em problemas nunca resolvidos: Na grana que não tínhamos e no prazer que buscávamos em corpos sem face. Percebi que voltava a se coçar. Percebi que se assustava com alguma dor que tinha e que talvez fosse febre a incerteza de sua paz. Percebi que ainda tinha fome, apesar do grande bife devorado. Percebi que tinha sede, mas pouco dinheiro para que pudesse beber.&lt;br&gt; &lt;br&gt; Levantei, ainda no mesmo silêncio, e a haustos fortes me embriaguei com o cheiro da rua, da vida e do centro...&lt;br&gt; &lt;br&gt; &lt;/span&gt;Elton Michael &lt;span lang=PT-BR&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;Dez., 15 - 2004&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-1989417398579380661?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/1989417398579380661/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=1989417398579380661&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/1989417398579380661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/1989417398579380661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2010/07/respiracao.html' title='Respiração'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-6334770948215034691</id><published>2010-06-27T00:59:00.001-03:00</published><updated>2010-06-27T00:59:49.656-03:00</updated><title type='text'>De agora</title><content type='html'>&lt;div class=WordSection1&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:"Comic Sans MS"'&gt;Enquanto meu sorriso voa pelas sombras, sua imagem paira sobre a cama e me espera. Um silêncio surdo, de cheiro acre, faz com que o tempo entre nós se torne denso e tranquilo. &lt;/span&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman","serif"'&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:"Comic Sans MS"'&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman","serif"'&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:"Comic Sans MS"'&gt;Seus pés são marcados e mancham meu lençol. Ele se despe suavemente e diz que nunca me amaria novamente, mas se entrega apenas para que eu me machuque uma vez mais. Seus lábios contém o veneno de minha ventura e fico a imaginar mil maneiras de torturá-lo em que sinto. &lt;/span&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size: 12.0pt;font-family:"Times New Roman","serif"'&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:"Comic Sans MS"'&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman","serif"'&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:"Comic Sans MS"'&gt;O vento se quebra à janela e uma voz doce sai de meu pesar. Peço-lhe que me encare. Ele confessa sua ventura errante e faz com que suas lágrimas lhe salguem a face. Levanta-se, nu, e vem ao meu encontro. Afasto-me. Paro diante do batente da porta e lembro da nossa música de outono. Do dia em que na chuva escrevemos nossos nomes na árvore... Não quero ser romântico, mas ainda assim dou dois passos em direção ao seu encontro e sorrio novamente. &lt;/span&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman","serif"'&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:"Comic Sans MS"'&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman","serif"'&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:"Comic Sans MS"'&gt;Ele volta, senta-se na cama e nada diz. Abaixa seus olhos. Percebe meu transtorno. Faz menção de se vestir, mas corro agora em seu encontro e selo seu pecado com as mãos. Beijo-o... &lt;/span&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:12.0pt;font-family: "Times New Roman","serif"'&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:"Comic Sans MS"'&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman","serif"'&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:"Comic Sans MS"'&gt;Fazemos amor intensamente. Ávidos pelo momento deixamos as mágoas e tudo o que jamais confessamos. Deixamos todas as marcas...&lt;/span&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:"Times New Roman","serif"'&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman","serif"'&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:"Comic Sans MS"'&gt; &lt;/span&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman","serif"'&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:"Comic Sans MS"'&gt;Enquanto encerramos nossos corpos, banhamo-nos a sombra do vento e apenas abandonamos, ao amanhã, o nosso pesar...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:"Comic Sans MS"'&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:"Comic Sans MS"'&gt;E. Michael &amp;#8211; Jan-18-2006&lt;/span&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman","serif"'&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-6334770948215034691?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/6334770948215034691/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=6334770948215034691&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/6334770948215034691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/6334770948215034691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2010/06/de-agora.html' title='De agora'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-6501847005399547311</id><published>2010-06-02T11:46:00.001-03:00</published><updated>2010-06-02T11:46:37.967-03:00</updated><title type='text'>O caçador de mariposas</title><content type='html'>&lt;div class=Section1&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify'&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'&gt;O livro estava aberto sobre a escrivaninha e, ao lado, havia um pequeno retrato de sua mãe quando criança. Estranho recordar de sua mãe com uma foto tão antiga, mas sentia-se seguro por não ter que pensar em como se foi e, também, como a ausência era tão presente em seu íntimo. Por um momento eu o compreendi e emocionei-me com sua alma. E também com o livro, aberto, falando de contos de solidão e presença.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify'&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify'&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'&gt;Era uma história curta, sobre um caçador de borboletas que passou a colecionar mariposas. O caçador dizia que a beleza das mariposas estava em que nem todos a poderiam enxergar. Um dia em suas viagens, foi convidado para um chá com a rainha das mariposas. Ao chegar ao seu castelo, percebeu que todos os soldados eram borboletas, coloridas, vívidas e de porte altamente elegante. Ao ser recebido pela rainha das mariposas, questionou-a por que da corte tão diversa e ela, complacente, responde-lhe que nenhuma beleza é real se não puder ser útil para alguém. Intrigado, ele se silencia sem entender. Pensa que sua própria luz estava em ver o belo onde todos viam falta de luz. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify'&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify'&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'&gt;Fechei o livro e o devolvi à escrivaninha, ao lado do retrato. Saí e fui terminar o almoço porque logo Ele chegaria. Faria cenouras refogadas, salada de aspargos e um assado de batatas com cordeiro. Sei o quanto Ele estima de minha comida e dos assados tão peculiares. Sei do quanto se ocupa em suas íntimas viagens e, por mais um momento, invejei-o. Talvez Ele também tivesse a luz do caçador, convertido, que via a beleza onde ela não poderia existir. Talvez, em suas viagens, encontrou-se com sua mãe, criança, e aprendeu com ela a ser quem era.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify'&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify'&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'&gt;Terminei e coloquei a mesa. Abri uma garrafa de vinho e servi a mim mesmo uma taça dupla. O negro rubro do vinho misturou-se à minha imagem, refletida, e vi o quanto o tempo havia passado. Ri. Um riso nervoso e quase alegre invadiu-me e pensei nos discursos sobre razão que sempre levavam-me a lugar nenhum senão ao quanto estava longe de mim, de meu silêncio, de meu prazer. Ri novamente e logo Ele chegou. Ele parou, em silêncio, e questionou-me sobre minha alegria. Calei-me. De alguma forma em silêncio dizíamos muito um ao outro. Dizíamos nada e o tudo simplesmente fluía de nós mesmos. Rimos juntos e comemos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify'&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify'&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'&gt;Durante o café disse-me que iria a Petrópolis, no feriado. Precisava desfrutar do clima e visitar a avó. Pedi-lhe que levasse o Pedro, nosso cão. Pedi-lhe que colocasse a louça na pia, apagasse a luz e não demorasse para dormir. Recolhi-me. De alguma forma aquele vinho me havia afetado. De alguma forma a foto e o caçador. De alguma forma eu precisaria dormir, apenas. E viajar, rir, tanto faz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify'&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify'&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana'&gt;E.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;font size=2 face=Arial&gt;&lt;span style='font-size:10.0pt; font-family:Arial'&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;font size=2 face=Arial&gt;&lt;span style='font-size:10.0pt; font-family:Arial'&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify'&gt;&lt;font size=2 color=navy face="Times New Roman"&gt;&lt;span style='font-size:10.5pt;color:navy'&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;font size=3 face="Times New Roman"&gt;&lt;span style='font-size: 12.0pt'&gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shapetype id="_x0000_t74" coordsize="21600,21600"   o:spt="74" path="m10860,2187c10451,1746,9529,1018,9015,730,7865,152,6685,,5415,,4175,152,2995,575,1967,1305,1150,2187,575,3222,242,4220,,5410,242,6560,575,7597l10860,21600,20995,7597v485,-1037,605,-2187,485,-3377c21115,3222,20420,2187,19632,1305,18575,575,17425,152,16275,,15005,,13735,152,12705,730v-529,288,-1451,1016,-1845,1457xe"&gt;  &lt;v:stroke joinstyle="miter" /&gt;  &lt;v:path gradientshapeok="t" o:connecttype="custom" o:connectlocs="10860,2187;2928,10800;10860,21600;18672,10800"    o:connectangles="270,180,90,0" textboxrect="5037,2277,16557,13677" /&gt; &lt;/v:shapetype&gt;&lt;v:shape id="DtsShapeName" o:spid="_x0000_s1026" type="#_x0000_t74"   alt="4E26@843@68750G@@3C9C@6060238206088F@;88F@;D11631000!!!it`vdh!!!!!!!!!!!!!!!!111353CEB5G32Onsl`m/enu!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!1!z"   style='position:absolute;margin-left:0;margin-top:0;width:.05pt;height:.05pt;  z-index:1;visibility:hidden'&gt;  &lt;w:anchorlock/&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;font size=3 face="Times New Roman"&gt;&lt;span style='font-size: 12.0pt'&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-6501847005399547311?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/6501847005399547311/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=6501847005399547311&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/6501847005399547311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/6501847005399547311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2010/06/o-cacador-de-mariposas.html' title='O caçador de mariposas'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-1315823667050464126</id><published>2010-05-30T19:43:00.001-03:00</published><updated>2010-05-30T19:43:41.800-03:00</updated><title type='text'>Ainda o encontro</title><content type='html'>&lt;div class=Section1&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:"Comic Sans MS"'&gt;Não me lembro sequer do nome. Ele comentava sobre sua avó, seu pai que ficara adoecido e até mesmo das idiossincrasias que o faziam tão lúdico diante dos meus olhos. Os caracóis enegrecidos, que radiavam sua origem italiana, atiçavam os desejos de minha mente e meu corpo aspirava compenetrar-lhe no âmago. &lt;/span&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman","serif"'&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:"Comic Sans MS"'&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman","serif"'&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:"Comic Sans MS"'&gt;Exalava o cheiro de sua elegância e ostentava a beleza dos seus dias juvenis. Dias onde visitava tios, passava os natais em família e acompanhava sua avó em terços pela saúde do carro antes da viagem. Bons tempos, seriam. Sua tez delicada e seu sorriso franco denotavam a nudez de seu espírito. Amei-o no primeiro instante e ofusquei-me com seu brilho. Levantei-me e toquei seu corpo. &lt;/span&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman","serif"'&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:"Comic Sans MS"'&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman","serif"'&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:"Comic Sans MS"'&gt;De súbito minha fantasia perdeu-se. Seu beijo não me arrebatou e não senti mais o cheiro doce que emanava do íntimo... ele queria a fera em mim e lutou para libertá-la. Ele se tornou como meu fantasma e tornamo-nos amantes, na sombra, com meu pensamento distante fora de mim. &lt;/span&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman","serif"'&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:"Comic Sans MS"'&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman","serif"'&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:"Comic Sans MS"'&gt;Meu fantasma foi domado pela fera. Debateu-se inutilmente enquanto, com fremência, possuí seu corpo e utilizei-me de seus atributos. Sua beleza tornou-se nauseante e seu ar lúdico insolente aos meus olhos. Era a fera em mim! &lt;/span&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman","serif"'&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:"Comic Sans MS"'&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman","serif"'&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:"Comic Sans MS"'&gt;Por um momento a fera apossada de meu corpo parou. O pequeno debatia-se, mas calou-se quando o clímax instaurado o livrou de mim. Partiu. Com suas lembranças, seus caracóis e sua elegância familiar... &lt;/span&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:12.0pt;font-family:"Times New Roman","serif"'&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;E.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;Jun-24/2006&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-1315823667050464126?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/1315823667050464126/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=1315823667050464126&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/1315823667050464126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/1315823667050464126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2010/05/ainda-o-encontro.html' title='Ainda o encontro'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-4768142553531831140</id><published>2010-05-30T19:38:00.001-03:00</published><updated>2010-05-30T19:38:07.613-03:00</updated><title type='text'>O encontro</title><content type='html'>&lt;div class=Section1&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;Foi uma tarde feliz, quando chegamos. Foi uma tarefa difícil de se cumprir, quando nos vimos. Agora, em silêncio, percebo o quanto era preciso e ainda o será.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;Espero que ele esteja bem onde quer que vá. Espero que ele veja luz por onde passar. Que encontre paz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;Vamos nos ver novamente, um dia. Vamos sim, eu sei. Ainda que tenhamos o mesmo escrúpulo, medo, fobia. Ainda que nos percamos novamente, nos encontremos depois, deixemos de lado o pesar e a culpa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;Foi um encontro feliz, acredito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;Foi um momento feliz, ainda sei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;Até breve, eu lhe disse. Vamos nos ver novamente, um dia. Sem culpa. Sem medo. Sem jogos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;Até lá eu penso na tarde feliz, o encontro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;E.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-4768142553531831140?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/4768142553531831140/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=4768142553531831140&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/4768142553531831140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/4768142553531831140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2010/05/o-encontro.html' title='O encontro'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-1923715740448370273</id><published>2010-04-21T01:02:00.001-03:00</published><updated>2010-04-21T01:02:55.539-03:00</updated><title type='text'>Eu desisto</title><content type='html'>&lt;div class=Section1&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;Eu desisto de pensar em humanidade e no humano como criador de sua história. Desisto de investigar a curiosidade, a indignação e a imaginação que poderia beneficiar a busca do incomum. Desisto de tentar entender os conceitos, pós conceitos e pré conceitos. Desisto da filosofia e de toda lógica que um dia me empregou. Desisto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;Por um momento, enquanto em silêncio, quero agir como macaco. Quero ser como macaco. Quero andar como macaco. Gritar todos os palavrões que me vierem à mente e rasgar todas as teorias que me fizeram aceitar a racionalidade. Não quero raciocinar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;Quero ficar em pé e olhar pela janela as ilações de minha alma. Quero olhar a fumaça de meu cigarro se misturar com a fumaça dos trens, dos carros, dos homens. Ah, os homens. Os humanos homens remanescentes de racionalidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;Vou soltar meu riso de macaco, perturbado pela contaminação de meus pulmões pelo tabaco. Perturbado pela elucubração que me retira o racional. Não, não quero pensar pois desisti. Desisti de manipular poderes e pensar em deuses astronautas, astrônomos, astrólogos de big ben. Vou cultuar os tarólogos, adivinhos e mentirosos que com coragem expressam sua humanidade. Vou cultuar os bandidos de idéias que se jogam em poças lamacentas da ignorância por simples opção. Vou cultuar, falicamente, todos que, como eu, buscam o macaco em si.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;Eu desisto: de pensar, de humanidade, de ser humano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;Elton Michael&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-1923715740448370273?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/1923715740448370273/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=1923715740448370273&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/1923715740448370273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/1923715740448370273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2010/04/eu-desisto.html' title='Eu desisto'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-6352000534184066828</id><published>2010-04-17T23:27:00.001-03:00</published><updated>2010-04-17T23:27:11.559-03:00</updated><title type='text'>Tempo que foge</title><content type='html'>&lt;div class=Section1&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:8.5pt;font-family:"Verdana","sans-serif"; color:#333333'&gt;&lt;br&gt; &lt;br&gt; &lt;br&gt; Descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicentemente, mas percebendo que faltavam poucas, passou a roer o caroço.&lt;br&gt; &lt;br&gt; Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.&lt;br&gt; &lt;br&gt; Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não vou mais a workshops onde se ensina como converter milhões usando uma fórmula de poucos pontos. Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.&lt;br&gt; &lt;br&gt; Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos parlamentares e regimentos internos. Não gosto de assembléias ordinárias em que as organizações procuram se proteger e se perpetuar através de infindáveis detalhes organizacionais.&lt;br&gt; &lt;br&gt; Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de &amp;#8220;confrontação&amp;#8221;, para &amp;#8220;tirar fatos a limpo&amp;#8221;. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário do coral.&lt;br&gt; &lt;br&gt; Já não tenho tempo para debater vírgulas, detalhes gramaticais sutis, ou as diferentes traduções da Bíblia. Não quero ficar explicando porque gosto da Nova Versão Internacional das Escrituras, só porque há um grupo que a considera herética. Gosto, e ponto final! Lembrei-me de Mário de Andrade, que afirmou: &amp;#8220;As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos&amp;#8221;. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos.&lt;br&gt; &lt;br&gt; Já não tenho tempo para ficar explicando se estou ou não perdendo a fé, porque admiro a poesia de Chico Buarque e de Vinicius de Moraes; a voz de Maria Bethânia; os livros de Machado de Assis, de Thomas Mann, de Ernest Hemingway e de José Lins do Rego. &lt;br&gt; &lt;br&gt; Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente muito humana, que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita para a &amp;#8220;última hora&amp;#8221;, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja andar humildemente com Deus. &lt;/span&gt;&lt;span style='font-size:8.5pt;font-family:"Verdana","sans-serif";color:#333333'&gt;Caminhar perto dessas pessoas nunca será perda de tempo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span style='font-size:8.5pt;font-family:"Verdana","sans-serif"; color:#333333'&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:8.5pt;font-family:"Verdana","sans-serif"; color:#333333'&gt;&lt;br&gt; Ricardo Gondim&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-6352000534184066828?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/6352000534184066828/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=6352000534184066828&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/6352000534184066828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/6352000534184066828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2010/04/tempo-que-foge.html' title='Tempo que foge'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-1819911889562122452</id><published>2010-04-11T02:51:00.001-03:00</published><updated>2010-04-11T02:51:14.723-03:00</updated><title type='text'>Palavras que busquei na web</title><content type='html'>&lt;div class=Section1&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;&amp;quot; Há pessoas que querem ser bonitas para chamar a atenção, outras desejam a inteligência para serem admiradas. Mas há algumas que procuram cultivar a alma e os sentimentos. Estas alcançam o carinho de todos, porque além de belas e inteligentes tornam-se realmente pessoas...&lt;br&gt; &lt;br&gt; Eu só me preocupo com a minha CONSCIÊNCIA e não com a minha REPUTAÇÃO.!!.Porque a minha CONSCIÊNCIA é o que SOU.!!.e minha REPUTAÇÃO é o que os OUTROS pensam de MIM.!!.isso não é problema MEU e sim DELES ...&amp;#8221; &lt;br&gt; &lt;br&gt; &lt;br&gt; &amp;quot;...mãe, você me pergunta se eu acredito em Deus. Eu te pergunto que deus?&lt;br&gt; Tem sido minha missão te mostrar Deus nos homens, pois somente no homem ele pode existir.Não há homem pobre ou insignificante que pareça ser, que não tenha uma missão.Todo homem por si só influencia a natureza do futuro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;&lt;br&gt; Através de nossas vidas, mãe, nós criamos ações que resultarão na multiplicidade de reações,&lt;br&gt; esse poder que todos nós possuímos, esse poder de mudar o curso da historia é o poder de Deus.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;&lt;br&gt; Confrontado com essa responsabilidade eu me curvo diante do deus dentro de mim, mãe...&amp;quot;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=7290694565981663950"&gt;http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=7290694565981663950&lt;/a&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-1819911889562122452?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/1819911889562122452/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=1819911889562122452&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/1819911889562122452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/1819911889562122452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2010/04/palavras-que-busquei-na-web.html' title='Palavras que busquei na web'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-5649143262873758505</id><published>2010-04-05T11:09:00.001-03:00</published><updated>2011-03-12T11:06:29.823-03:00</updated><title type='text'>Eternamento menino</title><content type='html'>&lt;div class="Section1"&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Quase nada posso dizer e minha boca seca diante do que penso. Há um silêncio mudo e sem cor que se instala em mim. Um arrependimento quase real, quase vivo, de quando não me lembro de ser melhor. E nunca o fui.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Pensei ter sufocado para sempre aquele desejo de morte que havia em meu íntimo. Pensei ter sufocado e perdido, para sempre. Mas esse para sempre insiste em me visitar enquanto nas paredes desse hotel procuro te ver uma vez mais. Enquanto na solidão que escolhi ainda vejo teu riso maroto, quase infantil. Teu riso da infância perdida, roubada pelos anos de trabalho, pelos anos de quando não sabias sorrir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Talvez o excesso de champagne me tenha tragado a consciência ou me arrebatado à lucidez. Não sei dizer, não sei confessar, não sei procurar. Não teremos sexo. Não te posso ter amor. Não te posso confessar por nossa indistinção e pelos laços de família que nos proíbem o amor,  a paixão, o tesão.  Tampouco sei o quanto me desejarias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;O meu sonho insiste em ter-te sempre menino, milagrosamente e eternamente menino. Como se habitasses minha aldeia e eu te levasse ao Tejo para te apresentar ao mundo ainda a descobrir. Como se habitasses em minha tenda e te alimentasses das flores de meu jardim, das cores de meus sonhos, da vida dentro de mim. E és eternamente terno e menino, capaz e vivo, mesmo sem que estejas em minha aldeia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Ontem comprei-te um pequeno gracejo que te darei quando me visitares. Um gracejo lúdico, para que te recordes de mim quando eu partir novamente. Sim, partirei. Irei para meu Tejo e minha aldeia que não te podem ainda abrigar. Para onde ainda somente em sonho sinto tua presença viva, lúbrica e doce, a saciar meu espírito rebelde. Dar-te-ei teu gracejo e brindarei com mais champagne nossa derrocada distância.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Preciso partir agora e direi a todos que ainda és menino.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-5649143262873758505?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/5649143262873758505/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=5649143262873758505&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/5649143262873758505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/5649143262873758505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2010/04/eternamento-menino.html' title='Eternamento menino'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-1962871838150571584</id><published>2010-03-22T15:56:00.000-03:00</published><updated>2010-03-22T15:55:41.891-03:00</updated><title type='text'>A vida como no cemitério</title><content type='html'>&lt;div class=Section1&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;i&gt;&lt;font size=3 face="Times New Roman"&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:12.0pt'&gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shapetype id="_x0000_t74"   coordsize="21600,21600" o:spt="74" path="m10860,2187c10451,1746,9529,1018,9015,730,7865,152,6685,,5415,,4175,152,2995,575,1967,1305,1150,2187,575,3222,242,4220,,5410,242,6560,575,7597l10860,21600,20995,7597v485,-1037,605,-2187,485,-3377c21115,3222,20420,2187,19632,1305,18575,575,17425,152,16275,,15005,,13735,152,12705,730v-529,288,-1451,1016,-1845,1457xe"&gt;  &lt;v:stroke joinstyle="miter" /&gt;  &lt;v:path gradientshapeok="t" o:connecttype="custom" o:connectlocs="10860,2187;2928,10800;10860,21600;18672,10800"    o:connectangles="270,180,90,0" textboxrect="5037,2277,16557,13677" /&gt; &lt;/v:shapetype&gt;&lt;v:shape id="DtsShapeName" o:spid="_x0000_s1026" type="#_x0000_t74"   alt="4E26@843@68750G@@3C9C@6060238206088F@;88F@;D11631000!!!it`vdh!!!!!!!!!!!!!!!!111353CEB5G3211353CEB5G32!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!88H;]8=?CED11631000!!!BIHO@]D116310001111111111353CEB5G3211353CEB5G32!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!8;3@P8=D@4D11631000!!!BIHO@]D116310001@6B3304110D5GGD3D8BOnsl`m/enu!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!1!1"   style='position:absolute;left:0;text-align:left;margin-left:0;margin-top:0;  width:.05pt;height:.05pt;z-index:1;visibility:hidden'&gt;  &lt;w:anchorlock/&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:11.0pt;font-family:Verdana;font-style:normal'&gt;A mãe faz tricô,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;i&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:11.0pt;font-family:Verdana;font-style:normal'&gt;O pai negocia,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;i&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:11.0pt;font-family:Verdana;font-style:normal'&gt;O filho luta na guerra,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;i&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:11.0pt;font-family:Verdana;font-style:normal'&gt;Tudo muito natural, acha o pai e mãe,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;i&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:11.0pt;font-family:Verdana;font-style:normal'&gt;O filho&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;i&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:11.0pt;font-family:Verdana;font-style:normal'&gt;A mãe faz tricô, o pai negocia e o filho luta na guerra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;i&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:11.0pt;font-family:Verdana;font-style:normal'&gt;Quanto tiver terminado a guerra, negociará com o pai.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;i&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:11.0pt;font-family:Verdana;font-style:normal'&gt;A mãe e o pai vão ao cemitério, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;i&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:11.0pt;font-family:Verdana;font-style:normal'&gt;Tudo muito natural, acha o pai e a mãe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;i&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:11.0pt;font-family:Verdana;font-style:normal'&gt;A vida continua, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;i&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:11.0pt;font-family:Verdana;font-style:normal'&gt;A vida com o tricô, os negócios e a guerra...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;i&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:11.0pt;font-family:Verdana;font-style:normal'&gt;A guerra, os negócios e o tricô.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;i&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:11.0pt;font-family:Verdana;font-style:normal'&gt;O filho morto não negocia mais,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;i&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:11.0pt;font-family:Verdana;font-style:normal'&gt;A mãe e o pai vão ao cemitério,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;i&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:11.0pt;font-family:Verdana;font-style:normal'&gt;Tudo muito natural, acha a mãe e o pai&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;i&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:11.0pt;font-family:Verdana;font-style:normal'&gt;A vida continua, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;i&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:11.0pt;font-family:Verdana;font-style:normal'&gt;A vida com o tricô, os negócios e a guerra&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;i&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:11.0pt;font-family:Verdana;font-style:normal'&gt;A guerra, os negócios e o tricô,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;i&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:11.0pt;font-family:Verdana;font-style:normal'&gt;A vida como o cemitério...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;i&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:11.0pt;font-family:Verdana;font-style:normal'&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal align=left style='text-align:left'&gt;&lt;i&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:11.0pt;font-family:Verdana; font-style:normal'&gt;Jacques Prevert&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;i&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size:10.0pt;font-family:Verdana;font-style:normal'&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-1962871838150571584?