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Mostrando postagens de julho, 2006

Love in the afternoon

Não consegui me soltar do telefone. Fiquei ali, parada durante horas enquanto as lágrimas caíam pelo meu rosto e meu pensamento ia longe ao tempo em que estávamos juntos. Nada era preciso ser dito, apenas sentido. Éramos amigos inseparáveis que riam juntos do que quer que fosse. Tínhamos um único código, uma única vida, um único meio de dizermos que estamos ali, presentes, vivos e próximos. Lembro-me de quando ele perdeu seu pai: era uma tarde em que estávamos no campinho depois do jogo do time. Um grupo unido, todos os garotos na mesma idade e à caça das garotas do bairro – e eu era uma dessas garotas de bairro incapaz de se envolver com qualquer que arrotasse com a mão na testa. Ele se secava rindo de uma brincadeira qualquer quando o treinador chegou de cabeça baixa. Achamos que fosse outra bronca pela algazarra, mas não, depois de saírem juntos ouvimos os seus soluços. Foi também um acidente, como o que tirou sua vida agora. Fiquei dias em sua casa até que se recuperasse. Naquele a...