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Mostrando postagens de fevereiro, 2011

Redescobrir a amar

Queria que estivesse aqui, minha irmã. É estranha essa distância entre a gente quando há tanto que gostaria de compartilhar. Quando há descobertas que gostaria de dizer e discutir horas com você para que me dissesse o quanto estou louco. Estou louco, Claire. Louco. Há tempos tenho notado minha fragilidade, uma sensação estranha que não faz sentido, que não tem sentido, que não tem motivo. O que antes era, já não mais é. Não vejo graça no que antes me retinha tanto prazer, é como se Paulo, o apóstolo, estivesse certo ao dizer que deixamos as coisas de menino quando não mais somos meninos. Tenho um novo desejo, Claire. Um desejo vivo que pulsa em mim e toma forma: gesta em meu ventre e sobre às minhas entranhas como algo que ali sempre esteve  nunca o conheci. É algo que faz meu dia ser mais claro e minha vida mais repleta de energia... ah, Claire... quanto tempo perdido entre falos e peles que hoje não mais estão, não mais são, não mais têm importância... Estou a redescobrir a am...