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/1962871838150571584/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=1962871838150571584&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/1962871838150571584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/1962871838150571584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2010/03/vida-como-no-cemiterio.html' title='A vida como no cemitério'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-2288701182820386513</id><published>2010-02-24T16:13:00.000-03:00</published><updated>2010-02-24T16:10:12.258-03:00</updated><title type='text'>Superação</title><content type='html'>&lt;div class=Section1&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span style='font-size:10.0pt'&gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shapetype   id="_x0000_t74" coordsize="21600,21600" o:spt="74" path="m10860,2187c10451,1746,9529,1018,9015,730,7865,152,6685,,5415,,4175,152,2995,575,1967,1305,1150,2187,575,3222,242,4220,,5410,242,6560,575,7597l10860,21600,20995,7597v485,-1037,605,-2187,485,-3377c21115,3222,20420,2187,19632,1305,18575,575,17425,152,16275,,15005,,13735,152,12705,730v-529,288,-1451,1016,-1845,1457xe"&gt;  &lt;v:stroke joinstyle="miter" /&gt;  &lt;v:path gradientshapeok="t" o:connecttype="custom" o:connectlocs="10860,2187;2928,10800;10860,21600;18672,10800"    o:connectangles="270,180,90,0" textboxrect="5037,2277,16557,13677" /&gt; &lt;/v:shapetype&gt;&lt;v:shape id="DtsShapeName" o:spid="_x0000_s1027" type="#_x0000_t74"   alt="4E26@843@68750G@@3C9C@6060238206088F@;88F@;D11631000!!!it`vdh!!!!!!!!!!!!!!!!111353CEB5G3211353CEB5G32!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!88H;]8=?CED11631000!!!BIHO@]D116310001111111111353CEB5G3211353CEB5G32!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!8;3@P8=D@4D11631000!!!BIHO@]D116310001@6B3304110D5GGD3D8BOnsl`m/enu!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!1!1"   style='position:absolute;left:0;text-align:left;margin-left:0;margin-top:0;  width:.05pt;height:.05pt;z-index:1;visibility:hidden'&gt;  &lt;w:anchorlock/&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;Enquanto caminhava pelo calçadão, confessava a si mesma que o melhor a ser feito era esquecer. Repetia como um mantra o quanto teria de força para se esquecer, para superar e continuar sem se prender ao que passou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size: 10.0pt'&gt;Ainda que se lembrasse de Fausto, de Goethe, e ressentia-se por não haver um Diabo a quem confessar seu medo e frustração. Ressentia-se porque o que havia, em seu íntimo, nada mais era que uma canção mórbida para matar sua raiva, seu rancor e seu desejo real de devolver cada lágrima que caiu de seus olhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size: 10.0pt'&gt;Não seria um deles, dizia. Não, não seria. Conseguiria prender uma vez mais seu lado nefasto e deixaria que sua luz, ainda que fraca, brilhasse. Não queria a luz, todavia. Não queria ter bondade alguma ou qualquer outra coisa que não deixasse seu íntimo sair e tomar todo seu corpo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size: 10.0pt'&gt;Parou. Sentou-se em um banco qualquer e, alquebrada, balançava-se para frente e para trás em um ritmo suave, como as ondas às suas costas, como os pássaros que paravam diante de si a pedir uma migalha qualquer de alimento. Um ritmo suave como as batidas de seu coração, como a lembrança de quando menina levou sua primeira surra, deu seu primeiro beijo e perdeu seu primeiro amor. De quando adolescente corria na areia deixando seu cabelo solto ao vento, à chuva, ao sonho. De quando as opiniões ainda eram importantes porque as pessoas eram importantes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size: 10.0pt'&gt;Epifania, assim definiu sua iluminação. Viu-se acima daquele mal infante que não mais importava. Viu-se acima daquele que diria dela limites que não a definiam. Viu-se acima do julgo daquele que sequer a conhecia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size: 10.0pt'&gt;Levantou-se e riu por um momento. Um riso tímido, quase escondido, brotou em seus lábios. Aos poucos tomou força e tornou-se uma gargalhada, desmedida, viva, cheia da graça. Uma gargalhada sem término, sem compromisso, sem qualquer outra necessidade senão soltar-se e durar-se.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size: 10.0pt'&gt;Ao longe quem quiser ouviria o som dessa alegria repente, dessa liberdade crescente, dessa vida nascente. Viva, ela soltou seus braços e continuou sua caminhada. Cônscia. Plena. Energicamente capaz de qualquer coisa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size: 10.0pt'&gt;O calçadão nunca foi tão belo e a luz da tarde nunca tão perfeita. Nada mais importava, pois sua raiva havia se tornado indiferença. Seu rancor perdeu-se e o desejo real de devolver as lágrimas não mais importava. O motivo não mais importava. Eles não mais importavam...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size: 10.0pt'&gt;Elton // Fev-24-2010&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;font size=2 face=Verdana&gt;&lt;span lang=PT-BR style='font-size: 10.0pt'&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-2288701182820386513?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/2288701182820386513/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=2288701182820386513&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/2288701182820386513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/2288701182820386513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2010/02/superacao.html' title='Superação'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-8737311920528462783</id><published>2010-01-07T23:50:00.000-02:00</published><updated>2010-01-07T23:51:23.717-02:00</updated><title type='text'>IGLESIA ABANDONADA</title><content type='html'>&lt;h1 align="center"&gt; Federico García Lorca (1898 - 1936) &lt;/h1&gt;  &lt;hr /&gt;    &lt;p&gt; (BALADA DE LA GRAN GUERRA) &lt;/p&gt;   &lt;p&gt; Yo tenía un hijo que se llamaba Juan.&lt;br /&gt;Yo tenía un hijo.&lt;br /&gt;Se perdió por los arcos un viernes de todos los muertos.&lt;br /&gt;Le vi jugar en las últimas escaleras de la misa&lt;br /&gt;y echaba un cubito de hojalata en el corazón del sacerdote.&lt;br /&gt;He golpeado los ataúdes. ¡Mi hijo! ¡Mi hijo! ¡Mi hijo!&lt;br /&gt;Saqué una pata de gallina por detrás de la luna y luego&lt;br /&gt;comprendí que mi niña era un pez&lt;br /&gt;por donde se alejan las carretas.&lt;br /&gt;Yo tenía una niña.&lt;br /&gt;Yo tenía un pez muerto bajo la ceniza de los incensarios.&lt;br /&gt;Yo tenía un mar. ¿De qué? ¡Dios mío! ¡Un mar!&lt;br /&gt;Subí a tocar las campanas, pero las frutas tenían gusanos.&lt;br /&gt;y las cerillas apagadas&lt;br /&gt;se comían los trigos de la primavera.&lt;br /&gt;Yo vi la transparente cigüeña de alcohol&lt;br /&gt;mondar las negras cabezas de los soldados agonizantes&lt;br /&gt;y vi las cabañas de goma&lt;br /&gt;donde giraban las copas llenas de lágrimas.&lt;br /&gt;En las anémonas del ofertorio te encontraré, ¡corazón mío!,&lt;br /&gt;cuando el sacerdote levanta la mula y el buey con sus fuertes brazos,&lt;br /&gt;para espantar los sapos nocturnos que rondan los helados paisajes del cáliz.&lt;br /&gt;Yo tenía un hijo que era un gigante,&lt;br /&gt;pero los muertos son más fuertes y saben devorar pedazos de cielo.&lt;br /&gt;Si mi niño hubiera sido un oso,&lt;br /&gt;yo no temería el sigilo de los caimanes,&lt;br /&gt;ni hubiese visto el mar amarrado a los árboles&lt;br /&gt;para ser fornicado y herido por cl tropel de los regimientos.&lt;br /&gt;¡Si mi niño hubiera sido un oso!&lt;br /&gt;Me envolveré sobre esta lona dura para no sentir el frío de los musgos.&lt;br /&gt;Sé muy bien que me darán una manga o la corbata;&lt;br /&gt;pero en el centro de la misa yo romperé el timón y entonces&lt;br /&gt;vendrá a la piedra la locura de pingüinos y gaviotas&lt;br /&gt;que harán decir a los que duermen y a los que cantan por las esquinas:&lt;br /&gt;él tenía un hijo.&lt;br /&gt;¡Un hijo! ¡Un hijo! ¡Un hijo&lt;br /&gt;que no era más que suyo, porque era su hijo!&lt;br /&gt;¡Su hijo! ¡Su hijo! ¡Su hijo! &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-8737311920528462783?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://users.fulladsl.be/spb1667/cultural/lorca/poeta_en_nueva_york/los_negros/iglesia_abandonada.html' title='IGLESIA ABANDONADA'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/8737311920528462783/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=8737311920528462783&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/8737311920528462783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/8737311920528462783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2010/01/iglesia-abandonada.html' title='IGLESIA ABANDONADA'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-6860340699457465196</id><published>2010-01-07T23:41:00.000-02:00</published><updated>2010-01-07T23:42:25.698-02:00</updated><title type='text'>DO LIVRO POETA EM NOVA YORK (XVI)</title><content type='html'>&lt;a href="http://cantarapeledelontra.blogspot.com/2009/12/do-livro-poeta-em-nova-york-xvi.html"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title"&gt; &lt;/h3&gt;   &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;IGREJA ABANDONADA&lt;br /&gt;(BALADA DA GRANDE GUERRA)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Eu tinha um filho que se chamava João.&lt;br /&gt;Eu tinha um filho.&lt;br /&gt;Perdeu-se pelos arcos numa sexta-feira de todos os mortos.&lt;br /&gt;Eu o vi brincar nos últimos degraus da missa&lt;br /&gt;e jogava um cubinho de folha-de-flandres no coração do sacerdote.&lt;br /&gt;Golpeei os ataúdes. Meu filho! Meu filho! Meu filho!&lt;br /&gt;Saquei uma pata de galinha por trás da lua e logo&lt;br /&gt;comprendi que minha menina era um peixe&lt;br /&gt;por onde se afastam as carretas.&lt;br /&gt;Eu tinha uma menina.&lt;br /&gt;Eu tinha um peixe morto sob a cinza dos incensários.&lt;br /&gt;Eu tinha um mar. De quê? Meu Deus! Um mar!&lt;br /&gt;Subi a tocar os sinos, mas as frutas tinham vermes&lt;br /&gt;e os fósforos apagados&lt;br /&gt;comiam os trigos da primavera.&lt;br /&gt;Eu vi a transparente cegonha de álcool&lt;br /&gt;aparar as negras cabeças dos soldados agonizantes&lt;br /&gt;e vi as cabanas de borracha&lt;br /&gt;onde giravam as taças cheias de lágrimas.&lt;br /&gt;Nas anêmonas do ofertório te encontrarei, meu coração!,&lt;br /&gt;quando o sacerdote levanta a mula e o boi com seus fortes braços,&lt;br /&gt;para espantar os sapos noturnos que rondam as paisagens geladas do cálice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha um filho que era um gigante,&lt;br /&gt;mas os mortos são mais fortes e sabem devorar pedaços de céu.&lt;br /&gt;Se me filho tivesse sido um urso,&lt;br /&gt;eu não temeria o sigilo dos caimães,&lt;br /&gt;nem teria visto o mar amarrado às árvores&lt;br /&gt;para ser ferido e fodido pelo tropel dos regimentos.&lt;br /&gt;Se meu menino tivesse sido um urso!&lt;br /&gt;Me cobrirei com esta lona dura para não sentir o frio dos musgos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei muito bem que me darão uma manga ou a gravata;&lt;br /&gt;mas no centro da missa eu quebrarei o timão e depois&lt;br /&gt;virá até a pedra a loucura de pinguins e gaviotas,&lt;br /&gt;que dirão aos que dormem e aos que cantam pelas esquinas:&lt;br /&gt;ele tinha um filho.Um filho! Um filho! Um filho&lt;br /&gt;que não era mais que seu, porque era seu filho!&lt;br /&gt;Seu filho! Seu filho! Seu filho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;strong&gt;Tradução&lt;/strong&gt;: Claudio Daniel&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-6860340699457465196?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://cantarapeledelontra.blogspot.com/2009/12/do-livro-poeta-em-nova-york-xvi.html#comment-form' title='DO LIVRO POETA EM NOVA YORK (XVI)'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/6860340699457465196/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=6860340699457465196&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/6860340699457465196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/6860340699457465196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2010/01/do-livro-poeta-em-nova-york-xvi.html' title='DO LIVRO POETA EM NOVA YORK (XVI)'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-5102661917488082595</id><published>2009-12-30T21:47:00.001-02:00</published><updated>2009-12-30T21:47:03.395-02:00</updated><title type='text'>Sou teu...</title><content type='html'>&lt;meta http-equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Chuawei%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;link rel="Edit-Time-Data" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Chuawei%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_editdata.mso"&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:Verdana; 	panose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:swiss; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:536871559 0 0 0 415 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	text-align:justify; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	mso-bidi-font-size:12.0pt; 	font-family:Verdana; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 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 &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Mesmo com imagens de homens,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Mesmo com o desejo dos meninos,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Mesmo com o assédio masculino,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Mesmo com as dores da saudade,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Mesmo com a nossa distancia física,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Sou teu e teu serei até o fim,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Terás meu corpo, mente e coração.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Serás leão e domador de minhas farsas,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o senhor que assegura minha vida,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;e o ar que faz o meu viver.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Dono de meus pensamentos e&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;sempre do meu gozar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Sem pudor. Por ti tenho amor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Eu sou teu, amado amigo, eu sou teu!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Os falos morrem e as imagens somem,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;os meninos envelhecem e partem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Nada é eterno. Mas sou teu enquanto existir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Michael - Maio, 18. 1995&lt;br&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-5102661917488082595?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/5102661917488082595/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=5102661917488082595&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/5102661917488082595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/5102661917488082595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2009/12/sou-teu.html' title='Sou teu...'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-3247541330042982039</id><published>2009-12-30T01:27:00.002-02:00</published><updated>2009-12-30T01:28:37.663-02:00</updated><title type='text'>A dulce paz...</title><content type='html'>&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: verdana;"&gt;Aconteceu  novamente, Claire. Como sempre há um vento frio que entra pelos meus poros e me  faz repensar se há vida. É um vento intenso, dorido, que ainda assim não me  arrebata a paz! É estranho ser indiferente ao vento.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: verdana;"&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: verdana;"&gt;Ele, sempre  ele. Ele, o outro. Como ele foram tantos, e tantos passaram. Não é a nossa sina?  Não é essa nossa verdade, nossa vida? Ter o inferno no outro, porque é o outro  que nos conta quem somos. E quem somos senão aquelas pequenas imagens por que  nos tomam? Não somos, Claire...&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: verdana;"&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: verdana;"&gt;Se fôssemos,  nossas imagens seriam sempre as mesmas. E não são, porque o outro – assim como  ele – só pode ver o que sabe, o que conhece ou o que já experimentara de fato ou  por um conto que ouvira em um lugar qualquer...&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: verdana;"&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: verdana;"&gt;Não, Claire...  nossas imagens não são as mesmas. Elas são o que o outro – e ele – quer que elas  sejam. Somos vítimas de nossas imagens e são elas – e somente elas – que contam  aos outros o que somos (e são os outros que nos dizem!).&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: verdana;"&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: verdana;"&gt;Mas como eu  dizia, aconteceu novamente. Ele veio e me disse, de repente. Ele veio, Claire,  como o próprio vento frio que entrava pelos meus poros e me fez ser eu mesmo por  um momento. Ele viu, assim, uma essência que trago lá dentro, em mim e para mim.  Ele me viu e reconheceu o que será em tempos, o que terá em tempos, o que  sentirá... em tempos!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: verdana;"&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: verdana;"&gt;E, de repente,  foi minha paz que saiu e se sobressaiu como algo acima de tudo. Foi minha paz,  Claire, que me disse entáo finalmente quem eu era. Não a imagem, não o outro,  não... foi minha paz, uma paz de certeza, de ser. Eu sou e agora, mais que  nunca, tenho certeza disso...&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: verdana;"&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: verdana;"&gt;Ele é meu  inferno, porque me diz o que vê e pensa que sou... mas eu, Claire, encontrei o  céu em uma paz profunda chamada indiferença...&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: verdana;"&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: verdana;"&gt;Até a  próxima,&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: verdana;"&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: verdana;"&gt;S.&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: verdana;"&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; font-family: verdana;"&gt;P.s.&amp;gt;&amp;gt;  Não é sempre assim?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-3247541330042982039?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/3247541330042982039/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=3247541330042982039&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/3247541330042982039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/3247541330042982039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2009/12/dulce-paz.html' title='A dulce paz...'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-5003143726737814109</id><published>2009-12-28T04:47:00.001-02:00</published><updated>2009-12-28T04:47:03.885-02:00</updated><title type='text'>O Trem</title><content type='html'>&lt;meta http-equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Chuawei%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:Verdana; 	panose-1:2 11 6 4 3 5 4 4 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:swiss; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:536871559 0 0 0 415 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	text-align:justify; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	mso-bidi-font-size:12.0pt; 	font-family:Verdana; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";} p.MsoPlainText, li.MsoPlainText, div.MsoPlainText 	{margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	text-align:justify; 	mso-pagination:widow-orphan; 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 &lt;p style="font-family: comic sans ms,sans-serif;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: comic sans ms,sans-serif;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;O&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;trem&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;corre.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: comic sans ms,sans-serif;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;O&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;pato&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;cai.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: comic sans ms,sans-serif;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: comic sans ms,sans-serif;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Sabe onde vai o trem,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: comic sans ms,sans-serif;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Sabe onde cairá o pato!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: comic sans ms,sans-serif;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: comic sans ms,sans-serif;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Sem sorrisos no céu o sol escalda&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: comic sans ms,sans-serif;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;E testemunha o fim:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: comic sans ms,sans-serif;" class="MsoPlainText"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;O trem pára.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size: 10pt; font-family: comic sans ms,sans-serif;"&gt;O pato cai.&lt;/span&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-5003143726737814109?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/5003143726737814109/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=5003143726737814109&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/5003143726737814109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/5003143726737814109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2009/12/o-trem.html' title='O Trem'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-8152782911279199829</id><published>2009-12-14T23:11:00.001-02:00</published><updated>2009-12-14T23:11:46.521-02:00</updated><title type='text'>Concubina, a louca</title><content type='html'>&lt;div class=Section1&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;Ela tinha dedos largos, cumpridos e cheios de marcas do tempo. Do cigarro barato e dos bordéis que freqüentava no centro da Lapa. Da cabeleira vasta e vermelha, poucos fios caiam-lhe sobre as têmporas acinzentados pela escolha da vida que tinha. Poucos dentes compunham-lhe a face cansada, sua boca rota e os olhos vítreos como se mortos para a luz ofuscantes e mofos das camas onde se vendia. E se declarava concubina, a louca. Sim, em sua insanidade imaginava-se capaz de sonhos, de devaneios onde seu poder se misturava às bebidas quentes de final de noite e suas roupas, rasgadas, seu preço barato pago pelos caixeiros viajantes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;Apelidavam-lhe de bruxa. Sempre em desalinho, tentava sanar sua carência nos jogos de azar onde apostava sua indecência por moedas de barro. Dizia-se conhecedora dos segredos da vida, mas os únicos que habitavam sua mente eram das lembranças pérfidas de quando tentava exalar maldade e despertava alguma compaixão. E se declarava concubina, a louca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;Viveu até os 40 anos, quando a peste finalmente a recolheu. Em seu último suspiro, dado ao lado de uma foto, declarava-se inocente por ter dado a luz a única criatura que um dia amou...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=PT-BR&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-8152782911279199829?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/8152782911279199829/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=8152782911279199829&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/8152782911279199829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/8152782911279199829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2009/12/concubina-louca.html' title='Concubina, a louca'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-762843205208136355</id><published>2009-11-08T11:31:00.001-02:00</published><updated>2009-11-08T11:31:16.158-02:00</updated><title type='text'>Charles Chaplin</title><content type='html'>&lt;div class=Section1&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunst&amp;acirc;ncia, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E ent&amp;atilde;o, pude relaxar.&amp;nbsp; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;b&gt;Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;br&gt; Quando me amei de verdade, pude perceber que minha ang&amp;uacute;stia, meu sofrimento emocional, n&amp;atilde;o passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.&lt;br&gt; &lt;br&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;b&gt;Hoje sei que isso &amp;eacute;...Autenticidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;br&gt; Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.&lt;br&gt; &lt;br&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;b&gt;Hoje chamo isso de... Amadurecimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;br&gt; Quando me amei de verdade, comecei a perceber como &amp;eacute; ofensivo tentar for&amp;ccedil;ar alguma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou algu&amp;eacute;m apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que n&amp;atilde;o &amp;eacute; o momento ou a pessoa n&amp;atilde;o est&amp;aacute; preparada, inclusive eu mesmo.&lt;br&gt; &lt;br&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;b&gt;Hoje sei que o nome disso &amp;eacute;... Respeito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;br&gt; Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que n&amp;atilde;o fosse saud&amp;aacute;vel... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De in&amp;iacute;cio minha raz&amp;atilde;o chamou essa atitude de ego&amp;iacute;smo.&lt;br&gt; &lt;br&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;b&gt;Hoje sei que se chama... Amor pr&amp;oacute;prio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;br&gt; Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megal&amp;ocirc;manos de futuro.&lt;br&gt; Hoje fa&amp;ccedil;o o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu pr&amp;oacute;prio ritmo.&lt;br&gt; &lt;br&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;b&gt;Hoje sei que isso &amp;eacute;... Simplicidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;br&gt; Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter raz&amp;atilde;o e, com isso, errei muitas menos vezes.&lt;br&gt; &lt;br&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;b&gt;Hoje descobri a... Humildade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;br&gt; Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que &amp;eacute; onde a vida acontece.&lt;br&gt; &lt;br&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;b&gt;Hoje vivo um dia de cada vez. Isso &amp;eacute;... Plenitude.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;br&gt; Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a servi&amp;ccedil;o do meu cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ela se torna uma grande e valiosa aliada.&lt;br&gt; &lt;br&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;b&gt;Tudo isso &amp;eacute;... Saber viver!!!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-762843205208136355?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/762843205208136355/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=762843205208136355&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/762843205208136355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/762843205208136355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2009/11/charles-chaplin.html' title='Charles Chaplin'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-8323620027264715370</id><published>2009-09-30T00:39:00.001-03:00</published><updated>2009-09-30T00:39:54.742-03:00</updated><title type='text'>Apenas até logo</title><content type='html'>&lt;div class=Section1&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;span lang=EN-US&gt;&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shapetype id="_x0000_t74"   coordsize="21600,21600" o:spt="74" path="m10860,2187c10451,1746,9529,1018,9015,730,7865,152,6685,,5415,,4175,152,2995,575,1967,1305,1150,2187,575,3222,242,4220,,5410,242,6560,575,7597l10860,21600,20995,7597v485,-1037,605,-2187,485,-3377c21115,3222,20420,2187,19632,1305,18575,575,17425,152,16275,,15005,,13735,152,12705,730v-529,288,-1451,1016,-1845,1457xe"&gt;  &lt;v:stroke joinstyle="miter" /&gt;  &lt;v:path gradientshapeok="t" o:connecttype="custom" o:connectlocs="10860,2187;2928,10800;10860,21600;18672,10800"    o:connectangles="270,180,90,0" textboxrect="5037,2277,16557,13677" /&gt; &lt;/v:shapetype&gt;&lt;v:shape id="DtsShapeName" o:spid="_x0000_s1026" type="#_x0000_t74"   alt="4E26@843@68750G@@3C9C@6060238206088F@;88F@;D11631000!!!it`vdh!!!!!!!!!!!!!!!!111353CEB5G3211353CEB5G32!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!88H;]88L8]D11631000!!!BIHO@]D116310001111111111353CEB5G32Onsl`m/enu!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!1!1"   style='position:absolute;left:0;text-align:left;margin-left:0;margin-top:-136.8pt;  width:.05pt;height:.05pt;z-index:251657728;visibility:hidden'&gt;  &lt;w:anchorlock/&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;/span&gt;Já fazia tempo que não me preocupava tanto com a beleza ou qualquer outro aspecto externo ao me encontrar com pessoas. Muitas vezes ainda questionava em minha mente se havia algo mais por detrás da imagem, se em nudismo haveria de se revelar algo de extraordinário ou até mesmo bizarro... uma vez foi com um desses que se conhece pela Internet, no momento em que ele se descreveu comecei a criar em mim a idéia de como ele seria sem roupa, pelado e indefeso diante de mim: ri muito! Ele não era de todo magro ou feio no sentido laico da palavra, mas tinha um ar tão inocente quanto viril. Sim, conseguia ser viril e, ao mesmo tempo, perdido em seu corpo esguio e marcado pela ausência de experiência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;Mas isso foi antes, quando eu ainda habitava longinquos espaços e acreditava que estava apaixonada. Foi antes de ir a uma festa, em alguma sexta-feira, e ter experiências novas com pessoas novas e ambientes novos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;Lembro-me de que cheguei e pedi um dry martini enquanto sentava-me, sozinha, em um canto do bar. Soltei meus cabelos e passei a brincar com a azeitona do copo, distraída e curtindo o som antes de começar a dançar. Foi quando o vi, distante, a fitar-me despretensiosamente. Sorriu como se me fosse interessante, como se me quisesse chamar a atenção quando no fundo eu sequer o reconheceria como humano. Ri. Ri muito do quanto ele se achava seguro de si ao me ver ali, pensando em se aproximar para um papo bobo e sem intenção.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;Continuei a sorrir e a passar a mão pela minha nuca enquando afastava o cabelo em um sinal de que a bebida fazia em mim algum efeito. Inclinava-me suave e virava o rosto como a procurar algum sinal de lucidez em meu dry martini que aos poucos se esvaía de meu copo. Engoli o último gole e tomei de meu echarpe: fui dançar. Uma boa música, um som animador e passei a agitar-me ritmadamente sem qualquer pudor. Fingia-me como uma dama a se descobrir, mas no fundo provocava aquele que ainda fitava-me sem coragem de se aproximar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;Lembrei-me do magro esguio e tímido da Internet, de seu olhar perdido em dogmas provincianos e seu ruborizar quando lhe questionei sobre seu falo. Ele julgava-me ninfeta ou santa, mas eu ria da insegurança que ele tinha de sua beleza quando eu nada mais queria senão conhecer-lhe o sexo. Não, ele não seria belo e nem príncipe, nem rico e nem homem. Era para mim o magro da Internet, perdido e sem chance alguma de ter-me por uma noite sequer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;De repente parei de dançar e olhei ao garoto que ainda discretamente me paquerava ao longe. Passei novamente a mão pela nuca e deixei-o se aproximar: ele era magro, usava aparelhos e tinha mãos grandes. Cheirava a colônia nacional, usava jeans nacional e seus cabelos foram cortados em algum lugar barato e sem estilo. Voltei a rir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;Não me lembro de palavra qualquer que ele tenha falado e se fui eu ou ele quem deu o primeiro beijo. Ele dizia estudar finanças, ter 25 anos e morar em alguma cidade no interior do estado. Sabia que era apenas uma diversão e passei a brincar com meu echarpe em volta de seu pescoço como em uma dança de sedução. Queria conhecer um pouco mais daquele corpo e depois esquecer-me dele, do magro tímido da Internet e do amor que deixei passar! Ele nao entendia a mensagem, embora seu corpo demonstrasse vida e seu talo rijo me desejasse claramente. Toquei-o. Avancei e ele, desnorteado, perdeu-se em mim...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;Em poucos minutos um táxi nos deixava a porta do hotel e ele, ansioso, devorava-me, finalmente, com os olhos. Devorava-me avidamente sem tocar-me, apenas com o olhar, apenas a exibir seu rijo sexo que aspirava cada gota de mim. Calei-me e fechei os olhos enquanto o elevador subia em direção ao quarto. Hesitei por um momento ou dois e, quando paramos, antes mesmo que abrisse a porta de seu quarto, virei as costas e saí em silêncio pelo corredor. Ele seguiu-me, arfante, perguntando-me porque iria deixá-lo ali se eu mesma fui quem quis ir até lá. Disse-lhe que havia mudado de idéia e com um aceno e um beijo no ar deixei-o ali, parado, corpo teso e sem esperança qualquer de conhecer-me...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;Bea&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-8323620027264715370?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/8323620027264715370/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=8323620027264715370&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/8323620027264715370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/8323620027264715370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2009/09/apenas-ate-logo.html' title='Apenas até logo'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-3284614719870650646</id><published>2009-08-31T02:38:00.001-03:00</published><updated>2009-08-31T02:38:07.057-03:00</updated><title type='text'>Uma nesga de felicidade</title><content type='html'>&lt;div class=Section1&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;Ela tinha as mãos enrugadas pelo tempo, dedos marcados e sulcos profundos na face que denotavam um sofrimento passado. Entrou e sentou-se sem cerimônia. Olhou ao lado, repousou sua bolsa, tomou seus óculos de algum pacote e os colocou, suave. Abriu a sacola que trazia, tirou algum pedaço de pano com agulha e linha e passou a trabalhar, suave. Olhos compenetrados, mãos que rapidamente davam vida a um pedaço de pano, branco. Como seus cabelos, brancos. Como suas unhas e um pedaço de dente que se via no sorriso...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;Havia um prazer incomensurável no que fazia, enquanto embalada ao ritmo do vagão se perdia alheia aos dramas alheios que se misturavam aos cheiros do sábado, da vida, da solidão de tantos que se uniam em busca de um destino qualquer, suave e distante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;Chega seu destino. Recolhe seu patuá, guarda na sacola e pega sua bolsa, ao lado. Tira seus óculos e suave desce, em sua estação, em seu ritmo em sua vida...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-3284614719870650646?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/3284614719870650646/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=3284614719870650646&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/3284614719870650646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/3284614719870650646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2009/08/uma-nesga-de-felicidade.html' title='Uma nesga de felicidade'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-3779837343288160779</id><published>2009-08-10T00:37:00.001-03:00</published><updated>2009-08-10T00:37:55.122-03:00</updated><title type='text'>J.</title><content type='html'>&lt;meta http-equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 12"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CJOSLUI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;link rel="themeData" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CJOSLUI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_themedata.thmx"&gt;&lt;link rel="colorSchemeMapping" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CJOSLUI%7E1%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtmlclip1%5C01%5Cclip_colorschememapping.xml"&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Font Definitions */  @font-face 	{font-family:"Cambria Math"; 	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; 	mso-font-charset:1; 	mso-generic-font-family:roman; 	mso-font-format:other; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:0 0 0 0 0 0;} @font-face 	{font-family:Calibri; 	panose-1:2 15 5 2 2 2 4 3 2 4; 	mso-font-charset:0; 	mso-generic-font-family:swiss; 	mso-font-pitch:variable; 	mso-font-signature:-1610611985 1073750139 0 0 159 0;}  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-unhide:no; 	mso-style-qformat:yes; 	mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	text-align:justify; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:11.0pt; 	font-family:"Calibri","sans-serif"; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-fareast-font-family:Calibri; 	mso-fareast-theme-font:minor-latin; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-theme-font:minor-bidi; 	mso-fareast-language:EN-US;} .MsoChpDefault 	{mso-style-type:export-only; 	mso-default-props:yes; 	mso-ascii-font-family:Calibri; 	mso-ascii-theme-font:minor-latin; 	mso-fareast-font-family:Calibri; 	mso-fareast-theme-font:minor-latin; 	mso-hansi-font-family:Calibri; 	mso-hansi-theme-font:minor-latin; 	mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; 	mso-bidi-theme-font:minor-bidi; 	mso-fareast-language:EN-US;} .MsoPapDefault 	{mso-style-type:export-only; 	margin-bottom:10.0pt; 	line-height:115%;} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ainda que eu busque contatos e fatos, nenhum me levará ao sentimento que tenho por você. Ainda que todos me julguem pela loucura de meu peito, ainda que eu seja condenado por invadir sua família... ainda que eu sofra e caia em esquecimento, sei o que trago no peito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não há motivos que me levem a desistir de você. Não, não há razões que me possam me impedir de amá-lo, de desejá-lo e lutar para que fiquemos juntos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Sim, eu te amo J., te amo muito mais do que eu mesmo imaginava.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Até logo, muito logo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-3779837343288160779?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/3779837343288160779/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=3779837343288160779&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/3779837343288160779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/3779837343288160779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2009/08/j.html' title='J.'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-2337872000602729618</id><published>2009-07-14T01:51:00.001-03:00</published><updated>2009-07-14T01:51:48.181-03:00</updated><title type='text'>Caipiras</title><content type='html'>&lt;div class=Section1&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;N&amp;atilde;o posso mentir que me sinto tra&amp;iacute;do pelo desejo quando aspiro essa simplicidade t&amp;atilde;o tosca. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;N&amp;atilde;o, eu n&amp;atilde;o posso. Jamais poderia negar que me atrai essa sertaneja vida, essa beleza r&amp;uacute;stica que me obriga viajar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;Aspiro, por um momento, a fala que possuem e o jeito com que tocam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;Volto. E de dentro de mim percebo que sou um deles.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;E.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-2337872000602729618?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/2337872000602729618/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=2337872000602729618&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/2337872000602729618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/2337872000602729618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2009/07/caipiras.html' title='Caipiras'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-7591442394584922471</id><published>2009-07-07T02:54:00.000-03:00</published><updated>2009-07-07T02:53:41.623-03:00</updated><title type='text'>Lucía</title><content type='html'>&lt;div class=Section1&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify'&gt;Lucía tinha olhos grandes e negros, como seus cabelos. Cabeleireira farta, sem corte definido que emolduravam seu rosto ao natural. Ela era natural. Algo de místico e torpe, um sorriso maroto, quase tímido, que arrancava de mim suspiros inocentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify'&gt;Perdemos contato após a adolescência, quando me mudei para capital. Manaus já era uma cidade próspera, cheia de migrantes que vinham para conhecer o fenômeno econômico. Foi no último baile, enquanto dançávamos frenéticos ao som de &amp;#8220;&lt;span lang=FR&gt;L&amp;#8217; amour&lt;/span&gt;&amp;#8221;, que a percebi bela. Um sentimento forte me veio ao peito e tudo o que via era seu nome, seu cheiro, seu som. Foi nossa despedida, sem um beijo qualquer, sem um abraço qualquer ou um sorriso de até logo como fazíamos todas as noites.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify'&gt;Ela continuou em Autazes. Eu lhe escrevia para dizer sobre o mundo que despontava, mas ela insistia em seus búfalos e as corridas matutinas. Lembrava-se de nossas idas ao Ribeira, quando pulávamos a cerca e mergulhávamos refrescados nas águas do Madeira. Foi uma boa infância, eu diria. E ela nunca se percebeu disso. Do sentimento que nascia. De minha admiração de sua beleza, quase selvagem, quase nativa, quase feminina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify'&gt;Formei-me e passei a clinicar. Foi em Berlim, em uma temporada de inverno, que me lembrei de Lucía. Distraidamente, ao cruzar a &lt;span lang=PT&gt;Pariser Platz, &lt;/span&gt;vejo um vulto quase seu. Volto ansioso, penso que a via, mas foi apenas impressão. Fico horas a imaginá-la e todo sentimento se volta: Lucía, torpe e natural.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify'&gt;Não sei se há em mim alguma lembrança do que fui no tempo em que vivemos. Já não sabia se ainda havia em mim algum resquício de Autazes ou de toda criação que tive. Lembrei-me de minha mãe, que ao morrer deixou-me aos cuidados da madrinha que me levara à capital. Mamãe sempre dizia que haveria de retornar à terra natal, ainda que por um dia, para resolver o que deixei. Mamãe, sábia, já intuía que eu deixaria ali meu coração pobre, habitado pela figura de Lucía e sem qualquer outro desejo senão de possuí-la.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify'&gt;Após seis meses em Berlim retornei ao Amazonas: tinha que ir a Autazes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify'&gt;Com o coração forte, revi cada pedaço meu naquelas ruas, estradas e pequenos córregos onde brinquei. As árvores por que passei chamavam-me lentamente, em um saudoso apelo ao que deixei ali de mim. Visitei o túmulo de mamãe, fui à velha casa onde cresci e perguntei aos roceiros se sabiam de Lucía.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify'&gt;Encontrei-a próxima ao Madeira, onde fizemos o último baile e despedimo-nos em silêncio. Ela, envolta em um leve pano, levantou seus olhos negros e viu-me aproximar. Tranqüila, como se estivesse a me esperar, abriu-se em um sorriso tímido, torpe, vivaz. Aguardou até que me aproximasse, tomou-me as mãos cansadas e com uma voz suave saudou-me... naquele momento, lembrei-me de mamãe e fui feliz!.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify'&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='text-align:justify'&gt;Elton Michael&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal style='margin-left:35.4pt;text-align:justify;text-indent: -35.4pt'&gt;Jul/07/2009 &amp;#8211; 2:50 AM&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class=MsoNormal&gt;&lt;o:p&gt;&amp;nbsp;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-7591442394584922471?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/7591442394584922471/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=7591442394584922471&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/7591442394584922471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/7591442394584922471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2009/07/lucia.html' title='Lucía'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-8336093375257393355</id><published>2009-06-22T12:53:00.001-03:00</published><updated>2009-06-22T12:53:42.239-03:00</updated><title type='text'>Fausto</title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN: 0in 0in 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="3" face="Calibri"&gt;...e ainda que eu quisesse, não lhe poderia responder com sinceridade. Naquele momento eu me sentia a própria dor, eu me sentia a própria angústia. A intensidade com que vivia me fez pensar em Fausto, em sua exacerbação de sentimentos e sua obsessão por construir. Não que eu tivesse em mim o Diabo para dar-me o que pedi, mas o percebia na sua mais nobre clareza, em cada centímetro de meu egoísmo, de minha vaidade, de meu orgulho.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="MARGIN: 0in 0in 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="3" face="Calibri"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0in 0in 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="3" face="Calibri"&gt;Eu era o Diabo em mim e poderia amar-me. Doce ou amargo, tinha ambos sem julgamentos que pudessem corromper a minha essência, a minha unidade, o meu ser. Quis remover a máscara e já não faria diferença. Eu não era aquela máscara, mas aquela máscara se tornou parte de mim. Sim, eu a havia construído e ela nada mais foi do que reflexo do que tinha em meu interior.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="MARGIN: 0in 0in 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="3" face="Calibri"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0in 0in 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="3" face="Calibri"&gt;E ele se calou com meu silêncio, levantou-se e fez menção de sair. Impedi-o por um momento. Eu o queria por perto, sabia disso. Disse-lhe que ficasse, pois ainda que não o quisesse como amigo, o teria como amante. Menti. Nossas frenéticas fricções eram absolutas, cálidas e perfeitas para que perdurasse mais que um contato, mas não queria a sua alma. Não haveríamos de dividir qualquer alma e eu não lhe poderia responder com sinceridade.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="MARGIN: 0in 0in 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="3" face="Calibri"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0in 0in 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="3" face="Calibri"&gt;Naquela dor sublime e angustiante, abracei-o e voltamos a nos deitar.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0in 0in 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="3" face="Calibri"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0in 0in 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="3" face="Calibri"&gt;E.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-8336093375257393355?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/8336093375257393355/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=8336093375257393355&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/8336093375257393355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/8336093375257393355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2009/06/fausto.html' title='Fausto'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-3535924643989264470</id><published>2009-06-02T02:01:00.001-03:00</published><updated>2009-06-02T02:01:51.904-03:00</updated><title type='text'>A queda</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: auto 0cm"&gt;&lt;font face="Calibri" size="3"&gt;Aos poucos os sons da noite se rendiam. Aos poucos, enquanto se entregava a Morfeu, silenciava seus próprios pensamentos. Como se sua mente se calasse, leve. Como se o seu corpo, enfim, lhe respondesse. Uma energia branda deu vida aos seus braços, suas pernas. Abriu os olhos e, em silêncio, levantou-se deixando sobre a cama o seu corpo inerte.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: auto 0cm"&gt;&lt;font face="Calibri" size="3"&gt;Recostou-se no parapeito e viu, ao longe, as vias vazias de trânsito. Abaixo. Milhas de asfalto tão negros, tão longínquos e tão belos quanto o que sentia. Leve. Sentia-se tão leve quanto a brisa que o envolvia. Seu corpo lasso sobre a cama em um sorriso largo e seu eu, à janela, intencionava o vôo noturno. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: auto 0cm"&gt;&lt;font face="Calibri" size="3"&gt;Tentou-se a si mesmo. Levantou-se e parou a fitar a imensidão à frente, abaixo. Saltou. Caiu imponente em direção ao asfalto. Negro. Belo e vazio. Caiu. Caía. À medida que ia, esquecia-se de sua vida. Da vida que tinha. Da vida que teve. Da vida que teria.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: auto 0cm"&gt;&lt;font face="Calibri" size="3"&gt;Caía rápido e logo se logrou a subir. Ganhou altura, ganhou força. Passou por entre diversos edifícios e viu vida. Orgulhou-se do que fazia. Do que via. Do vôo libertador que lhe fez planar sobre todas as dores e imobilidade de seu corpo.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: auto 0cm"&gt;&lt;font face="Calibri" size="3"&gt;Desceu em um ponto próximo às casas noturnas. Encantou-se com a música, a fumaça dos cigarros e as pessoas apressadas que iam e viam embrulhadas em suas vidas loucas. Em suas vidas notívagas e de prazeres. Encantou-se. Desejou ser uma delas: fútil e ágil. Simples e sem destino senão beber-se e dançar-se. Desejou-as, mas retomou de seu destino e saiu.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: auto 0cm"&gt;&lt;font face="Calibri" size="3"&gt;O lago parecia um grande espelho, quando o sobrevoou. Via a lua e em seu centro seu próprio reflexo. Não se conteve. De repente sentiu-se profundamente sozinho. Profundamente distante e feliz. Desceu e pairou suave sobre seu reflexo no lago. Volitava. Mirava-se e, embevecido, animava-se com o que via. Como Narciso, tocava com as mãos seu rosto, seu peito, seus cabelos. Engrandecia-se e ria, sozinho, a pairar sobre as águas em seu próprio reflexo... em sua própria imagem, leve. Sem limites. Sem amarras. Sem tempo!&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: auto 0cm"&gt;&lt;font face="Calibri" size="3"&gt;Porém deveria voltar. E a aurora, imponente, daria fim a sua catarse. Voltaria sobre o asfalto negro a caminho de sua prisão. De seu corpo. De sua vida. Da vida que tinha. Que teve. Que teria.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: auto 0cm"&gt;&lt;font face="Calibri" size="3"&gt;Entrou pela janela. Olhou uma vez mais seu corpo inerte e despertou.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: auto 0cm"&gt;&lt;font face="Calibri" size="3"&gt;E.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-3535924643989264470?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/3535924643989264470/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=3535924643989264470&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/3535924643989264470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/3535924643989264470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2009/06/queda.html' title='A queda'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-536280269721749328</id><published>2009-05-31T22:22:00.001-03:00</published><updated>2009-05-31T22:22:50.665-03:00</updated><title type='text'>Ana</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;font face="Calibri" size="3"&gt;Penteava seus cabelos preguiçosamente a se mirar no espelho. Tinha um viço profundo, distante do tempo em que ainda não se sabia viva, não se sabia capaz dessa liberdade a se exaurir dos poros quase que involuntariamente.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;font face="Calibri" size="3"&gt;Olhos grandes e expressivos, lembra-se. Lábios carnudos, firmes e de um vermelho incomum. Amou-se enquanto se penteava. Amou-se tão profunda e lentamente que por um segundo sentiu-se transportar ao tempo recordado. Viu-se. Viu-se tão nítida que se emocionou. Viu-se tão viva que se quis e se quis tanto e tanto que se pôs a chorar.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;font face="Calibri" size="3"&gt;Ana, chamou-se a si mesma. Ana de Ana da igreja que foi mãe de sua mãe. Considerou-se filha da virgem. Da virgem que tanto lhe acompanhou nas noites em que chorou sorrateira escondida de todos. Que se escondeu de todos que apontavam seu pecado. Que apontavam Ana por ser João.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;font face="Calibri" size="3"&gt;Voltou. Um instante mudo lhe mareou os olhos. Corrigiu sua maquiagem e sorriu leve. Quis-se novamente. Não se deixaria abater pelos que condenavam seu amor.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;font face="Calibri" size="3"&gt;Desceu as escadas, cumprimentou a servente do prédio e ganhou a rua. Ansiava pelo encontro e aquele jantar. Ansiava por um gesto de cavalheirismo e o telefonema do dia anterior a encheu de esperança. A esperança de ser Ana sem medo, sem culpa, sem mácula. Sorriu leve uma vez mais. Sonhava enquanto se amava: profunda e lentamente.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;font face="Calibri" size="3"&gt;Passou pela marquise, subiu a travessa e chegou à praça. Ele a esperava. Ele tomou-lhe a mão e a beijou. Ela enrubesceu. Tímida. Leve e viça sentia-se no mundo. Viva. Sem mácula: Ana, mãe de sua mãe. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;font face="Calibri" size="3"&gt;Entrou no carro e tocou o crucifixo em seu peito. O sol se punha ao longe e a medida em que iam o seu cabelo esvoaçava. Vívida. Feliz.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;font face="Calibri" size="3"&gt;Esqueceu-se de tudo. Olhou seu companheiro ao lado e sorriu novamente. Tocou-lhe o braço, o rosto, as mãos. Amou-se. Amou-o.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;font face="Calibri" size="3"&gt;E.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-536280269721749328?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/536280269721749328/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=536280269721749328&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/536280269721749328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/536280269721749328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2009/05/ana.html' title='Ana'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-7254569721540305775</id><published>2009-04-18T14:40:00.001-03:00</published><updated>2009-04-18T14:40:41.296-03:00</updated><title type='text'>Sublimação</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Se fossem todos humanos não teriam do que se arrependerem. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Se fossem humanos, meu Deus, eu os justificaria, ou até os absolveria pela piedade que ainda há em minha alma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Mas são simples e ignorantes, desconhecem o deleite do pecado e se perdem apenas na culpa dos atos insanos que cometem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;São tolos e perdidos. Tolos, culpados de atos deflatores que cometem sem pensar. Culpados pela ignorância do sublime, da humanidade, da imperfeição.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;E apenas se permitem a busca do efêmero em telas e idéias escritas, em fantasias que criam e depois decrescem com os príncipes do ócio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Se fossem todos humanos... mas não o são.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;E agora, meu Deus, que me aproximo deles, se ofuscam em minha rede para não aceitarem o fato de minha sublimação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt; &lt;div class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;E.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-7254569721540305775?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/7254569721540305775/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=7254569721540305775&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/7254569721540305775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/7254569721540305775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2009/04/sublimacao.html' title='Sublimação'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-2461962050274487421</id><published>2009-02-05T22:49:00.001-02:00</published><updated>2009-02-05T22:49:45.201-02:00</updated><title type='text'>Leia até o final, reflita</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-bidi-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;A marca de cada um&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; FONT-SIZE: 10pt; mso-fareast-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-bidi-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;  &lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 2" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-bidi-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;Do leitor Ricardo Mainieri: "Como se manter fiel às suas idéias e preferências num mundo cada vez mais estereotipado?"&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="TEXT-ALIGN: right; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 3" class="MsoNormal" align="right"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-bidi-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;por Eugenio Mussak&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 5" class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="top"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-bidi-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;Estereotipia é uma técnica usada em gráficas para produzir cópias que são, então, chamadas de estereótipos. A palavra grega &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;stereos&lt;/i&gt; passa a idéia de alguma coisa dura que é capaz de deixar sua marca em uma superfície mole, como o tipo da gráfica sobre o papel. Essa técnica permitiu que se fizessem muitas cópias, não só de textos mas também de obras de arte. Hoje, qualquer pessoa pode ter em casa uma cópia da Monalisa ou de Guernica, por exemplo. O curioso é que, mesmo tendo visto muitas dessas cópias, quando você depara com o original, a emoção é outra.&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 5" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bookmark: top"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-bidi-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;Por que isso ocorre? Ora, porque a cópia não tem a personalidade que desejamos para nos emocionar. O autor não tocou nela, não deixou ali impressa sua alma junto com a tinta. Cópias são estéreis, não têm DNA, são produto, não são causa, são decoração, não arte. Pegando carona nesse conceito, as pessoas que parecem carregar uma característica forte que foi apenas recebida de outros, sem contestação, começaram a ser chamadas de cópias, clichês, filhotes, e o conjunto de características recebeu o nome de estereótipos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 5" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bookmark: top"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-bidi-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;Assim ficou fácil qualificar as pessoas e seus grupos, afinal, são marcas duras sobre suas personalidades moles. Simples assim, esse conceito. Ou seria "pré-conceito"? Afinal, todos sabem que as louras são burras, os gaúchos são machistas, os baianos são preguiçosos, os judeus são sovinas, as mulheres são ciumentas, os homens são infiéis e os políticos são corruptos. Nada disso é uma verdade absoluta, mas vá convencer as pessoas de que os estereótipos só existem para dificultar a comunicação e azedar as relações. Os estereótipos são assim, marcam as pessoas com um ferro em brasa imaginário e delimitam seu território.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 4" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bookmark: top"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-bidi-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;Sou meu reflexo no espelho? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 5" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bookmark: top"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-bidi-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;Repare que, sem querer, estamos esbarrando com situações definidas por estereótipos o tempo todo. Meu amigo Claudio, por exemplo, um argentino gente finíssima, me explicou que só demonstra alguma arrogância quando vem ao Brasil, porque as pessoas simplesmente esperam que ele seja assim. Também tem o Mário, meu amigo de Lisboa, engenheiro, professor, empresário, entendido em vinhos e arte ibérica, uma das pessoas mais inteligentes e antenadas que eu conheço. Impossível aplicar uma das famosas "piadas de português" a esse gentleman lisboeta. Seguindo na mesma linha, poderia citar muitas outras pessoas com profissões, nacionalidades, características físicas, idades e religiões que não apresentam nenhum dos traços preconcebidos pelo estereótipo que os acompanha simplesmente por ser quem são.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 5" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bookmark: top"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-bidi-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;Afinal, de onde surgem os estereótipos? Eles são, necessariamente, ruins? Como fazer para evitar que os estereótipos se transformem em caricaturas que enquadram as pessoas e as condenam a viver um papel que não escolheram e que nem sequer aprovam? Como alguém pode manter a identidade e ser fiel aos seus valores em uma sociedade que rotula as pessoas? Perguntas que incomodam, principalmente porque não têm respostas convincentes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 5" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bookmark: top"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-bidi-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;O médico francês Jacques Lacan, que passou da neurologia para a psiquiatria e desta para a psicanálise, disse coisas que podem nos ajudar a entender um pouco o mistério dos estereótipos. Por exemplo: "Eu sou o que vejo refletido sobre mim nos olhos dos outros". Ou ainda: "Com freqüência, os símbolos são mais reais do que aquilo que simbolizam". Pois é, parece que nós, humanos, fazemos a representação da realidade através da identidade com o grupo a que pertencemos. Realmente, não há como negar que o ser humano é um animal gregário, que depende do grupo para sobreviver física e emocionalmente. Quanto a isso, não resta dúvida. Como também não se pode discutir que os traços culturais servem para criar elementos de distinção grupal e que eles conferem uma sensação de conforto e segurança. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 5" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bookmark: top"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-bidi-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;Então está explicado por que criamos grupos e classificamos as pessoas, mas – e sempre tem um mas – daí a aceitar que as pessoas sejam carimbadas e recebam atributos artificiais, e se conformem com a situação, há uma imensa distância. Por isso eu gostei muito daquela propaganda na TV que propõe às pessoas uma reflexão, perguntando: "Será que não está na hora de você rever seus conceitos?" E faz isso depois de mostrar algumas cenas em que pessoas reagem mal a determinadas situações, como uma mulher branca casada com um negro, um homem mais velho com uma mulher mais nova, ou o contrário. Em um dos episódios, em um hall de entrada de um edifício de luxo, uma madame recomenda a outra mulher, vestida de maneira simples, que suba pelo elevador de serviço, para depois descobrir que se trata da nova moradora que acabara de comprar o apartamento de cobertura. Realmente, está na hora de rever os conceitos, porque, quando eles são formatados por antecipação, são, na verdade, preconceitos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 4" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bookmark: top"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-bidi-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;Cópias são chatas &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 5" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bookmark: top"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-bidi-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;Voltando a falar de arte, vamos concordar, as cópias são chatas e têm menos valor. Eu, que gosto muito de arte, vivo às voltas com essa realidade. Em minha primeira viagem a São Paulo, ainda adolescente, visitei o Masp e me apaixonei pela obra de Modigliani. Aqueles pescoços longos exerceram sobre mim um fascínio sensorial e sensual. Em minha ilusão quase infantil, prometi que ainda teria uma obra do pintor italiano de vida breve e desregrada. E cumpri minha promessa. Anos depois, comprei uma gravura dele na loja do museu Thyssen-Bornemisza, em Madri. E hoje, onde está a gravura? Confesso que não tenho a menor idéia. Quando voltei com ela para casa, meu entusiasmo em emoldurar e pendurar a cópia rapidamente arrefeceu, pois ela era apenas isso, uma cópia, uma reprodução barata, ainda que muito bem feita. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 5" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bookmark: top"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-bidi-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;Respeito as cópias, mas prefiro os originais. Com relação às pessoas, também tenho esse sentimento. Prefiro as originais. Dispenso as cópias, os clichês, os estereótipos. Adoro personalidade, força de opinião, caráter. E digo isso não porque é politicamente correto apoiar a força da personalidade – isso seria um estereótipo –, mas porque pessoas singulares sempre são mais interessantes, atrativas; provocam polêmica, discussão, pensamento. Os estereotipados são chatos, comportam-se como gado obediente, parece que não têm opinião. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 4" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bookmark: top"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-bidi-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;Estou sendo cruel? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 5" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bookmark: top"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-bidi-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;Possivelmente, mas, acredite, essa crueldade também recai sobre mim, pois com freqüência sinto que eu também obedeço a alguns estereótipos, traços culturais fortes que, quando confrontados, acabam por provocar algum desconforto. Por exemplo, não sou fanático por futebol, mas às vezes me vejo discutindo lances e estratégias em um grupo de torcedores. Por quê? Ora, simplesmente para ter assunto, para rir um pouco, para exercitar minha memória (foi o Carlos Alberto que fez o último gol na Copa de 70, na vitória de 4 x 1 sobre a Itália) e minha capacidade argumentativa (na seleção do Telê faltaram pontas e na do Parreira faltou espírito de equipe) e, sei lá, para me sentir participante. Por tudo isso, mas não pelo estereótipo de que homens têm que gostar de futebol e que as mulheres nunca vão entender isso. Sem chance de ser visto no Maracanã com a camisa de um time, de calça arregaçada até o joelho e radinho de pilha no ouvido. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 5" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bookmark: top"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-bidi-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;No ótimo filme Encontrando Forrester há uma discussão velada sobre os estereótipos sociais e o esforço que as pessoas fazem para ser aceitas pelo grupo. Trata da relação entre dois indivíduos antagônicos, um estudante secundarista, negro e pobre, e um excêntrico gênio da literatura. No decorrer da trama, o jovem talento emergente Jamal Wallace é ajudado pelo escritor William Forrester a encontrar seu caminho na literatura, ao mesmo tempo que ajuda o escritor a se libertar de sua condição de ermitão esquisito. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 5" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bookmark: top"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-bidi-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;Mas há a trama paralela, que descreve a relação do jovem do Bronx com sua comunidade. Ele é um prodígio, mas esconde sua condição para não ser rejeitado. Seu desempenho escolar é acima da média, mas ele erra propositalmente algumas questões das provas, para não ser considerado "diferente", e trata de se impor pelo esporte, o que lhe dá mais status em um ambiente em que vale a força física. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 5" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bookmark: top"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-bidi-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;Ele nega sua condição e aceita o estereótipo do grupo para poder sobreviver. Mas, claro, no fim prevalece sua essência, com ajuda de seu mentor intelectual, que o salva de si mesmo e lhe abre a perspectiva de uma vida mais rica de realizações. O discurso do escritor na reunião da escola vale o filme. O problema das classes sociais, os estereótipos culturais e raciais estão presentes com muita força, ainda que o roteiro dirija a trama para outro foco. Uma história fascinante, que mistura literatura, preconceito, relações humanas e o encontro de pessoas com seus destinos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 5" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bookmark: top"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-bidi-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;Falando em destino, Fernando Pessoa, que interpretou a alma humana como poucos poetas, recomenda: "Para ser grande, sê inteiro/ Nada teu exagera ou exclui/ Sê tudo em cada coisa/ Põe quanto és/ No mínimo que fazes". Parece até que ele está nos lembrando que o que interessa mesmo é o que real mente somos, e não o que os outros querem que sejamos, colocando, em nosso corpo, marcas que às vezes grudam em nossa alma.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; mso-outline-level: 5" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bookmark: top"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Verdana&amp;#39;,&amp;#39;sans-serif&amp;#39;; FONT-SIZE: 10pt; mso-bidi-font-weight: bold; mso-fareast-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-bidi-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-fareast-language: PT-BR"&gt;Estereotipados são chatos, comportam-se como gado obediente, não têm opinião&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-2461962050274487421?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/2461962050274487421/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=2461962050274487421&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/2461962050274487421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/2461962050274487421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2009/02/leia-ate-o-final-reflita.html' title='Leia até o final, reflita'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-4082613359482939954</id><published>2008-12-31T17:49:00.001-02:00</published><updated>2008-12-31T17:49:04.438-02:00</updated><title type='text'>Para pensar...</title><content type='html'>&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="3" face="Calibri"&gt;Homens agindo como mulheres.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="3" face="Calibri"&gt;Homens querendo estar com outros, tocando-se uns aos outros.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="3" face="Calibri"&gt;Estes pervertidos roçando-se uns nos outros. Tocando-se uns aos outros.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="3" face="Calibri"&gt;Mãos másculas... tocando os cachos de cabelos balançantes.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="3" face="Calibri"&gt;Um cigarro ocasional após o barbear.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="3" face="Calibri"&gt;As graves vozes de barítonos... suspirando, sussurrando...&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="3" face="Calibri"&gt;Eles se abraçam com fortes braços masculinos, abraçam outros. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;font size="3" face="Calibri"&gt;Apertados.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-4082613359482939954?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/4082613359482939954/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=4082613359482939954&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/4082613359482939954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/4082613359482939954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2008/12/para-pensar.html' title='Para pensar...'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-3688604049009074090</id><published>2008-12-02T21:05:00.005-02:00</published><updated>2008-12-02T21:08:53.068-02:00</updated><title type='text'>A feia</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Há tempos não se via no espelho. Não se sabia gorda ou magra, alta ou baixa. Por não se enxergar, esquecia-se de si mesma e do mundo: e essa era a grande paz de seu espírito! Sentia-se suficiente em si, não se relacionava com os outros e, por isso, experimentava a solidão singularmente. Era calada. Se lhe falavam, respondia através de monossílabos; se não, permanecia por dias trancada em seu mutismo, com nada a se envolver ao seu redor. Essa era a sua paz que a invadia e a desnudava por se acreditar cega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizeram-na acreditar, por insistência, que recobraria a consciência de si mesma ao enxergar. Com a luz a lhe invadir novamente a retina, poderia mudar o seu destino. Aceitou para que lhe permitissem o seu silêncio, enquanto esperava. Quase muda, tomou óculos de avançado grau para que enxergasse como uma garota de sua idade. Não compreendia a necessidade de ser apenas mais uma garota, mas assim se deixou conduzir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi então que se descobriu feia. Reconheceu-se magricela, branca como cera e com a boca torta – entendeu que por isso quase não se comunicava. Tinha orelhas grandes, braços exageradamente compridos e muitas sardas por todo rosto. Riu timidamente para o espelho e limitou-se a reproduzir em um som quase inaudível seu próprio nome: Eveline! Gostou do que ouviu. Repetiu novamente como se somente agora se encontrasse e se admirasse com seus próprios olhos: eram tristes, longínquos, como se possuíssem o segredo da paz que emanava por todo seu ser. Amou-se intensamente nesse momento, percebeu o sentido que existia em seu espírito e compreendeu o significado de sua feiúra, pois era livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua liberdade, o mundo lhe pareceu mais ausente por não entender sua diferença. Assim, passou a permanecer horas na janela de seu quarto, de onde se encantava com as cores e os cheiros de Ipanema, os burburinhos das pessoas e, principalmente, da vida comum que tinham. Alegrava-se em vê-las em suas próprias atitudes, em suas próprias vidas. Ria por sentir-se alheia e como em um canto sacro, sua alma exultava a cada pequenino ao longe na praia. Sentia-se ainda mais feia e amada por si. Sentia-se ainda mais presa ao seu silêncio, e era nessa prisão que tinha uma experiência única ao som de sua própria humanidade: sozinha, absoluta e perdidamente feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retornou ao colégio para concluir o ano letivo. Durante sua cegueira, a tranqüilidade repousava na ignorância de si mesma; mas, agora, ela era absoluta em sua feiúra: as pessoas se afastavam e comentavam em cochichos, sentavam-se longe e não a cumprimentavam. Eveline tinha prazer nesse distanciamento e sentia profundamente por nunca poder lhes ofertar o seu amor ou a luz de seu espírito. Nunca a conheceriam e isso só aumentava o abismo entre ela e o mundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, em seu quarto, chorou pela primeira vez. Assistia ao pôr-do-sol de sua janela e o mar lhe pareceu sublime. Ouviu um canto celeste que, retumbante, invadia todo seu ser. Sentiu-se leve e uma felicidade tomou-lhe o âmago com tal furor que arrancou de si o que lhe restava de humanidade. Virou-se ao espelho e, translúcida, despediu-se pela derradeira vez de seu corpo esquálido e sua boca torta para voar pela janela de seu quarto em direção a luz que a chamava. Abriu suas asas, soltou seu canto e se despediu do mundo, que nunca lhe pareceu tão distante. No horizonte, apenas se ouviu clamar Eveline!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-3688604049009074090?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/3688604049009074090/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=3688604049009074090&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/3688604049009074090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/3688604049009074090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2008/12/feia.html' title='A feia'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-7202781656984652078</id><published>2008-11-23T02:00:00.007-02:00</published><updated>2008-11-23T02:12:45.378-02:00</updated><title type='text'>Delivery</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sabia que em alguns minutos seria o fim. Aquele incômodo seria finito e se sentiria leve e em maior paz. Fechou os olhos e as lágrimas caíram livremente. Um pequeno soluço e a certeza de que tudo estaria bem. Resignado deixou-se conduzir. Nu sobre a mesa fria o pulsar tomava fôlego e outras mãos seguravam as suas. Outras mãos tiravam-lhe o sono, as veias, o soro e algo para que não sentisse tanta dor. Estava sóbrio. Sóbrio e lúcido como antes. Sóbrio e cheio de uma esperança viva de que em alguns minutos seria o fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez não mentisse mais. Não diria a si mesmo que nunca aconteceu. Não diria de problemas desnudos, criados em sua imaginação quando negava sua intenção. Quando dizia que era farsa a realidade que sempre teve, o sentimento que sempre teve e a vontade que sempre negou. Lembrou-se da primeira vez. Lembrou-se de quando se concebeu. Do coito e sua entrega plena àquele que o tirou das trevas do medo. Das trevas da dúvida do que era e sempre foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas comparações esdrúxulas chegariam ao fim: nove meses. Nove meses em que acomodou em seu interior aquele fruto da entrega. O fruto da sua auto-descoberta sob as estrelas no rio. Sob a lua minguante, o som das águas e o cigarro apagado em um vinho qualquer. E ainda lembrava-se dele, daquele. Daquele que o conhecendo o fez homem. O fez livre para vivenciar sua natureza sem que fugisse do que tinha. Sem que se afastasse das libélulas que incendiavam suas camas e saciavam seus hormônios. Ele e aquele que juntos faziam par às tantas outras que habitavam o vazio. O vazio onde ficam todas que não compreendem a natureza deles. Deles que quando juntos se tornavam apenas um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o fruto deles pairava ali, sob a luz e os cateteres. Agulhas e ansiedades para o milagre do nascimento. Da descoberta. Do reencontro. Ele viria ao seu encontro. Seguraria sua mão o tempo todo. Soltaria um riso tímido, um riso pleno, um riso vivo. Ambos partilhavam do segredo. Partilhavam da descoberta. Do reencontro. Do milagre. Sabiam dos problemas desnudos e da farsa superada. Das mentiras de negativas de nunca mais. Das idas e vindas de nunca mais. Da vontade de verdade de nunca mais. E ansioso ele esperava. Segurava a respiração sob o bip das máquinas. Das agulhas. Das máscaras de tantos que ali estavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele chegava. Eis que algo vem e suas mãos se seguram fortes. Tão fortes como quando se conheceram. Como quando se afastaram e voltaram. Como quando se aproximaram para que ambos resistissem. Ao pecado. Ao desejo. Ao proibido do prazer. Mas é algo que vem e sentem o alívio advento do incomodo. Aos poucos a forma se vai e novamente se olham. Se beijam e saúdam o choro que se espalha por todo o lado. Ele está ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emocionados se abraçam com os olhos em silêncio. Em reverência se abaixam ao que nasce e percebem a vida que criaram. Ele e aquele. Juntos. Em um e com um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E.&lt;br /&gt;Nov., 23 – 1:56 AM&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-7202781656984652078?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/7202781656984652078/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=7202781656984652078&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/7202781656984652078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/7202781656984652078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2008/11/delivery.html' title='Delivery'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-3424516076146256643</id><published>2008-11-16T01:06:00.002-02:00</published><updated>2008-11-16T18:50:56.443-02:00</updated><title type='text'>Fluir</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:100%;"&gt;Ela fechou os olhos lentamente e deixou-se sangrar. Cerrou-se internamente para que o sangue fluísse de si. Cada gota a se esvaír de seu interior como uma lembrança que ia e vinha. Como uma vida que suspirava e transpirava em si. Ela suavemente se permitia, se conduzia enquanto o sangue vertia de si.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:100%;"&gt;Sentia o cheiro de Anne. O doce sabor da juventude de Anne ainda corria em suas veias. Anne, que em delírios tomava seu amor para que se sentisse viva e feliz. Era Anne que saía de suas entranhas enquanto sonhava ali, perdida em um passado que não sabia esquecer. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:100%;"&gt;Anne e Su. Su e Anne. Como se tolerou enganar-se tanto tempo. Como pudera amar tão profundamente aquela que profanava sua mãe. Su. Lágrimas correram livre por seu rosto. Lágrimas que cortavam e dividiam sua angústia. Onde estava? Onde se poderia perder senão em si mesma? Fugitiva. Distante por não aceitar quem era. E era como Anne. Jovem como Anne. Tão livre e jovem que ali sentia a vida pela primeira vez. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:100%;"&gt;Olhou novamente seu ventre. Suas coxas vermelhas pela rabeca: sorriu. Entre lágrimas se viu no incêndio. A veneziana quebrada por onde sua mãe se retirou. Ele, o padrasto, a ameaçá-la entre gritos. Ele, que não compreendia o amor de Anne e Su. Que não se entregaria a perda. A perda de Su, a mãe, para Anne, a amante.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:100%;"&gt;De repente notou-se nua. Olhou o chão e viu sua imagem refletida no fluxo quente de si. Riu. Era mulher. Tornava-se mulher aos doze anos. Juntou seus cabelos em um pequeno gesto. Apanhou de papel e limpou-se devagar. Era preciso continuar. Era preciso sair e celebrar a juventude. A juventude que Su tomava de Anne. A juventude que ela mesma possuía de Anne. A juventude dos doze anos e de seu primeiro catamênio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:100%;"&gt;Eram felizes juntas. Cozinhavam tacos e iam a saraus. Diziam sobre a vida aos 30, mas Su não tinha 30. Anne era 20 e ela doze. Sim, apenas doze. Doze sozinha no vestiário feminino. Aos doze, com a lembrança de Anne e Su juntas, rindo ao vento na praia. No churrasco de natal e nos brinquedos do parque.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Calibri;font-size:100%;"&gt;Refez-se e parou para lavar as mãos. Refez-se em uma nova maquiagem, clara, bela para uma jovem de 20. Desejou ter 20 anos. Desejou ser Su, a mãe. Desejou ser Anne, a amante. Mas era apenas ela. Repetiu que era apenas si mesma. Que era jovem e lúdica. Que tinha desejos infantis. Que tinha cheiro infantil. Repetiu uma vez mais e quis acreditar nisso. Repetiu, saiu célere e perdeu-se entre as pessoas no shopping.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-3424516076146256643?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/3424516076146256643/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=3424516076146256643&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/3424516076146256643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/3424516076146256643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2008/11/anne-su.html' title='Fluir'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-5135353162950779102</id><published>2008-07-04T21:25:00.001-03:00</published><updated>2008-07-04T21:25:58.569-03:00</updated><title type='text'>O cachecol</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;font face="Calibri" size="3"&gt;Eu nunca havia conhecido uma ex-puta.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Não sabia ao certo se elas existiam, ou se eram apenas menções honrosas usadas em ofensas às mães. E conheci Cleuza. Conheci Cleuza sem saber quem era.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;font face="Calibri" size="3"&gt;Morava nas vizinhanças do bairro. Sempre a via recatada, calada. Tinha um ar quase triste, quase discreto. Era uma pessoa quase comum. Sempre quase. Morava com seu marido, Nélio, e seu pequeno cão, cujo nome me olvidei. Sempre me esqueço do nome das coisas. Das pessoas. Mas era Cleuza mesmo seu nome. Seu nome de casada, de puta.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;font face="Calibri" size="3"&gt;Ela tinha um olhar sereno e falava de suas bromélias, enquanto costurava. Ela fazia receitas de milho como ninguém, cuidava dos filhos das vizinhas e quase não saía de casa durante o dia. Cleuza era assim mesmo: boa vizinha, boa costureira e uma boa mão para pamonha.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;font face="Calibri" size="3"&gt;Um dia, em uma festa de família, passei a observar Cleuza. Foi então que percebi o quanto se continha no papel que vivia. Ela escondia seus olhares de soslaio aos solteiros e discretamente media os casados. Tempos depois eu percebi que era algo mais em sua essência, algo que ela mesmo desconhecia e sabia: era puta. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;font face="Calibri" size="3"&gt;Como na ativa, havia o mesmo desejo, a mesma intenção ainda que escondida nas pamonhas que fazia com esmero, com carinho, com medidas milimétricas na palha que dobrava antes de encher com o caldo de milho ralado. Como no jeito fraternal com que cuidava das crianças e brincava com seu cão. Como nos longos vestidos que escondiam seu corpo e a maquiagem discreta que raramente usava ao ir a missa.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;font face="Calibri" size="3"&gt;Aos poucos passei a vigiá-la. A observá-la enquanto lavava a calçada, varria a varanda e limpava as crianças após brincarem com barro. Aproximei-me e passei aos poucos a freqüentar sua casa, sua rotina, seu cotidiano. Tornei-me amigo de seu Nélio e aprendi com ela algumas receitas de milho. Alguns cuidados com as bromélias. Algumas dicas de costura.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;font face="Calibri" size="3"&gt;Não precisei que me dissesse de seu passado. Na intimidade, seu gesto lhe denunciava o íntimo. Sua mão bem cuidada e as ervas com que temperava. Seu sorriso contido, quando a gargalhada lhe vinha à garganta... ela se continha para não demonstrar quem fora, quem era e sempre foi! Cleuza, Cleuza... &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;font face="Calibri" size="3"&gt;Quando meu irmão fez anos ela deu-lhe em bom presente. Um cachecol feito à mão, de tricô seco e marrom. Meu irmão ergueu-o como troféu e mamãe se preocupou. Era um cachecol caro, raro, sensual. Era um cachecol fino e antigo. Meu irmão agradeceu e saiu para brincar com os amigos, celebrando seus treze anos bem vividos... foi então que percebi! Era esse seu segredo. Era esse seu destino: ela cuidava dos meninos. Ela cuidava de quem era em essência e assim nunca deixou de ser.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;font face="Calibri" size="3"&gt;Temi por descobrir e me afastei. Temi por ela, por seu Nélio e seu cão. Calei-me e resolvi apenas cumprimentá-la, de longe, na missa. Ela continuava com seu olhar triste, seu jeito discreto. Mas se alguém se aproximasse, veria em seus olhos uma luz marota, sedenta e com uma paixão que a consumia...&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;font face="Calibri" size="3"&gt;Laura P.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-5135353162950779102?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/5135353162950779102/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=5135353162950779102&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/5135353162950779102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/5135353162950779102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2008/07/o-cachecol.html' title='O cachecol'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-7943263215901012550</id><published>2008-06-25T19:27:00.001-03:00</published><updated>2008-06-25T19:27:42.560-03:00</updated><title type='text'>Salomão Negão</title><content type='html'>&lt;div class="gmail_quote"&gt;&lt;br&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&amp;quot;Seu nome era Salomão. Não como aquele do livro sagrado, que tinha como pressuposto uma sabedoria divina. Era Salomão na simplicidade. Na ignorância. Salomão negão. Era quase um trocadilho. Era quase uma realidade que se expressa em seus gestos toscos da periferia que habitava.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;Eu o reconheci na piscina como alguém da região. Ele andava tranqüilamente pelo local, exibindo-se como uma pequena mercadoria que tinha entre as pernas mais que uma ferramenta de trabalho. Era negro. Tão alto quanto rebelde. Tão quente quando o calor da piscina e os gestos obscenos que fazia para atrair a freguesia.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;Ele me olhou profundamente e sorriu como animal. Ele demonstrava um cio em que me reconhecia. Ele sabia de meus desejos e, fortunadamente, envolvia-me em uma crosta de lascívia que tanto me excitava. Salomão. Salomão negão. Alto e quente. Magro e feio como são os que habitam o longínquo leste da cidade.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;O SESC estava inabitado quando finalmente me aproximei. Ele sorriu novamente e hesitei em retribuir o gesto repentino com que me tomou. Ele me fez de presa, levou-me a um canto qualquer e copulou-me tão imediatamente quanto possível aos animais no cio. Fez-me de fêmea, de conquista, de utilidade por um momento.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;Deixei-me conduzir pelo momento. E por outro. E por outros tantos durante os meses que se seguiram. Ele fazia acrobacias e tomava-me com uma violência desejada. Ele penetrava-me com tanta força e maestria que me sentia possuído por seres diferentes a cada vez. Tocava-me e abria-me repetidamente. Cuspia-me e penetrava-me uma vez mais enquanto gritava em um misto de prazer e dor. Salomão. Salomão, negão. Salomão que falava pouco e errado. Que gostava de forró e ritmos próprios dos que freqüentavam lugares ermos para lembrarem as origens.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;Um dia cansei-me de Salomão. Precisava experimentar outros ritmos e me esquecer de que pertencia àquele mundo. Cansei-me de ser negão. Tão quanto Salomão. Cansei-me do extremo leste, da violência amável com que me possuía. Cansei-me de que éramos e arrisquei por outros caminhos.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;Ainda sinto por Salomão negão. E sinto ainda mais por sentir que em mim ainda insiste o desejo. O desejo que sou. O desejo que tenho.&amp;quot;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-7943263215901012550?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/7943263215901012550/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=7943263215901012550&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/7943263215901012550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/7943263215901012550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2008/06/salomo-nego.html' title='Salomão Negão'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-1352633026738199399</id><published>2008-06-18T17:16:00.006-03:00</published><updated>2008-07-04T21:34:17.846-03:00</updated><title type='text'>A Dança do Fogo</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Meus armários foram abertos. Joguei fora tudo o que não mais usaria. Joguei fora tudo o que me faria recordar a fraqueza e a dor. Perdi com isso, mas aprendi.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ontem estava solitário e contratei uma puta para massagear minhas costas. Ela me ofendeu, mas eu não me defendi. Senti-me irracional e sujo, como se isso fosse possível.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Descobri que ela tinha apenas isso a oferecer: uma cantada barata e um pouco mais que mãos para massagear minhas costas. Ela não era sadia e tampouco merecia meu respeito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A bandida merecia a morte e assim será feito. A bandida merecia com que os céus a cegasse, mas não desejo essa benção ao seu espírito. Rezarei para que tenha um dia um encontro com a luz, assim saberá o mal que fez.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Colhi de meu jardim o amargo de suas palavras, mas aprendi com elas. Hoje estou forte, aprendi a rir e coloquei uma fita no pescoço. Talvez isso simbolize a morte da puta. Talvez seja apenas uma fita que sobrou do incêndio de minha casa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Coloquei fogo na casa. Incendiei tudo o que não mais usaria de meu armário. Os vizinhos chamaram o síndico enquanto eu dançava em volta da fogueira. O síndico ameaçou chamar os bombeiros. A fumaça infestou todo o andar. Minha dor era queimada e todo o andar sentia o cheiro da carne fresca queimada. A carne da puta. A carne do meu erro e da minha solidão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A confusão foi instaurada, mas eu me recuperei.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A puta jaz em um saco de lixo cheio de cinzas e meu humor finalmente retornou...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Abraços,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;De mim&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;P.s.: Conseguiram chegar em casa antes do término do incêndio, logo ainda restou algo além das cinzas. Mas a puta foi incendiada e morreu!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-1352633026738199399?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/1352633026738199399/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=1352633026738199399&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/1352633026738199399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/1352633026738199399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2008/06/dana-do-fogo.html' title='A Dança do Fogo'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-5075017762552487889</id><published>2008-05-19T23:23:00.001-03:00</published><updated>2008-05-19T23:23:39.893-03:00</updated><title type='text'>Garotos</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;A noite ainda tem seus doces mistérios, deixo meus pensamentos vagarem perdidamente&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;enquanto observo atentamente os sabores que invadem a minha mente...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;Seres vis e grotescos habitam as tumbas mais escuras nas ruas desertas, &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;vejo os seus desejos emanarem e me perseguirem em silêncio,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;conheço as suas vidas, &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;compartilho das insinuações&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;e cultuo a malícia que sai de seus espíritos...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;Ainda exibem uma postura falsa, mentem com jogos e fingem com garotas&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;são apenas garotos levados,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;são apenas aqueles que curtem a solidão e o prazer básico&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;da sodomia viril...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;Sentem dores de parto, mostram uma beleza que me seduz, entregam-se por nada&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;e depois partem com lágrimas nos olhos...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;Ainda desconhecem o amor,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;Ainda procuram por uma vida que nunca encontrarão...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;São meninos,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-outline-level: 1"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;Garotos levados que tem sua força expressa no sexo &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;e seus sonhos levados pelo vento!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;Sonham com meu corpo e o desejam no frenesi em segredo,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;Procuram-me em sonhos e torno-me estátua grega,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;Felam-me o falo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;e alimentam-se do leite de meu corpo.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;Amam-me como se eu fosse o deus e os possuísse na força eterna,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;Gozam!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;Vivem!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-outline-level: 1"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;Ah, meninos, deixem-me ensinar os mistérios do universo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;enquanto penetro os seus segredos,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;enquanto os amo na noite fria&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;e os cubro com a luz da lua...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;A madrugada é bela, os sonhos terminam ao amanhecer,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;Farei com que sejam filhos e sintam a proteção do pai,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;Que eu seja belo,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;Que eu seja pleno,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;Que eu seja senhor!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;Que eu seja como luz em suas dúvidas da vida...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;Anjos caídos,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;Bandidos varões,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;Quero roçar minha língua nas línguas de suas vontades,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;e sentir o doce sabor da morte que está envolvendo&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;sua dor!&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;Meninos,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;Partirei,&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: &amp;#39;Book Antiqua&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;"&gt;Acordarão e amanhã continuarão a ser garotos...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: right" align="right"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10.5pt; FONT-FAMILY: &amp;#39;Brush Script MT&amp;#39;; mso-bidi-font-size: 10.0pt"&gt;Elton Michael – Março/1996&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-5075017762552487889?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/5075017762552487889/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=5075017762552487889&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/5075017762552487889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/5075017762552487889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2008/05/garotos.html' title='Garotos'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-4706368852281691791</id><published>2008-05-11T01:30:00.001-03:00</published><updated>2008-05-11T01:30:04.335-03:00</updated><title type='text'>Partida</title><content type='html'>&lt;div class="gmail_quote"&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"&gt;&lt;font face="Calibri" size="3"&gt;O final é inevitável. Lentamente, assisto Elizabeth se esvair pelos meus dedos e sinto que em breve não verei mais luz em seus olhos. Docemente ela me diz algumas palavras e confessa em um ato sagrado suas transgressões mais sublimes. Sorri. Não vejo tristeza ou dor em seu rosto. Não sinto que há culpa ou qualquer outra emoção de repressão. Ela, envolta em sua liberdade,&amp;nbsp;se vai&amp;nbsp;com ares da rainha que sempre foi.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"&gt;&lt;font face="Calibri" size="3"&gt;Um júbilo invade meu peito e canto em silêncio. Talvez tenha me deixado contaminar por sua liberdade, por sua crença na urgência da vida. Não sei ao certo como definir essa sensação em meu peito. Elizabeth constantemente se soltava e se deixava conduzir ao sabor de seus desejos. Rompantes de uma alma jovial! Ela, e só ela, transpassava qualquer obstáculo para satisfazer o pedido de sua alma.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"&gt;&lt;font face="Calibri" size="3"&gt;Agora ela fecha os olhos e pende a cabeça ao lado. Como se adormecesse em mim para não ver a lágrima que me corta a face. Ela se foi, digo a mim mesmo. Elisabeth se foi.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"&gt;&lt;font face="Calibri" size="3"&gt;E.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-4706368852281691791?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/4706368852281691791/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=4706368852281691791&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/4706368852281691791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/4706368852281691791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2008/05/partida.html' title='Partida'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-7810417048168865985</id><published>2008-04-26T00:43:00.001-03:00</published><updated>2008-04-26T00:43:15.422-03:00</updated><title type='text'>Meu cão</title><content type='html'>&lt;p class="MsoHeader" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;&lt;em&gt;Está tarde e eu preciso soltar o meu cão. Meu cão misógino e uranista, meu cão. O cão que late na noite fria e escura. O cão que não enxerga e nem pertence ao beco escuro. Preciso soltar o meu cão que ladra, preciso soltar o meu cão. A noite está absorvendo o meu pensamento e fazendo-me sonhar, irracionalmente. Está tarde, já disse, preciso apagar todas as luzes e repousar o meu corpo. Vou perseguir um gato. O gato. Vou soltar o meu cão, e buscar a resposta que quero. Está tarde, agora, preciso soltar o meu cão.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: right" align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;Lucas D'Antonio, 09/julho/1997&lt;/font&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-7810417048168865985?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/7810417048168865985/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=7810417048168865985&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/7810417048168865985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/7810417048168865985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2008/04/meu-co.html' title='Meu cão'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-6178903811213466062</id><published>2008-04-25T23:33:00.003-03:00</published><updated>2008-06-25T19:23:19.713-03:00</updated><title type='text'>Corre</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: right" align="right"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;font-family:verdana;color:#3333ff;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Não posso impedir que os bandidos toquem em sua pele e tampouco posso apagar sua lágrima quando não verdadeira ao chorar. Não, eu não tenho esse direito. Todos dormem durante a noite em que procuro essa nova geração de ursos que invadem minhas ruas, todos dormem enquanto profano esses túmulos sagrados e arranco da morte o direito de escolha... todos dormem! E não posso impedir que você seja apenas mais um que dorme ou habita as ruas hibernando sua índole...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Não posso impedir que escolha ser mártir e queime-se a si mesmo na fogueira que criou com mentiras e incestos. Não, eu não tenho esse direito. Não posso condenar sua mãe por amá-lo mais que a si mesma, não posso condenar seu pai por não enxergar a verdade através do vidro que existe em seu peito, não posso matar seu irmão que faz de seu corpo o depósito de seu prazer. Não, eu não tenho esse direito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Cai a noite e nem velas e candelabros afastam a escuridão das ruas, onde brincam meninos nus que carregam brasas em seus corpos, por onde passam carros que pagam por míseros segundos ao lado dos falsos demônios que criaram em suas fantasias. Meninos demônios, anjos palhaços que carregam no pescoço o símbolo da inocência perdida, da idade do erro e do pecado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Corre agora antes que o mundo novamente se acabe em água, lavando seu espírito e tomando o seu último suspiro de vida. Corre e deixe o fogo de seu corpo se apagar com o tempo.... corre, corre, corre....&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: right" align="right"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;Laura P.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: right" align="right"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#3333ff;"&gt;(Nucis, vot. Vacation)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-6178903811213466062?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/6178903811213466062/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=6178903811213466062&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/6178903811213466062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/6178903811213466062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2008/04/corre-fev.html' title='Corre'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-7085751232920645675</id><published>2008-03-26T10:47:00.001-03:00</published><updated>2008-03-26T10:47:29.109-03:00</updated><title type='text'>Parte</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;Não me lembro de quando deixei de fazer parte. Talvez me faltem as datas e as ocorrências, mas, sobretudo, falta-me o entendimento para saber que estou "de fora". É estranho: todos param e se envolvem em cumprimentos singelos, com beijos no rosto e abraços sentidos como se fossem uma própria família de que não posso mais pertencer.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;Eles se encorajam e freqüentam a escola que podem, falam de suas dores e dissidências e atribuem ao acaso a ausência que possuem. São tolos e felizes, vazios e sem as nuances dos que pertencem à alta classe. Invejo-os por não fazer parte. Invejo-os porque não recebo seus beijos e tampouco sei do que sentem sozinhos. Invejo-os porque me cumprimentam formalmente e atribuem à sorte a sorte que tive de sair. É cedo e ainda não sei por onde andei. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;Ao chegar a minha casa percebo uma certeza suave que entra pela porta junto à solidão do outono. Há um vento doce que vem do norte e traz em si a mácula da nova vida que tenho. Uma nova vida e um novo sentir. A saudade perde o sentido, de repente, enquanto uma nova canção de James Blunt enche-me a sala. Abro uma garrafa de vinho francês enquanto acompanho a música e sinto-me levemente livre e feliz. Troco por Chopin e há uma nova vontade em mim. A solidão se intensifica e sinta falta dos passeis de Paris, Roma e Barcelona. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;Ainda vejo o mesmo perfume do navio, a mesma flâmula dos marinheiros que me acompanharam em passeios silenciosos pelo mar e pelas cidades litorâneas. E Chopin domina o ambiente, o vinho faz efeito e já não me importo com os beijos de que não faço parte. Já não me importo por estar de fora e, sonolento, recosto lasso e me deixo envolver pela distância. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;Não faço parte de lá, mas aqui me sinto livre.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-7085751232920645675?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/7085751232920645675/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=7085751232920645675&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/7085751232920645675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/7085751232920645675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2008/03/parte.html' title='Parte'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-3053444743694172713</id><published>2008-02-10T13:36:00.001-02:00</published><updated>2008-02-10T13:36:18.111-02:00</updated><title type='text'>A despedida do peixe</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: &amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;; mso-bidi-font-family: Arial"&gt;Há uma pequena abertura no aquário da sala, por onde fugiu meu peixe. Embora ele fosse eminentemente cinza, seu dourado se destacava entre os móveis e a porcelana branca do armário. &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Ao perceber sua ausência, tive um pequeno aperto no peito. Ele partiu. Agora minha casa está vazia, a velha cadeira de balanço onde ficava por oras a admirá-lo parece sem sentido e necessidade. Falta o cinza do peixe, o seu dourado e a certeza de que toda manhã se renovaria. &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: &amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;; mso-bidi-font-family: Arial"&gt;Não amanheceu essa noite. Não houve uma renovação de atmosfera e as flores que ontem estavam a enfeitar minhas roupas murcharam pela ausência da luz do peixe. É como se o aperto de meu peito parasse, quando ele estivesse em mim. É como se minha vida fosse poupada, tivesse uma razão de ser ao alimentá-lo todos os dias. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: &amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;; mso-bidi-font-family: Arial"&gt;Abro a geladeira e não sinto a fome me visitar. Tudo gira, não reconheço minha imagem e aos poucos me desconcerto em mim. Como aquela música. Como aquela diferença entre tudo o que era comum. Meu peixe fugiu. Parte de mim fugiu. Minha música fugiu. Sua foto no canto da prateleira está distante. A própria vida que tinha, está distante.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: &amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;; mso-bidi-font-family: Arial"&gt;Vou tirar as flores do vaso, tirar minha roupa da atmosfera e brindar o branco de minha sala com uma saudade de quando estávamos no Velho Mundo. Grande viagem. Conhecemos Veneza e o Sena sempre pareceu mais belo, quando admirado dos cafés parisienses onde relembrávamos da poesia de Pessoa. Ah, Pessoa... o Tejo e a saudade de sua família!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: &amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;; mso-bidi-font-family: Arial"&gt;Antes de ir, ele deixou um bilhete com a última canção que tivemos juntos. Lembrou-se da primeira voz que soltou nosso riso e me emocionou com a caligrafia singela. Ele tinha anseio de novos oceanos e de uma vida fora do aquário. Ele tinha anseio de encontrar a si mesmo em mares de fúria e calmaria, longe da rotina de móveis e porcelanas que tiravam seu dourado pelo cinza. &lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Arial"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: &amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;; mso-bidi-font-family: Arial; mso-fareast-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA"&gt;Acho que consigo entender minha dor e aceitar sua distância: meu peixe era livre, ainda na prisão de cristal. Seu canto aumentava ao sabor de sua consciência de liberdade. Seu canto o fazia ímpar e mesmo os objetos o saudavam a majestade. Era o meu peixe, belo, livre. Hoje, é uma lembrança que me leva às lágrimas na casa vazia... &lt;/span&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-3053444743694172713?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/3053444743694172713/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=3053444743694172713&amp;isPopup=true' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/3053444743694172713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/3053444743694172713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2008/02/despedida-do-peixe.html' title='A despedida do peixe'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-6466572414924690510</id><published>2008-02-02T19:19:00.001-02:00</published><updated>2008-02-02T19:19:50.729-02:00</updated><title type='text'>A Bela e a Rosa</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;As tardes do centro sempre são povoadas por seres retumbantes de luz. Brilhos e paetês cobrem as belas que se mostram ao crepúsculo, ávidas por serem admiradas e, ao mesmo tempo, tomadas pelos seres que as admiram. São as belas do centro: as bacantes. Usam grandes sapatos com saltos, vestidos curtos e coloridos com pequenos truques que escondem o que carregam no íntimo.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;Ontem, pela avenida principal, uma das belas caminhava impávida, olhando intensamente para seu reflexo no pequeno espelho, como se em cada rosto que encontrasse pela rua o avistasse fulgurante. Suas curvas finas se contrastavam com o frio das ruas, por onde seus pensamentos tomavam as formas místicas de seu desejo interior. Usava óculos grandes, unhas imensas e bem pintadas, dedos cobertos de anéis e outras jóias dignas de sua classe.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;Mesmo quando tropeçava nos paralelepípedos, mantinha sua pose altiva, capaz de conduzir o último dos distraídos a um banquete real... Tivesse asas e voaria como Ícaro, a buscar sua Vênus para saudá-la no Olimpo, todavia, as únicas ferramentas de vôo eram suas costas marcadas do tempo em que desconhecia sua própria natureza. Mas era Bela, sobretudo. &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;Enquanto continuava sua odisséia entre as fumaças de carros e seu dissimulado dissabor por estar sozinha, parou por um instante diante de um edifício, onde a reluzir singela, uma pequena rosa concorria em sua beleza para também ser admirada. Uma única flor, imponente, a brilhar como Fênix entre os lixos citadinos. A Bela e a flor.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;Uma rainha carmesim que imperava majestosa, não obstante os súditos que compartilhavam das pedras e espinhos do cenário. A Bela, impassível, não viu quando os moradores se aproximaram da sacada: embevecidos a invejar sua ousadia, cobiçavam seus lábios aumentados em pintura e suas sombras brilhantes. Cobiçavam também seus ombros largos e sua voz pastosa, viciada em cigarros baratos dos lugares onde dançava. Almejavam à sua liberdade, como fôlego para vida que não tinham.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;De repente, a Bela amarra seus cabelos em um rabo e salta o portão. Vai de encontro a rosa e a arrebata, vitoriosa, de meio dos espinhos e pedras do jardim. A dama de vermelho, a pingar ainda o orvalho matutino, une-se à sua dona sob olhares tantos de um protesto mudo de súditos frustrados. A Bela retorna ao portão, solta seus cabelos e neles pousa sua flor.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;A Bela e a rosa: traziam no âmago a simultaneidade das almas que escondem seu segredo, numa cidade fria, de pessoas frias, numa tarde fria. De vestes curtas no vermelho sangue da rosa e em suas louras mechas, a bela desfilava triunfante, pela cidade de Morpheu... a brilhar e brilhar... &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;a Bela e a rosa!&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size: 10.0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;Bea&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-6466572414924690510?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/6466572414924690510/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=6466572414924690510&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/6466572414924690510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/6466572414924690510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2008/02/bela-e-rosa.html' title='A Bela e a Rosa'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-8354782573189011609</id><published>2008-01-11T22:31:00.001-02:00</published><updated>2008-01-11T22:31:35.558-02:00</updated><title type='text'>O nada</title><content type='html'>&lt;div class="gmail_quote"&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&lt;/font&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;Há um silêncio negro que me corta o corpo de maneira que eu perceba o quanto estou só. Não uma solidão apenas física, ilustrada por meu quarto vazio e sem camas, mas uma dor intensa, moral, que me retira qualquer alegria que possa existir. Uma solidão sem vontade, onde o desejo se esvai e a única atração que tenho é de calar-me nesse escuro e permanecer inerte como se fosse partir da vida.  &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;Já não me recordo do riso que possa ter tido, assim como também não sei de efêmeros sonhos que tenham se passado. Nada me seduz e o que faço é comer, num prazer oral desmedido, para que assim o tempo se vá rapidamente. E assim aumentei dez quilos como resposta de meu corpo.  &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;Estou saturado de filosofia e toda administração científica me causa pesadelos diuturnos. O tédio se instaura, como órfão permanente, e não sei mais o que posso fazer para me livrar das companhias que se aproximam sem me tirar o sentimento de solidão. Há uma necessidade desse silêncio negro, ainda que me machuque e me faça perceber a finitude de meu corpo.  &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Nada, absolutamente, é o que vejo: o nada toma forma, manifesta-se como os mosquitos verdes que se sentam em minha pele putrefata da ignorância desse lugar enquanto me escondo no fundo de meu abrigo. Tudo me irrita e já não há prazer em caminhar de moto pelas estradas, em alta velocidade, em um desafio à gravidade. O nada permanece, me acompanha, me diz constantemente que sou parte dele e ele parte de mim.  &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;Fogem-me as palavras. Fogem-se todas as citações de tudo quanto li, fogem-se meus desejos carnais e mesmo os mais belos mancebos, com falos em riste à flor da idade, me sucumbem para que me sacie em seus corpos. Foge de mim qualquer explicação teórica para o desespero, de forma que eu compreenda sua origem e possa combatê-lo como algo vil. Sinto-me frágil e sem sentido.  &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;De nada adianta escrever, pois ainda assim estarei sem sentido. Ficarei, em silêncio, com o tédio e envolvido por meu nada enquanto tento ter um sono para que o tempo passe.  &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-8354782573189011609?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/8354782573189011609/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=8354782573189011609&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/8354782573189011609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/8354782573189011609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2008/01/o-nada.html' title='O nada'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-5819017164024966924</id><published>2008-01-06T02:51:00.001-02:00</published><updated>2008-01-06T02:51:05.077-02:00</updated><title type='text'>Missa</title><content type='html'>&lt;div class="gmail_quote"&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="times new roman,serif" size="2"&gt;&lt;em&gt;Os olhos estavam carregados de morte, sabia que cedo ou tarde se perderia no lodo e barro...&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="times new roman,serif"&gt;&lt;em&gt;Sentia a vida abaixo da batina, a castidade o castigava como feitor ao escravo,&lt;/em&gt; &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="times new roman,serif"&gt;&lt;em&gt;Sua sede de sangue só seria saciada se afiasse as garras&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="times new roman,serif"&gt;&lt;em&gt;e desnudasse todos os santos...&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;font face="times new roman,serif" size="2"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="times new roman,serif"&gt;&lt;em&gt;O corpo em luto se confrontava com o inimigo,&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="times new roman,serif"&gt;&lt;em&gt;Seres vis e grotescos habitavam seus pensamentos bajulando-o de tal maneira&lt;/em&gt;&lt;/font&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="times new roman,serif"&gt;&lt;em&gt;que Proteus, o deus das trevas, o abraçava em segredo!&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="times new roman,serif"&gt;&lt;em&gt;Sua lascívia o arrebatava em devaneio e, no meio a missa, ofereceu o sêmen como hóstia &lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="times new roman,serif"&gt;&lt;em&gt;e seu desejo como vinho.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;font face="times new roman,serif" size="2"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="times new roman,serif"&gt;&lt;em&gt;Seus olhos não viam as crianças gritando de fome e tampouco as mães que se prostituíam. &lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="times new roman,serif"&gt;&lt;em&gt;Em sua face a piedade tornara-se&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;tirania e&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;vingança contra todas as falanges angelicais. &lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="times new roman,serif"&gt;&lt;em&gt;O altar estava plúmbeo como suas meninas sedentas que procuravam presas pelo recinto, &lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="times new roman,serif"&gt;&lt;em&gt;Talvez delirasse, talvez se ocultasse de si próprio... mas vivia, ainda!&lt;/em&gt;&lt;/font&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;font face="times new roman,serif" size="2"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="times new roman,serif"&gt;&lt;em&gt;Precisaria de um novo corpo após a missa e de um novo regente para&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="times new roman,serif"&gt;&lt;em&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;a sua orquestra íntima.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="times new roman,serif"&gt;&lt;em&gt;Estava sozinho, imaginava-se ausente de toda dor...&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="times new roman,serif"&gt;&lt;em&gt;Mas não estava! O que via em suas mãos eram as lágrimas de todas as mães&lt;/em&gt;&lt;/font&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="times new roman,serif"&gt;&lt;em&gt;e o terror de todos os pais. Era sua dor. Sua realidade. Sua vida...&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;font face="times new roman,serif" size="2"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="times new roman,serif"&gt;&lt;em&gt;Queria fugir e proclamar o que sentia,&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="times new roman,serif"&gt;&lt;em&gt;Queria exórdio encontrar no escuro um&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;abrigo para o seu sexo,&lt;/em&gt;&lt;/font&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="times new roman,serif"&gt;&lt;em&gt;E fugir da mentira uma vez mais...&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Não podia,&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="times new roman,serif"&gt;&lt;em&gt;Falava mais alto os olhos fiéis que o acompanhavam em pensamentos&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="times new roman,serif"&gt;&lt;em&gt;e clamavam em silêncio pelo silêncio interior. Eram víboras. Eram homens.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;font face="times new roman,serif" size="2"&gt;&lt;em&gt;&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="times new roman,serif"&gt;&lt;em&gt;E no fim da missa seus braços fortes levantariam crianças desejadas em segredo&lt;/em&gt;&lt;/font&gt; &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="times new roman,serif"&gt;&lt;em&gt;e apalpariam o sexo de todos companheiros.&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="times new roman,serif"&gt;&lt;em&gt;A ilusão cegaria a todos,&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="times new roman,serif"&gt;&lt;em&gt;Talvez soubessem da mentira,&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="times new roman,serif"&gt;&lt;em&gt;Mas a manteriam mais uma vez...&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="times new roman,serif"&gt;&lt;em&gt;Com o silêncio de todos os santos&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 12pt"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="times new roman,serif"&gt;&lt;em&gt;E o clamor de todos os anjos!&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-5819017164024966924?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/5819017164024966924/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=5819017164024966924&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/5819017164024966924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/5819017164024966924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2008/01/missa.html' title='Missa'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-5384407804468349329</id><published>2008-01-03T11:21:00.001-02:00</published><updated>2008-01-03T11:21:58.486-02:00</updated><title type='text'>Simples demais</title><content type='html'>&lt;div class="gmail_quote"&gt; &lt;div&gt; &lt;div&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="Wj3C7c"&gt;&lt;span class="gmail_quote"&gt;&lt;br&gt;&lt;/span&gt; &lt;div&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;Tudo começa pelo olhar. Ela usa um tênis velho, uma camiseta surrada e uma saia feita de barra de calça de veludo da tia. Não sei exatamente que tipo de veludo ou de gosto ela tem, mas interpreto no olhar que é apenas um contato. Ela diz sobre a combinação de chocolate e canela que irá desfrutar no intervalo e eu digo que prefiro morango com sorvete&amp;nbsp;ou iogurte natural. E tudo é muito natural:&amp;nbsp;o olhar, o tênis e o jeito como eu olho quando ela não está olhando. Acredito que existe algo além do contato.  &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;Também lhe contei sobre meu besouro de estimação. Ela riu sem graça e disse ter um gato, pois isso é mais comum. Eu a acho comum. Incrivelmente comum e adorável. Às vezes me pergunto o que fui fazer na USP senão encontrá-la. Ela não sabe. O que sabe é que há muitos ao seu redor e qualquer um pode ser escolhido, qualquer outro, qualquer que seja simplesmente comum...  &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;Ela cantarola algo e brinca com os cachinhos do cabelo enquanto espera seu chocolate com canela. Vejo aquele garoto de sardas que se aproxima e faz a corte. Ela pára, repousa a xícara e lhe dá um afago no rosto. Ele sai triunfante, vermelho e submisso para se perder em meio à confusão do intervalo. Ela sorri, suave, e limpa os lábios com o guardanapo antes de sair de braços com um outro de óculos, espinhas pelo rosto e cabelo penteado com gel.  &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;Quando falamos de música o seu comum tornou-se distante de mim. Ela conhece compositores e discute melodias enquanto eu me perco entre a MPB de Maurício Ranieri. Seu sorriso agora foi forte e me cortou por dentro. Senti-se estranho: pelo meu besouro, meu gosto de sorvete e minha música simples demais. Nunca lhe seria suficiente.  &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;É hora de voltar. Entramos. Sentamo-nos próximos e continuamos a estudar: ela em seu mundo comum, rodeada de súditos e eu, o mortal, preso ao que penso e sem entender aquele primeiro olhar...  &lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt; &lt;div&gt;&lt;span&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;[E.]&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-5384407804468349329?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/5384407804468349329/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=5384407804468349329&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/5384407804468349329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/5384407804468349329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2008/01/simples-demais.html' title='Simples demais'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-3644324171028806202</id><published>2007-12-27T18:00:00.001-02:00</published><updated>2007-12-27T18:00:36.517-02:00</updated><title type='text'>Carta para A.</title><content type='html'>&lt;font face="verdana,sans-serif"&gt;Oi A.,&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;br&gt;Ontem foi o aniversário de Bertha... fiquei preocupado como fazia tempo que não falava com ela, daí resolvi ligar para saber como estava e terminei por cumprimentá-la por seu aniversário – que nem ao menos me lembrava. Ela está envolvida na novena de Aparecida e parece que esse ano ficarão pelo menos 3 dias na cidade. Ela me pareceu feliz e perguntou quando poderíamos visitá-la. Parece que sarou daquelas dores de cabeça e atualmente pratica judô com a comunidade do bairro. É incrível, A., mas apesar dela morar na Saúde, que não é tão longe assim de minha casa, passamos muito tempo sem nos falar...  &lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;br&gt;Eu soube que o ex-marido andou por rondá-la agora nas férias dos meninos. Ele é realmente um pássaro maldito, pois criou asas e saiu da gaiola para ter outras pessoas ao seu redor. E não é que a Bertha deu a volta por cima? Diz ela que aquelas dores de cabeça estavam diretamente relacionadas ao sumiço do homem... Se ele ainda tivesse morrido ou realmente desaparecido seria mais fácil, mas como sempre tinha notícias do cafajeste, demorou um tempo por esquecê-lo!  &lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;br&gt;Mas ela fez uma coisa que eu achei incrível: comprou linha na 25 de março, fez um suéter maravilhoso, colocou em um caixote junto com o restante de coisas que ele deixou na casa e enterrou no pasto do sítio de seu pai. Eu achei o máximo! Fez ritual e tudo, chamou os meninos, o padre de lá onde mora seu pai e até algumas pessoas da vizinhança. Ela dizia que era um memorial para um santo qualquer e fez uma festa com comes e bebes. Inacreditável. Até gente com viola e sanfona foi na festa e teve forró no final da noite! E sabe que depois disso foi que ela sarou e agora vai à Aparecida para agradecer a santa.  &lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;br&gt;Até me inspirei nela. Bem que a Sílvia me havia falado. Ela agora mudou o guarda roupa, sai de final de semana e os seus meninos estão na escola particular. Que mudança, hein? Nem com o fantasma do ex-marido a rondá-la ela se deixa abater!  &lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;br&gt;Bem, mas que seja... desculpa por falar tanto assim, mas eu queria mesmo era te convidar para festa dela que será no dia 14, lá no Cefet de Guarulhos. Vão todas as professoras amigas e vai ter muito o que comemorar... E se vier, peça para Claire vir também, estou com saudades daqueles quitutes que só ela sabe fazer...  &lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;br&gt;Beijos,&lt;br&gt;&amp;nbsp;&lt;br&gt;E. &lt;/font&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-3644324171028806202?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/3644324171028806202/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=3644324171028806202&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/3644324171028806202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/3644324171028806202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2007/12/carta-para.html' title='Carta para A.'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-6383001581247448810</id><published>2007-12-23T19:30:00.001-02:00</published><updated>2007-12-23T19:30:07.434-02:00</updated><title type='text'>Nascer</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;Pensei diversas vezes em mudar o nome. Talvez o nome e o contexto, mas iniciar a mudança de alguma forma. Assim aos poucos, uma coisa de cada vez, uma coisa a cada dia, como uma força motriz que iniciada não poderia mais parar, mas que em pequenas dosagens deixasse sua marca indelével ao final.  &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;E o nome seria Petrus. Isso mesmo. Petrus porque me lembra o entregador que foi ao apartamento onde estava na véspera de meu retiro. Talvez me sinta mais forte com o nome que ora me batizo. Talvez me sinta mais eu mesmo, pois fui quem escolheu o nome. Talvez não me sinta, mas serei quem quiser que eu seja. E serei Petrus, por enquanto. Petrus com essência de Petrus. Petrus porque o nome me seduz e me diz que posso tudo quando realmente desejo. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;E tudo não poderia ser além do mundo, pois de alguma forma é preciso sobreviver no mundo. Embora o contato com os homens me deixe menos humano a cada dia, é preciso que existam para que eu saiba quem sou, ou o que me torno, ou o que nunca deixarei de ser. E ainda questiono, sou humano? Sim, sou humano, demasiado humano e estou no mundo. Ainda que sobrevoe pelos céus da erudição, sei que é o mundo onde experimentarei minha mais humana condição. E sei que nada é maior que a solidão do intelecto... &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;Detesto quando me sinto apegado a tudo que me cerca e detesto mais ainda quando esse apego me machuca. Detesto porque me cerceia a liberdade que tenho, pois preciso me conter para não machucar meu derredor. E assim tolho meu próprio ser interior para não corromper a massa com o rompante de minha liberdade de pensar. Tolho para que não se assustem quando virem que liberdade está em viver agora, sem nostalgia, sem planos que impeçam o presente. Tolho para que, mesmo sem querer, possa socialmente conviver, escutar e rir de piadas esdrúxulas que dizem das escatologias humanas. E ainda assim sou humano, demasiado humano para que algo humano me estranhe. Demasiado humano para fugir das leis humanas de nascer, viver e partir! &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;E mesmo Petrus passará, todavia. No momento certo ele irá partir, assim como todos: Laura, Horário, Lucas e Allan. No momento certo, após viver intensamente, ele irá deixar sua essência em mim para encontrar novos mundos que compreendam sua filosofia. Iremos, enfim. &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Como todos os bípedes condenados a viver e partir sem que possam interferir nessa lei: nascer, viver e partir! E terei a liberdade de escolher entre partir e permanecer, ainda que em espírito possa apenas continuar e continuar e continuar eternamente? E terei a benção do retorno? E terei, Petrus? &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;Dormitarei na dúvida enquanto nasce em mim para depois viver em mim. Voarei e tocarei o alto, na mudança, uma vez mais...&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;Por enquanto....&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;E.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-6383001581247448810?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/6383001581247448810/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=6383001581247448810&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/6383001581247448810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/6383001581247448810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2007/12/nascer.html' title='Nascer'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-6215171406808948604</id><published>2007-12-22T02:12:00.001-02:00</published><updated>2007-12-22T02:12:42.508-02:00</updated><title type='text'>Quinteto</title><content type='html'>&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt; &lt;div&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;Culpo os ares provincianos que limpam meu pulmão. Culpo a chuva e as músicas que abomino. Culpo também a inveja que enche meu peito ao ver todos casados e a celebrar os filhos que possuem. Culpo a simplicidade e a busca do aprimoramento, mesmo quando o fim é a única certeza que possuem. Culpo o sol a pino e os salgados servidos com refrigerantes da região. Culpo o carinho materno e os telefonemas familiares às festividades natalinas. Culpo o comércio repleto e os sorrisos que desafiam a economia... culpo a vida que possuem, que cultivam, que esperantam e jubilam. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;E depois culparei meus livros. Culparei os fantasmas enterrados que retornam à herança. Culparei quando os busquei e os tornei vivos. Culparei a sinceridade com que me olhavam e pediam socorro. Culparei minha ignorância das palavras curtas e pensamentos retos. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;Assim, para celebrar, terei apenas o quinteto abominável que ainda não culparei para que não existam em mim: Axé, funk, sertanejo, rap e forró.&lt;/font&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;Em paz,&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS"&gt;(sem nome)&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-6215171406808948604?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/6215171406808948604/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=6215171406808948604&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/6215171406808948604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/6215171406808948604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2007/12/quinteto.html' title='Quinteto'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-3297601981245487769</id><published>2007-12-18T02:41:00.001-02:00</published><updated>2007-12-18T02:41:17.386-02:00</updated><title type='text'>Colóquio</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: &amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;; mso-bidi-font-size: 12.0pt"&gt;Não saberia a distância entre a filosofia e a poesia sacra. Não saberia sequer se poderia, com minhas tertúlias vespertinas, ter meu nome Petrus ou Paulus... ou mesmo retornar ao continente e saudar meus deuses de outrora. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: &amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;; mso-bidi-font-size: 12.0pt"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: &amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;; mso-bidi-font-size: 12.0pt"&gt;Há dias em que tudo não passa de poesia e Pessoa invade meus olhos para, ao som de Guardador de Rebanhos, cantar meu sentimento frugal:  &lt;i&gt;"Não acredito em Deus porque nunca o vi..." &lt;/i&gt;E quando solto meu brado, percebo que nunca estive no mundo. E Pessoa se vai...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: &amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;; mso-bidi-font-size: 12.0pt"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: &amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;; mso-bidi-font-size: 12.0pt"&gt;Não vou retornar aos vazios. Recuso-me meus vazios. Minhas letras dizem de epifanias nunca vividas, nunca sentidas. Há fantasmas por toda parte de meu ser que reclamam por atenção e outros que se perdem nos dias em que me cerco de livros e letras para passar o tempo. Eu nunca estive no mundo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: &amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;; mso-bidi-font-size: 12.0pt"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: &amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;; mso-bidi-font-size: 12.0pt"&gt;Disse uma vez um pequeno que sua garota veio pela internet. O outro, dizia sobre honras de pelos pubianos nunca aparados. E riam, inebriados pelo mundo, enquanto em silêncio eu buscava de Petrus e Paulus um sentido não vivido. E não sou do mundo. E não sou da vida. E não sou, por infortúnio, a mesma meretriz de antes que se fechava nas casas de tolerância. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: &amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;; mso-bidi-font-size: 12.0pt"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: &amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;; mso-bidi-font-size: 12.0pt"&gt;E onde está o que sou se tudo o que sou dissolve-se em contato à realidade? Onde está o real se o que vejo vai-se ao vento quando o sol se vem? Já não sei! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: &amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;; mso-bidi-font-size: 12.0pt"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: &amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;; mso-bidi-font-size: 12.0pt"&gt;A única certeza que tenho é da finidade... e isso dói.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: &amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;; mso-bidi-font-size: 12.0pt"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: &amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;; mso-bidi-font-size: 12.0pt"&gt;Até logo,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: &amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;; mso-bidi-font-size: 12.0pt"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: &amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-size: 12.0pt; mso-fareast-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-bidi-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA"&gt; (sem nome)&lt;/span&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-3297601981245487769?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/3297601981245487769/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=3297601981245487769&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/3297601981245487769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/3297601981245487769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2007/12/colquio.html' title='Colóquio'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-1321387802968518876</id><published>2007-12-02T15:31:00.001-02:00</published><updated>2007-12-02T15:31:12.548-02:00</updated><title type='text'>Descanse em Paz... velho jovem</title><content type='html'>&lt;div class="gmail_quote"&gt;&lt;br&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS" size="2"&gt;Nem sempre o alívio vem imediatamente após a ingestão do remédio e isso é o que há de mais assustador. Eliminam-se os sintomas, mas as causas dos dores ainda estão ali, latentes para serem combatidas pelos espíritos mais fortes... e isso é um saco! Se o corpo é liberto do mal que o assola, rendemo-nos solitários para combater as causas mais bizarras que nascem dos lugares mais recônditos do ser. Nossa responsabilidade se apresenta crua e nos chama a resolver problemas longínquos que pensávamos nunca existir.  &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS" size="2"&gt;Exatamente agora sei porque as aspirinas são tão comuns: elas nada fazem senão aliviar uma dor presente que pode atrapalhar o cotidiano. E como sinto falta do cotidiano e do medianismo que habita as ruas. Como sinto falta das expressões tacanhas que habitam o mundo e mergulham seus viventes em seus prazeres sem contestar origens e conseqüências! Como sinto falta da mediocridade que alegra os que não percebem os malefícios da descoberta, da &amp;quot;pílula&amp;quot; que o liberta da Matrix de ilusões capaz de satisfazer até o mais exigente dos seres...  &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS" size="2"&gt;Exatamente agora me recuso a chorar quando vejo quem sou. Exatamente agora preciso de todos os domingos que desenhei e dos poemas que escrevi para retornar à fantasia de minhas aspirinas, de minhas crenças sem razões e atos impensados que cometia em nome do esquecimento! Exatamente agora gostaria de não viver e descobrir quem sou...  &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS" size="2"&gt;Mas o tempo é inexorável amigo e sempre nos arrebata em direção à Lei. É hora de reconstruir e aprender conviver com a descoberta e deixar &amp;quot;de ser menino e fazer as coisas de menino&amp;quot;. Calemo-nos nesse instante e façamos um minuto de silêncio: descanse em paz velho jovem!  &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;font color="#888888"&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS" size="2"&gt;E.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-1321387802968518876?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/1321387802968518876/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=1321387802968518876&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/1321387802968518876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/1321387802968518876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2007/12/descanse-em-paz-velho-jovem.html' title='Descanse em Paz... velho jovem'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-3018645527494855540</id><published>2007-11-27T18:57:00.000-02:00</published><updated>2007-11-27T18:59:50.074-02:00</updated><title type='text'>Todo dia ainda é domingo...</title><content type='html'>Sentava-se e sempre pedia a mesma coisa: bananas, mel e coca cola. Quando eu a via, e sempre eu a via, procurava não transparecer a estranheza que ia em meu peito:  às vezes fingia que lia o jornal, outras vezes sorria laconicamente como a desejar "bom apetite"! Era diferente, nos domingos de manhã, observar aquela senhora idosa com coisas tão comuns a todos e que juntas apetecia seu ser.  Era feliz com isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última semana ela não foi. Pensei que talvez se atrasasse, fiquei um pouco mais que o costume na padaria, sentado no mesmo lugar a torcer que ela aparecesse para tornar meu dia tão comum como os outros. Mas ela não veio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram 10h quando tive a ousadia de perguntar ao garçom que sempre a atendia... ele disse que ela se havia mudado e fora se despedir de todos: iria morar com os filhos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um momento me enfureci: como seus filhos poderiam tirar de mim o prazer de observá-la aos domingos? Como tiraram de mim aquela epifania tão doce que rotineiramente habitava meus domingos? Levantei-me enfurecido, paguei e saí...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-3018645527494855540?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/3018645527494855540/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=3018645527494855540&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/3018645527494855540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/3018645527494855540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2007/11/todo-dia-ainda-domingo.html' title='Todo dia ainda é domingo...'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-9083275604115263252</id><published>2007-11-27T01:04:00.001-02:00</published><updated>2007-11-27T01:04:17.262-02:00</updated><title type='text'>Os domingos pela manhã</title><content type='html'>&lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;Diziam-me que nos segundos que antecedem seu último suspiro toda sua vida passa pelos seus olhos... estranho, não? Eu me senti completamente perdido por esses dias e toda minha vida, de tempo em tempo, passava diante de mim como um filme antigo, daqueles onde o mocinho sempre passa por enormes tribulações antes de salvar a mocinha do vilão... e eu era o vilão, a mocinha e o mocinho!!! &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;Não me salvei a mim mesmo, mas consegui chegar a tempo para evitar que o final se passasse sem que participasse dele. Estou bem agora.&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;Talvez eu tenha algum acesso de boa auto estima e volte a escrever com frequência, a dizer coisas interessantes e ser um ponto legal na vida de alguém. Caso eu consiga, ficarei bem e cuidarei para que minhas linhas cheguem a você, nas manhã de domingo, quando o leiteiro passar. &lt;/div&gt; &lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;Beijos,&lt;/div&gt; &lt;div&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt; &lt;div&gt;E.&lt;/div&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-9083275604115263252?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/9083275604115263252/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=9083275604115263252&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/9083275604115263252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/9083275604115263252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2007/11/os-domingos-pela-manh.html' title='Os domingos pela manhã'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-2605261083489682187</id><published>2007-09-08T00:25:00.001-03:00</published><updated>2007-09-08T00:37:44.992-03:00</updated><title type='text'>Retonar e reviver...</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;É estranho retornar. As ruas não são as mesmas e em cada passo uma memória que insiste em permanecer. Ela nunca esteve ausente, nunca se foi, sempre esteve ali, resistente ao tempo e às modificações exteriores do corpo. As rugas e alguns fios brancos que ainda restam em mim fazem jus ao tempo, ao tempo e à distância que se fez da última vez que lá estive... é estranho retornar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não há mais aquele ar lúdico próprio da primeira juventude. Não há mais. Como se a primeira infância, inocente, nunca houvesse passado... nunca houvesse existido e as palavras que outrora soavam tão sábias hoje não passam de jogos sem sentido. Não revejo a magia das vassouras voadoras que habitavam minha imaginação e mesmo aquela senhora idosa, cheia de força e fofocas, não mais está lá à janela como a bisbilhotar a vida alheia: é de seu velório que agora participo. Faz tempo, repito... muito tempo e retornar faz com que o tempo seja maior! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Os pequenos de outrora, ocupados com seus triciclos e caminhões de brinquedo, brindam o cotidiano com seus corpos torneados que despertam desejos indiscretos. Musas que antes escondiam a pureza agora dançam sob olhares contaminados de luxúria... o que se fez da cidade e dos lares que antes permaneciam invadidos pelo mato e pela calmaria dos roceiros? Onde estão os roceiros? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pois é... estranho retornar e perceber a vida, mesmo com sentimentos que se fazem descobrir... estranho perceber que se finda um estágio e todo destino tem um fim. Estranho retornar e ter saudades, reconsiderar velhos hábitos e velhas atribuições: nada passou! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Calo-me uma vez mais e deixo o som do vento, que ainda é o mesmo, habitar minha mente áspera por novos caminhos...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Beijos,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-2605261083489682187?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/2605261083489682187/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=2605261083489682187&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/2605261083489682187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/2605261083489682187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2007/09/retonar-e-reviver.html' title='Retonar e reviver...'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-229909782062337250</id><published>2007-06-10T12:59:00.001-03:00</published><updated>2007-06-10T12:59:47.816-03:00</updated><title type='text'>Descobrimento</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS" size="2"&gt;Em um primeiro momento eu estranhei completamente: todas pardas, sem qualquer pudor de demonstrar as vergonhas, tão altas e tão cerradinhas e tão limpas das cabeleiras que não me feriam a decência. Sentia-me a adentrar em nova fauna, talvez fosse um paraíso onde as naturezas se mesclavam e certamente eram tão férteis que poderiam me conduzir à liberdade. Perdia-me entre as belezas a medida em que avançava lentamente como um explorador inexperiente. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS" size="2"&gt;Algumas tinham em seus braços contas brilhantes e sobre os olhos tinturas que combinavam com as cores do beiço. Todas traziam cabelos distintos entre si: brilhosos e variados, curtos ou longos e, em alguns casos, amarrados com contas como as dos braços. Quem as visse com mamas tão fartas, diria serem ótimas parideiras, mães cuidadosas que ganharam desenvoltura com tantos filhos que tiveram. Sorriam de forma estranha e ainda assim não me incomodavam. Como se o fizessem naturalmente, como parte daquela sina de estarem ali nuas e avermelhadas pelas luzes do ambiente. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS" size="2"&gt;E de repente pude me sentir notado: minhas roupas eram estranhas e meu andar acanhado não combinava com o que via. O som que emitiam não era de língua conhecida, dançavam ao embalo de música tribal e apontavam-me seus dedos com unhas esmaltadas enquanto riam estranhamente. Assustei-me com aquele êxtase e pensei estarem em ritual étnico: talvez estivessem enfeitiçadas por um totem que eu não via naquele mundo que me descobria. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS" size="2"&gt;Foi quando me senti envergonhado e selvagem por desconhecer. Eu me senti selvagem e perdido: prestes a ser descoberto. Encontrava-me distante de meu habitat onde, embora sem tão farta fauna e flora, eu sabia onde pisava. Meu habitat poderia não ser um paraíso, mas, naquele céu de agora, eu me via sem meus limites e era como se um novo continente despontasse em mim.  &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS" size="2"&gt;E fui descoberto, fui visto, fui explorado pelos olhos e pelos risos que se dirigiam a mim. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS" size="2"&gt;Quis por um instante correr em direção a nau estacionada fora dali e me esquecer das tapuias de belas cabeleiras. Quis fugir para me esconder das faces que me buscavam e me despertavam a sensação que desconhecia. Que me buscavam na curiosidade, na ingenuidade virgem de meus poucos anos: aquelas tapuias seriam o próprio inferno que me levaria à liberdade! &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS" size="2"&gt;Uma delas se aproximou e me tomou pelo braço. Todas pararam a dança e me tornei um foco no centro do círculo. Notei, então, outros avermelhados nus, de bons rostos e bons narizes, bem feitos. Outros que não faziam mais caso de encobrir ou deixar de encobrir suas vergonhas, que as tinham como eram as minhas e que, aos poucos, tomavam forma e ficavam à mostra conforme a tapuia me tirava o traje provinciano. Eram outros que as acompanhavam e eu não notara antes pela cegueira de minha inocência: estavam todos nus e então nu eu me tornei. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS" size="2"&gt;Desceram todas de lugares que não sabia e aumentaram o círculo ao meu redor. Retomara a dança e abaixavam-se e levantavam-se em um ritmo que não soube precisar. Batiam palmas como se estivessem em um transe primitivo. Algumas surgiram pintadas acima da cintura e raspadas até por cima das orelhas; assim mesmo de sobrancelhas e pestanas. Traziam as testas, de fonte a fonte, tintas de tintura preta que parecia uma fita preta da largura de dois dedos. Cabelos mais compridos e mamas mais suculentas, mas suas vergonhas eram como as minhas e como as dos outros que acompanhavam as outras. Intimidei-me quando tocaram em meu corpo, mas acabei por aceitar o ritmo e passei a imitá-los na dança: abaixava e levantava-me como se soubesse o que era o ritual que os envolvia. Desconhecia a língua que falavam, mas me comunicava com todos em uma língua sem símbolos, sem verbos, sem fala... Agíamos conforme nossa natureza e estávamos todos descobertos. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS" size="2"&gt;A sensação se apoderou de mim e então pude sentir a liberdade. De salvador que pensei ser, eu me tornei salvo por aquela liberdade. Em mim havia agora um novo homem que aos poucos, lasso, descobria-se a si mesmo. &lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;As fêmeas nuas e os machos que ali estavam sobre meu corpo foram a epifania que sempre procurei, que de sempre precisei. Eu fui descoberto e capturado. De explorador tornei-me a própria caça e então, finalmente, fui livre. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS" size="2"&gt;E.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-229909782062337250?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/229909782062337250/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=229909782062337250&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/229909782062337250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/229909782062337250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2007/06/descobrimento.html' title='Descobrimento'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-6556777773797530173</id><published>2007-06-09T17:13:00.001-03:00</published><updated>2007-09-08T00:39:18.562-03:00</updated><title type='text'>O sábado, ele e o filme francês</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tudo não passou de uma experiência mútua: sem desejo evidenciado, sem culpas, sem manipulações. Aconteceu de repente, num misto de energias e sentimentos do passado, guardados, contidos e mascarados pela amizade sincera.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Há tempos era apenas um garoto e Ela uma amadurecida idéia do que ele esperava. Trocavam informações de experiências, dela. Trocavam cartas e beijos virtuais que nunca aconteciam verdadeiramente! Tinham um medo, uma distância, uma exigência de silêncio que aos poucos os aproximava e os afastava. Tinham as almas sedentas e não poderiam saciar sem ultrapassar a limiar do sonho e do desejo negado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram os mesmos até que tiveram a oportunidade. Foram anos até que houve a chance, única, de expressarem o que negavam veementemente. Ela sabia onde estava e ele, perdido, dizia a si mesmo que continuava o mesmo garoto! Talvez culpariam os vinhos e vodkas para justificar a entrega, um filme romântico que veio do velho continente e o avanço da hora. Talvez culpassem a distância que havia, a saudade ou até mesmo a ausência. Talvez nada culpassem e se afastassem pela manhã, sem que se lembrassem de quem eram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma experiência mútua: o desejo seria suprimido, as culpas dispostas e as manipulações atribuídas ao causador da ebriedade. Tudo passaria de ser o de repente, o furor do passado guardado e o fator da amizade sincera, próxima e incapaz de negativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aconteceu! E a beleza foi quando descobriram que nunca fora amor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-6556777773797530173?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/6556777773797530173/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=6556777773797530173&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/6556777773797530173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/6556777773797530173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2007/06/o-sbado-ele-e-o-filme-francs.html' title='O sábado, ele e o filme francês'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-7937831782319180742</id><published>2007-04-28T22:39:00.001-03:00</published><updated>2007-04-28T22:39:29.777-03:00</updated><title type='text'>Algo que eu li e gostei...</title><content type='html'>&lt;font face="verdana"&gt;&amp;quot;Eu já dei risada até a barriga doer, já fiquei um dia sem comer só pra me ver mais magro, já chorei até dormir e acordei com o rosto desfigurado. Já fiz cosquinha nos meus sobrinhos só pra pararem de chorar, Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser médico,cientista,caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone, já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo, Já fiz confissões antes de dormir num quarto escuro pro melhor amigo. Já confundi sentimentos, Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido. &lt;br&gt;&lt;br&gt;Já raspei o fundo da panela de arroz carreteiro, já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais dificeis de se esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda. Conheci a morte de perto, e agora anseio por viver cada dia. &lt;br&gt;&lt;br&gt;Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Já saí pra caminhar sem rumo, sem nada na cabeça, ouvindo estrelas. Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só. &lt;br&gt;&lt;br&gt;Já vi pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, já bebi uísque até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial. &lt;br&gt;&lt;br&gt;Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um &amp;quot;para sempre&amp;quot; pela metade. &lt;br&gt;&lt;br&gt;Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.&lt;br&gt;Cheguei mais longe depois de acreditar que não podia mais, já fiz tantas coisas, mas sempre aprendi que o importante é saber até onde se pode chegar, e aceitar suas limitações. &lt;br&gt;Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração.&amp;quot;&lt;/font&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-7937831782319180742?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/7937831782319180742/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=7937831782319180742&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/7937831782319180742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/7937831782319180742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2007/04/algo-que-eu-li-e-gostei.html' title='Algo que eu li e gostei...'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-1912103985280764615</id><published>2007-03-18T19:56:00.001-03:00</published><updated>2007-03-18T19:56:38.671-03:00</updated><title type='text'>Domingo de Sol</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS" size="2"&gt;Hoje à tarde enquanto passava pela Praça Buenos Aires, vi duas velhinhas de mãos dadas que sorriam felizes a caminhar pelos jardins. Sorri de volta e questionei a mim mesmo se eram irmãs ou amigas de longa data... elas se sentaram em um banco próximo à fonte e recostaram-se uma na outra com uma intimidade única. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS" size="2"&gt;Tomei de meu jornal e me assentei sob as amendoeiras em uma cena típica de domingo. Tirei meu chapéu e ainda curioso olhava vez ou outra a dupla a minha frente que riam em intimidade crescente. Por um momento quis ir até elas e me ingressar na alegria contagiante, ainda que por apenas alguns instantes. Coloquei novamente meu chapéu, apoiei-me sobre a bengala e dirigi-me, recalcitrante, em direção às vozes. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS" size="2"&gt;Cumprimentei-as educadamente e perguntei de onde tiravam tanto gosto pela vida naquele domingo de sol. Elas tomaram a mão uma da outra e quase em uníssono responderam: da certeza de que comemoramos hoje 50 anos que estamos juntas como um casal feliz. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS" size="2"&gt;Como em um filme, eu apenas balancei minha cabeça, ajeitei meus óculos e pus-me a caminhar, pensativo, em direção a amendoeira onde leria meu jornal... como a vida é estranha, não? &lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS" size="2"&gt;&amp;nbsp;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;font face="Comic Sans MS" size="2"&gt;E.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-1912103985280764615?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/1912103985280764615/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=1912103985280764615&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/1912103985280764615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/1912103985280764615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2007/03/domingo-de-sol.html' title='Domingo de Sol'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-8088536317114214877</id><published>2007-02-28T01:07:00.001-03:00</published><updated>2007-09-09T11:33:09.765-03:00</updated><title type='text'>Só por hoje</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Só por hoje preciso de um pouco menos de calor. Só por agora, neste exato momento, preciso me esquecer que tudo está onde deveria estar e toda a escolha que fiz tem uma razão que antes desconhecia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só por hoje vou pensar que aquela pequena que encontrei nunca me olhou senão como um amigo, ainda que lhe cobiçasse a intimidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só por hoje vou pedir a mim mesmo que se apague de minha memória aquele que mais amei e nunca mereceu quem fui...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só por hoje, vou tentar tomar mais um martini, trancar as portas e pensar: tudo passa, sempre!!!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-8088536317114214877?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/8088536317114214877/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=8088536317114214877&amp;isPopup=true' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/8088536317114214877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/8088536317114214877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2007/02/s-por-hoje.html' title='Só por hoje'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-117181424850532815</id><published>2007-02-18T13:57:00.000-02:00</published><updated>2007-02-20T16:09:54.436-02:00</updated><title type='text'>Natural</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;Perdi a mim mesmo naquele exato momento. Foi como se minha natureza mudasse, como se eu deixasse por um instante de ser eu mesmo. Ele, adormecido sob meus olhos, desnudava-se enquanto seus sonhos mais longínquos se compadeciam em movimentos rítmicos. Não tive coragem de tocá-lo: simplesmente o amei, profundamente! E disse a mim mesmo que teria jamais sua libido, teria jamais sua companhia se não fosse para o deleite de uma sincera amizade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;Foi-se minha natureza e todo o desejo que despertava em mim as suas curvas fálicas. Foi-se minha liberdade de tocá-lo uma vez mais, pois abri mão em nome do amor. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;font-size:85%;"&gt;Por agora, ainda que lute, sei que não haverá mais guerra...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-bidi-: PT-BRfont-family:'Times New Roman';font-size:12;"  &gt;E.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-117181424850532815?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/117181424850532815/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=117181424850532815&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/117181424850532815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/117181424850532815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2007/02/natural.html' title='Natural'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-116768130751348961</id><published>2007-01-01T17:55:00.000-02:00</published><updated>2007-01-01T17:55:07.546-02:00</updated><title type='text'>Que venham os tédios!</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: &amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;"&gt;Por favor, não me culpe por achar que lugar nenhum é meu nessa festa de família. Por favor, não me chame de estranho por eu querer dirigir a mim mesmo e me colocar acima do poder que os outros desejam exercer sobre mim. Não quero me importar com as opiniões externas e tampouco com as lástimas que me dizem ao confessar a mediocridade de suas vidas vazias: são todos vazios porque se colam à imagem que criaram para eles e seguem essa imagem fielmente.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: &amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: &amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;"&gt;Aquele o bonzinho e por isso mesmo não pode expressar sua raiva quando a criança lança seu vômito sobre ele. O outro, simpático, evita dizer à tia o quanto é feio seu vestido de chita... todos comprometidos com a imagem que lhe entregaram, amarrados em seus limites que são impostos pelos outros, sempre os outros! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: &amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: &amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;"&gt;Ah o poder! Sempre o poder. O que faria se não tivesse que pensar no que pensam de mim? O que faria se realmente encontrasse um lugar na festa e me colocasse sob a égide que desenham pela minha inteligência? Continuaria livre? Saberia soltar meu canto com a mesma intensidade e rir de pequenos besouros que rondam a porta de entrada? Conseguiria eu falar com os cães e dar-lhes comida quando todos bebericavam de cervejas e refrigerantes insólitos? Não sei! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: &amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: &amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;"&gt;Então não me culpe, por favor. Não me culpe por blasfemar e afastar a divindade como justificativa para meu erro. Não me culpe por achar o pecado minha expressão natural e encontrar na sexualidade o meu natimorto egoísmo... sim, natimorto e ressuscitado como fênix em cada corpo que olho e almejo para mim, sem dividir, sem pedir, sem libertar!  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: &amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: &amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;"&gt;Agora preciso dormir, como sempre. Dormir para acordar para essa nova estação onde tudo é claro e preciso, pois pertence a mim... &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: &amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: &amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;"&gt;Abraços,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: &amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: &amp;#39;Comic Sans MS&amp;#39;"&gt;E.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-116768130751348961?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/116768130751348961/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=116768130751348961&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/116768130751348961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/116768130751348961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2007/01/que-venham-os-tdios.html' title='Que venham os tédios!'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-116273830885904579</id><published>2006-11-05T12:51:00.000-02:00</published><updated>2006-11-05T12:51:48.926-02:00</updated><title type='text'>Sou brega sim!</title><content type='html'>  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E daí se eu adoro casamentos? Não é preciso ser diferente o tempo todo... Chamem-me de brega, de antigo e até mesmo de contraditório, mas isso foi uma manifestação que eu achei absolutamente válida. Pois é, ainda que alguns achem que seja ultrapassado, mas eu chorei sim e achei a cerimônia uma coisa linda, cheia de vida e com muito brilho... o noivo que me entra com a 9ª de Beethoven e de fraque cinza... a noiva que antes de sua anunciação foi aguardada sob o som de "My Way" pela orquestra da igreja que estava toda enfeitada de branco e margaridas... não, não me condenem, eu me emocionei e percebi que sentia falta de estar nisso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O amor deve ser celebrado. É incrível quanto amamos e perdemos tempo em esconder isso... são as pressões da vida, da moral e de uma ética (?) que nos fazem acreditar. É incrível como sempre nos tolhemos de viver com intensidade essa vontade de expressar, ainda que com infantilidade, esse desejo pelo outro. Amei ver todos os convidados com lágrimas nos olhos, uns com nostalgia, outros com expectativa porque em breve irão participar do ritual... naquele momento eu senti uma ponta de inveja de minha amiga porque ela finalmente estava a realizar um sonho que há tempos alimentou!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O amor nos transforma. Não há quem não diga que ele é inexplicável. A gente não escolhe por quem sentir essa afeição tão sublime. Não escolhemos gênero, não escolhemos tipo, não escolhemos nada. De repente os olhos nos pregam uma peça, ou até mesmo um outro sentido qualquer... é como se nosso corpo estivesse pronto para sentir o amor e de repente, sem mais nem menos, a gente ali está: fisgado e totalmente envolvido nessa teia se sensações... há um livro da Lei que diz "...que o homem não foi feito para ficar sozinho", embora em sua fábula original, é uma afirmação que nos diz de como somos: não gostamos de permanecer sozinhos. Ficamos assim dias, meses e até anos, mas de repente nos bate uma vontade e não sabemos de que... é a vontade desse afeto recíproco que tem sua celebração em um ritual de união. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Já diz a psicologia que o afeto é uma de nossas emoções básicas, assim como a alegria, a tristeza, o medo e a raiva. Temos, naturalmente, o afeto em nós. Por ser parte de nosso ser, desenvolvemos esse afeto por algo ou alguém tão logo sejamos estimulados. E somos humanos por isso. Na primeira infância pelo brinquedo e pela presença da mãe, depois ao crescermos e convivemos esse afeto se expande e vimos de hora para outra envolvidos nos pequenos amores adolescentes. Depois crescemos, instituímos esse sentimento e acabamos, por fim, com o casamento e o surgir de uma nova família. Condenem-me por isso, mas somos determinados ao amor, como se ele fosse parte de nossa constituição a ponto de não nos separarmos dele...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Recentemente eu me vi apaixonado. Foi durante uma viagem que fiz que percebi em mim essa manifestação física do amor: eu desejei ardentemente! Deus, como desejei... era como se quem eu amasse fosse minha razão para existir, para continuar, para ser. Eu me via a todo momento com o pensamento perdido sobre minha paixão, sobre uma esperança de que um dia me visse também em um ritual de acasalamento para constituição de uma nova família... foi maravilhoso! Mas era paixão, infelizmente. O afeto que eu tinha se acirrou em uma loucura contundente: paixão! Foram semanas até que eu percebesse a distância entre um e outro e retomasse em mim apenas o amor, sem a loucura e o desejo e não viver enquanto estivesse longe de quem amava... e eu voltei! Assim como minha amiga, agora casada, voltou e finalmente desposou seu amado!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É brega, mas é gostoso. Dá um acalento no peito, uma sensação de que tudo é possível e que temos força para enfrentar o que quer que seja. Os que me chamam à razão não percebem que sentir é diferente de agir... que ter o amor não implica necessariamente em amar... que amar é agir movido pelo sentimento e não sentir. Adoro ser brega e ligar no meio do dia para dizer que tenho saudades. Adoro ser brega e dizer que sinto um grande amor por cada amigo que se aproxima. Adoro ser brega e chorar nos casamentos, rir das piadas que contam e cortar a grava do noite. Adoro ser brega e me perceber apenas humano.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Hoje eu sei que não há paixão alguma em mim. Hoje eu dispenso meu afeto a cada palavra que escrevo e a cada amigo que se aproxima. Hoje eu penso que tudo é possível e tenho força para enfrentar o que quer que seja por amor... amor a mim, ao que tenho e a todos que caminham comigo...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;É só isso, hoje.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Beijos,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size: 10pt; font-family: &amp;quot;Comic Sans MS&amp;quot;;"&gt;E.&lt;/span&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-116273830885904579?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/116273830885904579/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=116273830885904579&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/116273830885904579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/116273830885904579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2006/11/sou-brega-sim.html' title='Sou brega sim!'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-116155791612356237</id><published>2006-10-22T19:57:00.000-03:00</published><updated>2006-10-23T03:45:32.830-03:00</updated><title type='text'>Você é feliz - Parte II</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;Continuei a pensar sobre felicidade e ontem isso me fez lembrar de um escrito que tive o prazer de ler há tempos sobre Nietzsche. &lt;span lang="EN-US"&gt;O autor colocou na boca do filósofo o seguinte questionamento: “mas o que o motiva a fazer isso? Qual a verdadeira razão de tentar com tanta veemência a solução desse problema? Não me diga que por ser parte de sua profissão, senão teria que acreditar que o faz por bondade e não acho a bondade um bom motivador... não acho que o ser humano faça qualquer coisa gratuitamente, apenas para provocar no outro uma sensação de bem estar ou alívio...” Isso me fez refletir um pouco e passei a imaginar que não é de toda falsa a colocação...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;Não acho que há esmola dada sem segundo interesse, assim como não há relação humana que não permeie o egoísmo. Mas daí me questionei: onde está o egoísmo? Pois é... confundimos o amor platônico com o amor a um ideal inatingível, confundimos nossas paixões carnais com um amor sublime e a posse do outro – e conseqüentemente sua imagem incorruptível – se torna um requisito imprescindível para que continuemos a amar. Precisamos que o outro se encaixe em nossos ideais, em nossa imagem de perfeição para que o amor persista. Temos que ter uma espécie de poder, de fascínio para que o relacionamento aconteça. Como somos limitados!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;E muitas vezes o que nos motiva a continuar um contato é exatamente esse poder que exercemos sobre o outro ao nosso lado: seja em um ciúme bobo que o faz trocar de roupa, uma festa que se deixa de ir, uma cumplicidade no final de semana em que um está a trabalhar e o outro não sai. O que chamamos de consenso nessa relação nada mais é do que essa luta para ver quem tem o poder momentaneamente e é por esse poder que continuamos sempre a nos relacionar... o que chamamos de amor, no limite, não passa de uma aceitação do exercício do poder do outro sobre mim e vice versa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;É esse egoísmo que nos move, essa sensação de vitória mesmo quando cedemos por saber que logo poderemos ser o que provoca. Essa sensação de vitória, de estar em evidência, se ser quem dá as cartas é que nos motiva. Em todas as relações precisamos colocar em evidência nossa opinião, mesmo na timidez de nosso riso. A todo o tempo precisamos nos provar, nos afirmar, nos colocar presente... quando há quem não o faz, consideramos fraco e morto, incapaz para a convivência no grupo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;Poderia dizer estranho, mas acho quase formidável: a todo o momento incluímos e excluímos coisas de nossa vida conforme a sensação de vitória que isso nos dá. Seja um simples chicletes para nos dar um prazer momentâneo como o emprego que não nos paga o suficiente. Precisamos ter um certo controle, ainda que inconsciente, para continuar! Isso me lembra de um diretor que fez uma festa de final de ano para todos os funcionários e seus familiares em uma chácara muito agradável. Todos puderam ter um dia tranqüilo com comes, bebes e outras coisas típicas de natal. As crianças ganharam presentes, as esposas rápidos tratamentos de beleza e os homens (grande maioria de funcionários) jogaram futebol com o diretor. Ao final do dia o diretor fez um pronunciamento geral para anunciar o pagamento de participação em resultados: não poderia ser melhor, todos os funcionários aplaudiram, assim como as esposas e filhos presentes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;Com esse exemplo muitos podem dizer que a empresa reconheceu o esforço dos funcionários e proporcionou essa festa a fim de reconhecimento... mas eu enxergo o contrário: eu vejo o diretor se afirmar sobre todos, mostrando seu poderio ao organizar a festa e distribuir alegrias. No fundo, o que ele queria ela ganhar aliados, fazer com que os funcionários trabalhassem ainda mais durante o ano vindouro e assim ter resultados ainda maiores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;Há tanto que fervilha, mas não posso continuar por agora. Preciso evitar ser tão cáustico para não ganhar o rótulo de pessimista. Basta por agora pensar que a própria felicidade passa pelas relações de poder, de influência, de dominação que temos sobre o outro e, no fundo, essa sensação de vitória que temos a cada pequeno gesto é o que nos torna ainda mais felizes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="font-family:Comic Sans MS;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:'Comic Sans MS';font-size:10;"&gt;E.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-116155791612356237?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/116155791612356237/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=116155791612356237&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/116155791612356237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/116155791612356237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2006/10/voc-feliz-parte-ii_22.html' title='Você é feliz - Parte II'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-116099435724878316</id><published>2006-10-16T07:25:00.000-03:00</published><updated>2006-10-16T07:25:57.346-03:00</updated><title type='text'>Assim Seja!</title><content type='html'>&lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;Claire,&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;Antes de dormir me vi com o  pensamento em você, em tudo o quanto falávamos e tudo o quando passamos em  relação ao "estar sozinho". Temos&amp;nbsp;muito em comum&amp;nbsp;dessa distância do  mundo em que vivemos. Parece que muitas vezes não conseguimos fazer parte desse  cotidiano, desse comum constante que observamos sem nos deixar  contaminar.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;Quando eu mesmo me observo  de longe, percebo que há muito por resolver à minha própria estima. Às vezes é  como se eu não soubesse me amar, como se não estivesse ali, como se passasse  desapercebido por onde quer que fosse... mas é apenas impressão! Por mais que  achemos, não conseguimos passar desapercebidos e por onde quer que passemos  deixamos nosso rastro:&amp;nbsp;um pouquinho de nós a quem encontramos pelo caminho.  Por mais que duvidemos, temos um ar especial que nos&amp;nbsp;aproxima somente de  seres também especiais e, por serem raros, sentimo-nos sozinhos a maior parte do  tempo.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;Não podemos pertencer ao  comum, ainda que lutemos com todas nossas forças para isso. Não podemos, não  conseguimos e quanto mais tentamos, mais nos machucamos. É difícil,  Claire,&amp;nbsp;não se identificar com a realidade comum, com a realidade constante  que pulula aos nossos olhos. É difícil, por exemplo, dançar ao meio de milhares  de corpos e não desejar um sequer. É difícil acreditar que não consigamos  participar de todas as gias e orgias do cotidiano. É difícil de aceitar que não  temos referência no mundinho que nos cerca, nas pessoas que nos cercam, nos  desejos que nos cercam... Não são nossos desejos, Claire, não é nosso mundo, não  são nossos iguais! Não pertencemos a eles mesmo quando em contato com  eles.&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;Sem valorizar um em  detrimento do outro: não somos como o todo, mas nem por isso somos superiores ou  inferiores ao todo. Somos o que somos e por isso tanto nos dói cada segundo da  vida. É uma batalha diária&amp;nbsp;a envolver&amp;nbsp;o que temos e o que sentimos  versus o que vemos e o que gostaríamos...&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;Também pouco durmo e há  dias em que estar sozinho me incomoda. Hoje, somente hoje, vou me deixar  vivenciar esse plúmbeo paulistano enquanto vou à cidade universitária, ao meu  emprego, ao meu futuro... cuide de meu gato, Claire...&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;Ainda que não acredite, sei  que temos muito ainda a resolver...&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;&lt;/FONT&gt;&amp;nbsp;&lt;/DIV&gt; &lt;DIV align=justify&gt;&lt;FONT face="Comic Sans MS" size=2&gt;Fique em paz, esteja em  paz, permaneça em paz... é o que desejo!&lt;/FONT&gt;&lt;/DIV&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-116099435724878316?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/116099435724878316/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=116099435724878316&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/116099435724878316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/116099435724878316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2006/10/assim-seja.html' title='Assim Seja!'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-116081675027931417</id><published>2006-10-14T06:05:00.000-03:00</published><updated>2006-10-23T04:09:33.886-03:00</updated><title type='text'>Você é Feliz - Parte I</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS';font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Perguntaram-me se sou feliz e de repente não sei como responder... sou feliz? E se sou feliz, porque às vezes não estou feliz? E se não sou feliz, como às vezes estou feliz? Você realmente me pegou Kiko, me fez pensar no assunto de forma tão crua que me sinto demasiadamente humano. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS';font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Para me ajudar a responder a questão, recorro ao exemplo de um casal de amigos que se amam: Esther e Paulo. Ambos são evangélicos e ainda não se casaram. Sentem-se completos quando estão juntos, não precisam de palavras e apenas o toque suave de seus dedos faz com que sintam a força do amor.  Eles saem juntos e juntos ainda conversam sobre o futuro, sobre o que acreditam e sobre tudo o que têm conquistado. Ela trabalha em uma loja de confecções e ele na construção civil: são pessoas simples, com gostos simples e não fazem sexo porque não sentem necessidade... &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS';font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Sentem-se felizes com outros prazeres tão corriqueiros, não pensam em teatro e cinemas e quando se encontram falam sobre as alegrias do cotidiano, os pequenos problemas que resolvem e o quanto conquistam em suas vidas. Compraram um terreno recentemente e falaram com o pastor sobre a data de casamento. Ambos não sabem sobre cultura popular ou a última moda em ciência e filosofia. Pouco falam e de política lêem apenas o suficiente: consideram-se felizes e realizados! Às dificuldades, quando vêm, enfrentam tranqüilamente. Confiam em Deus e a alegria que têm no peito supera qualquer grande angústia que lhes aparecem. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS';font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Não sou como eles, Kiko. Às vezes, penso se felicidade não é um estado de espírito motivado por algo externo... Diz minha amiga Júlia que temos apenas momentos felizes, eu contesto. Sempre digo a ela que se isso é felicidade, então seremos infelizes na maioria das vezes e a alegria é apenas temporária! Ela não soube me responder... pobre Júlia, estava toda chorosa pelo acidente e por ter quebrado a clavícula... talvez por isso não pense em felicidade! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS';font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Pelo meu amor ao saber e por ter tanto ainda a aprender, conjugo minha alegria nos livros e nas piadas que faço sozinho enquanto arrumo a casa... sou feliz por ser, sem motivo, sem razão, sem necessidade. Sou feliz mesmo quando caço baratas e lembro de meu chefe ranzinza na empresa em que trabalho. Os momentos que me brindam com o êxtase eu vivo e os momentos em que tenho minha alegria à prova eu me permito chorar... &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS';font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Acabo por pensar que sou naturalmente feliz e que os momentos de tristeza que tenho não afetam minha constante, só me fazem valorizar ainda mais aquelas horas em que não há motivo para chorar... Tenho momentos de tristeza, momentos de dor, mas SOU na maioria das vezes feliz. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS';font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Não sei se respondi, meu caro Kiko, mas como sei que nunca se permite ler de tudo que lhe envio, vou deixar minha alegria repousar agora com um bom analgésico às dores de cabeça. Vou me deitar com a certeza de estar bem ainda que as dores me visitem... soube que minha mãe está doente, talvez precise se internar e terei de viajar com urgência. Soube também que talvez perca minha tia logo, que talvez precise de mais dinheiro e, sobretudo, não estou mais apaixonado... tem tanto a acontecer e ainda assim continuo sereno, tenso, irritado e feliz! Saudades de você... &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS';font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;P.s.&amp;gt;&amp;gt; tem um link para você fazer um teste...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: 'Comic Sans MS';font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;&lt;a href="http://istoe.terra.com.br/istoedinamica/calculadora/felicidade/felicidade.asp" target="_blank"&gt;&lt;span style="color:#800080;"&gt;http://istoe.terra.com.br/istoedinamica/calculadora/felicidade/felicidade.asp &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-116081675027931417?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/116081675027931417/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=116081675027931417&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/116081675027931417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/116081675027931417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2006/10/voc-feliz-parte-i.html' title='Você é Feliz - Parte I'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-116046662855505890</id><published>2006-10-10T04:44:00.000-03:00</published><updated>2006-10-10T04:50:28.573-03:00</updated><title type='text'>Carta a Leila</title><content type='html'>Não quero ser pessimista ou demasiadamente dramático nas minhas palavras. Também não quero recorrer a mitomania para exemplificar essas dores de cabeça que mais parecem dores de parto... o parto de palavras que ainda irão surgir de mim em notas mal escritas e enviadas a ti como prova de minha sanidade. Não, minha Leila, não sou louco! Antes fosse para me unir aos demônios invocados por Dostoievski ao assassinar o conceito do divino Deus em sua literatura, ou talvez para negar minha responsabilidade e conclamar um positivismo barato ao dizer que isso é apenas uma fase e logo tudo voltará a progredir! Recuso-me a ser louco e sobretudo progredir enquanto não usar o ceticismo e a falta de fé como ferramentas de busca da verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consigo dormir e vejo o sol nascer pela janela. Da mesma janela onde pela primeira vez vi Cécile despida a caminhar pelo viaduto a ofertar seu corpo por um pedaço de pão. Eu dei-lhe o pão na ocasião e depois de fazê-la apaixonar pelo que não sou a dispensei como se dispensa um cão. Não me odeia por isso, Leila, assim como eu também não me exalto por não ter a virtude da caridade... não sei mentir e fingir que sou digno e beato quando minha carne clama por outra carne sobre a cama. Cécile tinha seus seios intumescidos ao meu toque e corava quando suave minha mão deslizava pelas suas nádegas brancas. Ainda posso sentir a mesma ereção e o mesmo prazer quando evoco seu cheiro e me lembro de suas lágrimas ao enxotá-la nua na chuva naquela manhã de sábado. Era muito cedo e fazia um frio glamoroso, tépido aos que tinham coração europeu. Ela implorou por meu afeto e eu em um sorriso diabólico lhe disse que levasse para longe aquele esqueleto usado! Não quero ser demasiadamente dramático, por isso encerro o episódio de Cécile enquanto levanto meu cálice de brandy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero agora questionar minhas possibilidades para não me tornar vítima de mim mesmo. Quero recusar ter fé ou esperança para procurar em mim respostas a tudo que sou. Resposta às possibilidades do que sou ou do que posso ser. Possibilidades tolhidas anteriormente pela vergonha e a incerteza, pela interferência da moral que me era externa e cegava meu entendimento com a exaltação de virtudes e regras para ser. Repudio-as, Leila. Repudio as regras para encontrar a essência. Repudio, nesse momento, toda inquisição fomentada nas esquinas e livros que ditam os costumes desse tempo. Repudio, definitivamente, Leila, as exigências de sucesso e de comportamento. E que não me venham com fórmulas e remédios: não preciso de remédio para suportar a realidade que encontrarei. Os remédios não resolvem Leila, apenas nos permitem conviver com o problema sem muito questioná-lo... não precisarei deles!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como gosto dessa carnalidade de Mozart. Escuto-a repetitivamente e exausto sinto minhas dores de cabeça partirem. É como se me embriagasse por sua música e me perdesse com uma boa dose de brandy.  É como se nada mais importasse senão essa minha presença irritante em mim. Preciso me esquecer de Cécile. De alguma forma ela ainda vem e me faz lembrar de certa humanidade. Não posso aceitar isso. Não posso aceitar que tenha algo de comum em mim. Não posso aceitar que venha a piedade ou a moral resgatar o que já se havia condenado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja apenas o começo, Leila. Apenas um começo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-116046662855505890?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/116046662855505890/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=116046662855505890&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/116046662855505890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/116046662855505890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2006/10/carta-leila.html' title='Carta a Leila'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-115973710157851892</id><published>2006-10-01T18:06:00.000-03:00</published><updated>2006-10-01T18:11:41.666-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;[ao som de 'La mamma morta' - Maria Callas]&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Claire, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Tem chovido por esses dias na capital. O vento nos castiga com sua força e nos obriga a ter raízes firmes para que não esmoreçamos. Ele me arranca o guarda chuva quando passo pela gare e minha única saída é o abrigo oferecido pelas colegas que lá permeiam entre as sombras. Já é noite! &lt;span style="color:#000099;"&gt;[Moriva e mi salvava! poi a notte alta] &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Por um instante em mim há uma saudade intensa do não saber. Sinto falta de fantasias que passeavam pela mente na ausência de certeza. Hoje eu sei, minha querida irmã, que o sentido não pode existir em palavras soltas ao vento e brincadeiras de criança (e como gostaria de voltar no tempo e estar naquele sítio de vovó à beira do riacho). &lt;span style="color:#000099;"&gt;[...Bruciava il loco di mia culla! Così fui sola!] &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;É estranho essa sensação de saudade que vem acompanhada pelo desejo de distância. É uma morte em vida, Claire, de um sentimento lindo que se cultivou sem que houvesse um motivo sequer para tanto... &lt;span style="color:#000099;"&gt;[Tu non sei sola!]&lt;/span&gt; ... e a chuva, continua... &lt;span style="color:#000099;"&gt;[fa della terra un ciel! Ah!]&lt;/span&gt; (se lembra de quando a vovó nos pegou roubando flores do jardim da dona Quitéria?)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Logo é noite alta e deparo-me com um fantasma. Com um guarda chuva me convida a tomar suco de laranja, comprar frutas e prometer um encontro no final de semana. Perguntamo-nos mutuamente porque ficamos tanto tempo longe e apenas me respondeu: "...porque não era em mim que estava seu pensamento nos últimos dias e não sei se é amor o que sentia por mim!" &lt;span style="color:#000099;"&gt;[Io son l'amore, io son l'amor, l'amor"] &lt;/span&gt;Parou depois disso e esperou que eu dissesse algo! Eu lhe disse apenas que tinha razão por não ser a única certeza de meu afeto, mas implorei que não duvidasse que ainda poderia ser amor! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim partiu, chegara seu ônibus. Ao ver que partia, retornei a pensar na certeza que tive e o quanto gostaria de nunca tê-la. Talvez esse fantasma poderia estar no lugar de quem faz apenas uso de mim! Agora novamente eu sei que está certa, como sempre, por me achar passional... sinto como se ainda estivesse na gare, como se nunca tivesse saído de lá e nunca tivesse realmente amado. Sinto o mesmo vazio, Claire, a mesma distância. &lt;span style="color:#000099;"&gt;[Corpo di moribonda è il corpo mio.] &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia-me muito longe de mim, minha irmã, naquele momento! ... e a chuva...&lt;br /&gt;Cheguei ao apartamento, subi e debrucei sobre a cama. Agora a chuva ia ao longe (como quando ficávamos no celeiro e adormecíamos com o tilintar da tempestade!) e dentro de mim o vento fazia a limpeza necessária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há mais desejo! Enfim sinto-me livre de qualquer desejo! &lt;span style="color:#000099;"&gt;[Io son già morta cosa!]&lt;/span&gt; Parei por um momento e disse novamente a mim: não há mais desejo! Estou livre Claire... livre... talvez realmente aceite o encontro prometido e desenhe um novo final durante a semana que se passa... &lt;span style="color:#000099;"&gt;[...che a me venne l'amor!]&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-115973710157851892?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/115973710157851892/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=115973710157851892&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/115973710157851892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/115973710157851892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2006/10/ao-som-de-la-mamma-morta-maria-callas.html' title=''/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-115260689417651323</id><published>2006-07-11T05:33:00.000-03:00</published><updated>2006-07-11T05:34:54.186-03:00</updated><title type='text'>Love in the afternoon</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não consegui me soltar do telefone. Fiquei ali, parada durante horas enquanto as lágrimas caíam pelo meu rosto e meu pensamento ia longe ao tempo em que estávamos juntos. Nada era preciso ser dito, apenas sentido. Éramos amigos inseparáveis que riam juntos do que quer que fosse. Tínhamos um único código, uma única vida, um único meio de dizermos que estamos ali, presentes, vivos e próximos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de quando ele perdeu seu pai: era uma tarde em que estávamos no campinho depois do jogo do time. Um grupo unido, todos os garotos na mesma idade e à caça das garotas do bairro – e eu era uma dessas garotas de bairro incapaz de se envolver com qualquer que arrotasse com a mão na testa. Ele se secava rindo de uma brincadeira qualquer quando o treinador chegou de cabeça baixa. Achamos que fosse outra bronca pela algazarra, mas não, depois de saírem juntos ouvimos os seus soluços. Foi também um acidente, como o que tirou sua vida agora. Fiquei dias em sua casa até que se recuperasse. Naquele ano o time não jogou mais e ele quase foi reprovado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de alguns meses foi sua vez de acampar em minha casa: eu tive catapora. Minha mãe trabalhava fora e para evitar que falassem de ficarmos sozinhos durante as tardes, ele, que já tivera catapora, pulava a janela sempre com um novo jogo de Atari. Virei várias fases de River Raid e Pac Man naquelas férias que ainda foram divertidas. É incrível como agora sinto que nunca o agradeci o suficiente por isso. Sinto como se aquela entrega incondicional que tínhamos era de alguma forma um amor contido. É um vazio agora saber que toda aquela história se foi por culpa de um vândalo de moto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se mudou quando estávamos no colegial. Por ser viúva, sua mãe resolveu ir morar com os irmãos na capital e eu continuei na pequena cidade que nos viu crescer. Passamos a nos escrever sempre, ainda usávamos o mesmo código e era isso que nos dava a certeza de que continuávamos amigos. Soube quando ele se apaixonou e lhe contei sobre minha primeira vez com o namorado que hoje é pai de minhas filhas. Eu sentia que, de alguma forma, era a única pessoa em que eu confiaria dizer o que eu era. Quando passamos a trabalhar, viajávamos sempre para nos vermos. A sua namorada não entendia essa entrega e nem eu, noiva, conseguia explicar porque, por ele, não havia compromisso inadiável – até mesmo o dia do meu casamento foi alterado para que ele estivesse. Hoje olhando meus filhos enquanto dormem, sei que aquilo era alimento para que eu continuasse. De certa forma ele me dava uma razão para eu continuar a viver, ele era um motivo para que eu continuasse no caminho, aqui mesmo nessa pequena vila, aqui mesmo nessa pequena vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei o que pensar. Fico a me lembrar daquele dia, quando sentados em um banco da praça que nos viu crescer, nos calamos pela primeira vez. Sempre ficávamos em silêncio, em uma cumplicidade tão nossa que nada ousaria perturbar. Mas foi um calar diferente... Ele parou e me fitou tão profundamente que não ousei dizer palavra alguma. Tinha urgência em seu olhar e uma verdade que fingíamos nunca ter percebido. Abaixei meus olhos e fitei minha aliança. Ele continuou a me olhar profundamente, com lágrimas que escorriam pela face. Nada disse. Eu também chorei e ele simplesmente pegou minha mão com carinho e beijou. Foi a última vez que nos vimos, há pouco mais de um ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo nos perturbou, mas percebi que sabíamos o que havia acontecido. Ambos sabiam. Não era mais aquela amizade inocente de quando íamos às festas juninas e trocávamos de par para dançarmos juntos. Tornamo-nos, de repente, seres humanos com desejos e distinções antes nunca exprimidas. Ele reconheceu em mim as curvas de meu sexo e eu notei o quanto gostava de seu cheiro e gestos rudes. Tornamo-nos homem e mulher e existia algo entre nós. Eu o amava. Hoje eu sei que naquele instante eu descobria o quanto o amava: seu sorriso, seu cabelo desarrumado e sua timidez quase doente. Eu o amava perdidamente. Como eu o amava. E ele me amava. Era a razão de não se ter envolvido profundamente com a pequena de peitos fartos que tanto o buscava. Era a razão de sua ausência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram horas difíceis essas em que minhas recordações vieram. Agora já é tarde para que eu vá a capital e me despeça de sua lápide. Prefiro estar aqui, em silêncio, a me recordar que em breve estaremos juntos novamente. Com nosso código único, com a única razão para que eu sobreviva...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bea&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-115260689417651323?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/115260689417651323/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=115260689417651323&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/115260689417651323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/115260689417651323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2006/07/love-in-afternoon.html' title='Love in the afternoon'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-115165154980690190</id><published>2006-06-30T04:11:00.000-03:00</published><updated>2006-06-30T04:12:29.816-03:00</updated><title type='text'>A caixa</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Não havia muito que dizer: estavam parados sobre a ponte, a observar o trânsito que ia alheio ao que pensavam em silêncio. A palavra vinha seca na garganta e o desejo não sabia ao certo se comum ou simplesmente distante. Olhavam-se com as mãos contidas e sabiam que seria a despedida. Ele se virou para conter a lágrima tolhida e afastou-se, ainda sem nada dizer. Desceu do carro e observou o Outro partir como se tivesse arrancado uma parte de si mesmo. Naquele instante o amou perdidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se prometeu que não mais o procuraria, não mais se perderia em direção ao centro por uma nesga de carinho. Que o Outro continuasse perdido com sua exuberância vulgar, própria dos locais que freqüentava, onde as figuras míticas dançavam entre divinas e profanas sem nunca serem desejadas... os homens nunca as procurariam porque não eram fêmeas e elas nunca seriam dignas de mulheres! Falavam com voz alterada, a exagerar em tudo o que faziam e contar vantagem sobre pessoas que nunca tiveram verdadeiramente... perdiam-se, mitômanos, pelos ideais que almejavam e desprezavam com a lascívia de seus corpos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sabia, entretanto, que sentiria sua falta. De seus modos joviais com um copo de uísque e de seu jeito maroto de jogar a cabeça para trás enquanto gargalhava. Era isso que fazia com que se sentisse vivo – e quando estavam juntos Ele se sentia vivo, partilhava de uma mesma alma reconhecida de si mesma! Era no Outro que absorvia conhecimento, através de pequenas gotas de sensações, de experiências de viagens, de culturas e de poesias burguesas. Lembrou-se daquela história de Paul Verlaine e percebeu ter deixado partir, finalmente, o seu Rimbaud. Desejou conhecer de filosofia para ter uma frase certa sobre a perda, sobre a existência vazia e a incerteza de que se havia alguma essência em que sentia. Secou os olhos e saiu a caminhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andou por algumas horas até que se encontrou perdido. Procurou por um ponto qualquer que o levasse a zona sul. Tinha algumas moedas, um passe de metrô e um resto das bolachas que comprara pela manhã. Parou em um bar, pediu por um copo d'água e comeu das bolachas. Em breve estaria em casa. Em breve, talvez esquecesse disso e saberia o que fazer. Logo seria manhã de segunda, e a vida deveria continuar... de repente se sentiu profundamente velho com essa imagem. Sentia o peso dos anos em seus ombros e a imagem da mãe ainda no portão quando Ele saíra pela manhã. Como ela estaria ou teria passado o dia? Sentiu-se culpado, mas afastou de si o pensamento ao fazer como o adolescente que amava ao jogar a cabeça para trás quando o coletivo passou sobre a poça d’água quase a acertá-lo... Calou-se com uma pequena saudade e subiu no ônibus com destino a periferia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inferno são os outros, pensou. O inferno era o seu Outro que lhe mostrou o quanto era frágil e vazio. Tinha essa certeza quase clichê, quase viva, quase comum. Doía-lhe reconhecer o quanto precisava respirar ao lado do Outro, o quanto ainda estava preso à gaiola que construíra por sua própria escolha... foi Ele que o buscou e o encontrou. Fora Ele, em sua necessidade de atenção, que interpretou no Outro um sinal que nunca existiu: nunca foi amado por ele! Nunca havia existido para ele que, perdido em suas venturas, era disputado pelo seres que habitavam a noite da metrópole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Questionou-se o quanto estava sozinho e o quanto esse tempo o havia mudado profundamente. Dependia do Outro para ter sua alegria, ter sua tristeza, ter sua dor... o Outro havia se tornado Ele mesmo. Ele mesmo. A mesma vida. A mesma alma. Como eram felizes os loucos e eram livres os bêbados. Como eram livres! Ele odiava perceber que não era livre, que não tinha em si mais do que os anos que passaram sem que Ele soubesse onde estava. Odiava reconhecer a consciência de quem era e saber que Ele era o seu próprio inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em casa acenou à sua mãe e fora direto ao quarto. A velha recolheu-se resignada: não reconhecia seu menino! Ele encontrou sua pequena caixa de fotografias e com uma angústia quase doce reviu os momentos de que se havia esquecido... olhou seus sobrinhos, seu pai falecido no inverno e os filhos que teve quando casado. Prometeu a si mesmo que voltaria a vê-los, que ligaria para saber como estavam e se esqueceria do tempo em que esteve longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele nunca achou que os homens pudessem ser diferentes até conhecer o Outro. Ele achava que os homens eram como Ele e as mulheres como a que tinha para viver. Acreditava que o comum era a realidade plena e desconhecia a maldade com que o mundo impunha suas regras. Ingênuo. Conheceu da maldade e percebeu que ela vinha de seu íntimo, de quem era ao buscar o Outro naquela tarde fatídica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, encontrou sentido no que tinha e admirou-se, intimamente, do que não lembrava ser. Não poderia ser livre, mas talvez um pouco de sua essência... Levantou-se em direção ao espelho e tirou dele o tecido negro que o cobria. Olhou-se demoradamente, a admirar seus cabelos grisalhos, as rugas sobre os olhos e as marcas que o tempo – inexorável amigo – lhe impingiu nos anos em que esteve ausente. E enxergou-se como realmente era. Sorriu lentamente naquele ritual de descoberta, a tocar cada parte de seu corpo como se o encontrasse pela primeira vez... amou-se, de repente, quase como um menino que sê vê homem. Recolheu-se, tímido, decidido a chorar pela primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou à sua caixa e continuou a olhar cada lembrança que ali havia. Por um momento reviu o Outro e para sempre o afastou de si. Abriu suas janelas, mesmo na madrugada, e todos os armários. De repente viu-se em um outro lugar e mesmo sua aparência era diferente. De repente estava quase nu, a dançar no meio do cômodo em uma alegria muda que também desconhecia: estava louco! Acendeu todas as luzes e tirou as roupas dos sacos. Descobriu a cada canto do seu quarto  em uma busca fremente, ávido por manifestar um sentido naquele pequeno mundo que se criava...! Continuou até o amanhecer quando, exausto, se deixou dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao acordar em nada se parecia  com o aspecto senil da noite anterior, sentia-se livre e pleno com sua pequena caixa, à cabeceira da cama, iluminada por uma fenda de sol que entrava pela janela. Sentia-se jovem sem que se parecesse com o Outro, o pequeno pássaro em uma gaiola de ouro... sentia-se jovem e sem os grilhões com que Ele próprio aprisionava o Outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desceu e beijou suave o rosto de sua mãe. A velha assustou-se e, mais uma vez, preferiu se calar. Ele se banhou e ganhou à rua que nunca pareceu tão bela para uma segunda feira. Foi trabalhar e percebeu que o tempo continuava – inexorável amigo – sem lhe dar tempo de ser mais do que comum... o tempo continuava... e o Outro, ah, o Outro...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-115165154980690190?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/115165154980690190/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=115165154980690190&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/115165154980690190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/115165154980690190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2006/06/caixa.html' title='A caixa'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-115036282094534310</id><published>2006-06-15T06:11:00.000-03:00</published><updated>2006-06-15T06:13:40.956-03:00</updated><title type='text'>O Canto de Ossanha</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Leôncio nunca esteve certo sobre sua idade, recolher latinhas dos restos de lixo fazia-o tão indigente quanto aquele que as jogava nas ruas. Às vezes perdia seu próprio nome, entre buzinas e gritos de motoristas apressados que trombavam em seu carrinho humilde, abarrotado de papelão e com um velho rádio que sempre tocava a mesma estação. Quando havia sol, armava-se de óculos escuros. Na chuva, cobria os pés descalços com pedaços de sacolas de mercado e barbantes como cadarços. Era assim: um ser oculto que transitava pelos caminhos paulistanos, totalmente à margem de quem o via e não o percebia entre aquilo que já não mais servia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não se importava. Se sua imagem fosse capaz de despertar pena, seria por não saberem a dimensão em que estava. Aquele corpo franzino, arqueado e amarelado pelo tempo, tinha em si um outro universo cuja divindade poucos se poderiam perceber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobriu-se ao acaso, quando se deixou levar pela vizinha Gerusa durante uma das suas crises de bronquite. Ele mesmo sofria de bronquite desde a adolescência, o que diziam os vizinhos ser por uma paixão mal resolvida que teve há muitos anos. Gerusa jurava que ainda conquistaria o pobre homem... E foi em uma dessas crises que ele, enfim, encontrou sua natureza. Enquanto Gerusa achava que um bom passe de caboclo poderia limpar o pulmão de seu futuro amado, durante o culto no terreiro ela percebeu que nunca o tinha conhecido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentaram-se nos bancos de madeira que, ordenadamente, estavam colocados pelo salão. Encolheram-se em um cantinho, em silêncio, a aguardar o início dos trabalhos. Ele, nas mãos, trazia apenas os calos de sua luta diária. Ela, o rosário ganho de sua avó durante a primeira comunhão.  De repente o som dos atabaques invade o salão, seguido de palmas e de um canto alegre a ritmar uma dança viva, que se inicia lentamente e ganha corpo na medida em que todos se envolvem... Gerusa sorri e olha para Leôncio, que permanece de olhos fechados, como a acompanhar na mente o ritmo frenético dos negros que tocavam!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem que ela entendesse, Leôncio, de súbito, solta um grito como ave de rapina e começa a rir ironicamente, a gesticular como se abrisse caminho entre matas e a se envolver em uma dança retumbante pulando com um pé só...  balança a cabeça enquanto dança, dança e dança em um transe profundo, como se encontrasse consigo mesmo, como se enxergasse, finalmente, a sua verdadeira majestade, sua plena natureza entre os ritos sagrados que se estabeleciam diante de seus olhos naquele terreiro... Gerusa se assusta, vê transformado seu querido e meigo Leôncio em um rosto duro carregado pelos anos e forças das folhas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos abrem espaço e saúdam o Orixá: Ossanha descera como benção e o terreiro festeja com um som mais intenso de atabaques, corpos se contorcem jubilantes diante da visão faceira daquele que é o dono da cura. Os risos se expandem e Gerusa, assustada, chora pela androginia daquele novo ser que agora celebra a sua liberdade.  Os cantos se alastram ainda mais e muitas velas são apagadas, como se um vento soprasse por todo o templo e trouxesse a imagem das matas antigas, onde Ossanha reinava ao lado de seu amado Oxossi!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leôncio perde-se novamente sem nome ou identidade. Perde-se daquelas ruas onde indigente se entrança pelos becos a procura de material para seu mínimo sustento. Perde-se de sua bronquite e de sua paixão mal resolvida... perde-se, completamente, de si mesmo para tornar-se aquele que com canto de ave de rapina abre e confirma a força do lugar. Longe dos ares plebeus e dos matizes de carros e buzinas, Leôncio está alheio à sua anterior insignificância, pois deixa de ser parte de uma massa silenciosa para ter referência em seu brado, em seu fumo enrolado e suas ervas aromáticas... assim torna-se majestade, dono do destino de quem o busca e senhor dos que o servem. Não mais Leôncio amado por Gerusa, mas o senhor dos caminhos: Ossanha!  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-115036282094534310?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/115036282094534310/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=115036282094534310&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/115036282094534310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/115036282094534310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2006/06/o-canto-de-ossanha.html' title='O Canto de Ossanha'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-114592970272420937</id><published>2006-04-24T22:47:00.000-03:00</published><updated>2006-04-24T22:48:22.756-03:00</updated><title type='text'>Vaga Lume - Parte II</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Era apenas impressão, não tinha certeza. Nada sabia e sobre nada tinha certeza, tinha apenas a impressão do mesmo jeans rasgado e velho sobre a cadeira, da camiseta regata de cor escura e dos sapatos do outono. Não se lembrava da noite anterior e, tampouco, imaginava o quão distante estava do outono, das estações e de tudo quanto vivera. Até se perguntava se já havia vivido, mas não tinha resposta, era preciso que se descobrisse para imaginar se poderia algo descobrir... E era sempre assim que encontrava as piores respostas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lucius se deixou envolver pelo lençol e já não se importava com o que sentia ao acordar: seu talo dormitaria e não seria certa a companhia naquele crepúsculo pela manhã. Virou-se para o lado a procura de um resto de cigarro, frustrou-se. Frustrou-se com a ausência de um corpo, de um sorriso sequer que cheirasse a bebida barata do bar de onde veio. Odiou-se! Não queria se levantar e se tornar mais um rosto na multidão da metrópole, na troca da convivência pacífica em sociedade. Odiava o anonimato e mantinha-se sempre nele, não conseguia estabelecer vínculos com quem quer que fosse e isto o maltratava como nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrou-se de alguém distante, queria que estivesse por perto, para que em um abraço se sentisse mais humano. Pensou em ligar, em se mostrar vivo, em dar um sinal qualquer que lhe indicasse humanidade. Lucius já não era humano, não se sentia humano e ainda tinha aquela sua diferença a incomodar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viu parte de um vulto ao tentar se levantar da cama: deu um pulo súbito, desequilibrou-se e buscou apoio naquela cortina de cor carne do lugar onde estava. Tinha de ir embora, não sabia para onde e porque, mas deveria ir. Vestiu-se avidamente e desceu as escadas com uma euforia que já não sentia há tempos. Ganhou à rua, à multidão. Viu a moça de vestido amarelo que espantava os cães e pensou ter visto novamente o vulto, mas era apenas impressão. Esfregou as mãos na boca para limpar o resto de coisa qualquer da noite e cumprimentou a moça com um sorriso tão amarelo quanto seu vestido. Teve medo, e passou a caminhar de cabeça baixa, como se buscasse por um resto de ordem em seus pensamentos. Sabia que algo nascia em seu íntimo e se assustava: estaria farto de suas venturas errantes e de seus brados funestos pelos becos? Talvez farto de companhias itinerantes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vulto ainda seguia seus passos, cada vez mais o sentia próximo, como fantasma, como algo que vagava ao seu lado em semelhança... desconhecia quem fosse! Seria apenas impressão? Seu jeans velho e desbotado estaria a lhe cobrir sua impressão ou sua humanidade? Sua semente morta era apenas impressão? Seria seu vulto apenas a impressão de uma mudança? Lucius não saberia responder ao que questionava...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parou sobre o viaduto, hesitou por um instante em cair. Seu corpo negro e esquálido cairia com a mesma velocidade da folha da árvore ao lado? Lembrou-se do outono e de seus sapatos surrados. Quis estar morto, desejou ardentemente cair e não mais embalar as fantasias estúpidas da noite. Novamente o vulto. Lucius hesitou. Parou, observou o vulto e o distinguiu, ele o conhecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda olhou para o viaduto pela derradeira vez, antes de tomar o vulto pela mão e seguir seu trajeto pela praça. Via-se um sol tímido e ouviam-se as crianças que corriam por motivo qualquer. Não era apenas impressão, estaria vivo agora como humano...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-114592970272420937?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/114592970272420937/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=114592970272420937&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/114592970272420937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/114592970272420937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2006/04/vaga-lume-parte-ii.html' title='Vaga Lume - Parte II'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-114500546589432081</id><published>2006-04-14T06:03:00.000-03:00</published><updated>2006-04-14T06:04:25.933-03:00</updated><title type='text'>O peru e a cigana</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;Nunca tinha pensado em quanto tempo passamos a comer ou a pensar em lembranças distantes. Como mulher, sinto meus dias cheios e os pensamentos fogem da lógica do cotidiano. Ontem, mal havia acordado, deixei as camas de meu apartamento penduradas no varal e desci ao açougue para comprar osso buco para o almoço. Ele não viria comer em casa, mas eu estava em uma manhã totalmente feliz. Uma alegria quase estranha, quase verde. Uma alegria capaz de dizer às flores de meu prédio o quanto as amo, ainda que não possam retribuir meu sentimento da mesma forma. Era uma sensação de plenitude por si, de existir por si. Mesmo sem que houvesse alguém por perto para me dizer que eu existia.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Entrei e pedi por uma peça pequena, pois estaria sozinha para o almoço. O moço, cansado, devolveu-me um sorriso amarelo e enigmático, como se não entendesse o que faria com ossos. Seus olhos penetravam-me a pele e corei ao perceber que ele não conseguiria perceber. Talvez lhe faltasse informação, por isso não me importei. Saí a assoviar e coloquei uma margarida nos cabelos: gosto de deixá-los soltos no verão. Quando pequena, minha tia sempre dizia que aos moços devemos saudar timidamente para que não nos achem assanhadas demais. Lembrei-me de titia e assoviei ainda mais alto, quase saltitante de volta ao lar onde eu seria gente grande!&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Passei na banca e comprei uma nova revista. Continuei meu pequeno trote até em casa e ainda deu tempo de pegar uma receita na TV para o final de semana. Estaria com minha cunhada para uma pequena recepção. Ela, feliz com o nascimento de seu primeiro filho, distribuía mais do que sorrisos: estava mais disposta, mais mulher. Lembrei-me de quando se casou e, na noite de núpcias, jogou um vaso em meu irmão quando ele chegou bêbado da rua. Ela era terrível, mas se fazia respeitar. Eram felizes nesses anos que estavam juntos e aos poucos se descobriam. Meu marido os achava barulhentos, mas havia amor entre eles e isso, a mim, bastava! &lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;Na sexta passada eu resolvi tirar da geladeira aquela coxa de peru que comprei para o Natal. Decidi que era para celebrar minha véspera de sábado. Fiz com gosto: depois de temperar com alecrim e alho poró, deixei-a no forno por pouco mais de 2 horas e assim, com uma taça de vinho tinto, fiz um brinde à solidão do dia. Ele estava fora, como sempre, e eu me perdia em minhas idéias de dona de casa e família. Vinham sempre à mente as experiências mais estranhas que tive, as pessoas com quem conversei sem notar a existência... É estranha essa sensação de culpa que temos após ter comido tanto, por isso viajamos em idéias que tínhamos quando jovens... foi apenas uma simples coxa de peru acompanhada de arroz branco, salada e um boa sobremesa de abóbora com coco: já vi que meu natal será sem peru e oxalá sem que ele esteja &lt;st1:personname productid="em casa. N￣o" st="on"&gt;em casa. Não&lt;/st1:PersonName&gt; importa, vou a Minas e passo com minha cunhada barulhenta.&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;Só sei que, depois da feita, desci para caminhar e terminei por me encontrar com uma cigana na praça. Ela me parou e pediu qualquer coisa para saciar sua fome. Ela tinha dedos compridos e unhas esmaltadas &lt;st1:personname productid="em preto. Tive" st="on"&gt;em preto.  Tive&lt;/st1:PersonName&gt; medo e me assustei com as bijuterias que lhe cobriam o corpo macilento, sua pele escarrada pelas mentiras que o tempo lhe impunha aos ombros. Não sei exatamente que tipo de lembrança me tinha vindo à mente, mas o peru dentro de mim deus sinais de que precisaria sair a qualquer custo!&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Ela se aproximou de mim e disse uma palavra qualquer no ritual que só ela mesmo entendia. Sorri. Mas em vias do incômodo, foi um sorriso sarcástico, irônico e tímido. Fingi que compreendia seu dialeto e ignorei seu cheiro. Lembrei-me do meu peru e voltei a caminhar com pressa para evitar um acidente antes de chegar a minha casa... Será que ele chegaria, finalmente?&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;   &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20563154-114500546589432081?l=ethanel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ethanel.blogspot.com/feeds/114500546589432081/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20563154&amp;postID=114500546589432081&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/114500546589432081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20563154/posts/default/114500546589432081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ethanel.blogspot.com/2006/04/o-peru-e-cigana.html' title='O peru e a cigana'/><author><name>Elton Michael</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04067483485365923171</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_OTSt0YixK2A/TIhVQX3aE3I/AAAAAAAAABY/XKFQ6s7F7HI/S220/lindo.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20563154.post-114296069820367899</id><published>2006-03-21T14:04:00.000-03:00</published><updated>2006-03-21T14:04:58.206-03:00</updated><title type='text'>A Cabrita Inês</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Era Chico. Simples assim: Seu Chico. Um senhor de baixa estatura, gordinho e sorridente que morava pelos arredores da São João com seu amigo Osvaldo.  Eram muito conhecidos pelos arredores, pelo jogo do bicho que traziam como distração ou pelas histórias da época em que foram arrolados na Guerra do Paraguai. Osvaldo era mais alto, sisudo com seu bigode e cabeleiras cinza. Sempre dizia de sua família no Paraná, para onde voltaria se conseguisse a sorte grande na milhar. Um dia desses ainda acertaria e mudaria seu destino. A cidade era pacata, aconchegante e sem muitas emoções em seu cotidiano. Embora com o nome de Brisas Suaves em Tupi Guarani, eram as altas temperaturas do verão que a caracterizavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato acontecera há cerca de dois anos, em meados de setembro.  Tudo começou com um pagamento inusitado que Seu Osvaldo recebera por ter acertado na milhar da federal: uma pequena cabrita. Não é preciso dizer o quanto isso o deixou louco, já que sonhava com o dinheiro que lhe devolveria ao Paraná. Entrou em casa frustrado, quase a afastar os que lá foram para receber a benzedura de Seu Chico.  Resmungou durante horas, irritado com a situação e sem saber o que fazer com uma filhote de cabra na cidade. Seu Chico tentou animá-lo, disse que poderiam vendê-la em Boa Vista dos Andradas ou simplesmente tomar-lhe conta já que ainda não tinham filhos. Com muito custo, resolveram por criá-la: deram-lhe o nome de Inês!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inês cresceu saudável e corria pela casa como um ser humano. Era dócil, mansa e muito amiga das crianças que iam ao Seu Chico, levadas pelas mães para eliminar quebrantes e vento virado. Quase não a viam como um animal, tamanho envolvimento tinham pelos seus “bééés” que enchiam toda casa de vida. Seu Osvaldo mudou-se para o quarto da frente, junto com Seu Chico, e deixaram o quartinho dos fundos para cabra. Davam-lhe arroz, batatas e algumas outras verduras ricas em cálcio: diziam que era para que seu leite fosse bom e os ovos fartos. Um dia sozinho em casa, perdido em seus pensamentos e a fumaça de seu cachimbo, eis que Seu Chico escuta Inês reclamar de alguma coisa. Não, não era um festival de “bééés” que se fizeram ouvidos, mas alaridos altos de palavras em um português claro! O velho quase morreu de susto e mal Osvaldo adentrou pelo portão já gritou ao amigo que a cabra era abençoada por Oxossi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Invadidos por uma alegria sem igual, foram ao quarto de Inês e a encontraram em um canto, olhando a ambos com um sorriso irônico de quem se diverte com a ignorância alheia. Do sorriso a gargalhada, a cabra se expunha em idéias de alto nível e teorias sobre o que nunca ouviram falar. Abobados pelo transe das palavras, imaginavam o quanto poderiam ganhar com a maravilha quando, de repente, Inês pára e se recolhe aos “bééés” que estavam acostumados: alguém batera na porta da frente. A cabrita não falaria com estranhos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante um tempo imaginaram o que fazer com Inês; talvez fosse finalmente o caminho para que seus dias de penúria ficassem no passado e a vida valesse alguma coisa. Mas a cabra não falava com estranhos. Pensavam em registrar a conversa em um gravador de mão, mas temiam que fossem desacreditados. E a cabra falava sobre tudo, contava sobre todos e sabia sobre a vida de quem quer que morasse no vilarejo. De certa forma os dias passaram a ser agitados, pois quando não havia filas às benzeduras de Seu Chico, esgotavam o tempo com as histórias mais engraçadas sobre a população. Divertiam em s
