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Mostrando postagens de novembro, 2020

Lua Nova em Escorpião

Marina, em poucas horas, iremos celebrar a força da Lua Nova, que deverá estar no signo de escorpião no dia 16-Novembro, segunda-feira. É um tempo de recolhimento, de silêncio, de reequilíbrio das energias internas, principalmente as femininas. Nesse período, simbolicamente, temos o alinhamento entre Alma e Espírito, Lua e Sol, favorecendo a introspecção e a auto análise. Um momento favorável para mudanças internas, quando podemos definir o que realmente deverá continuar conosco e o que deverá ser considerado descartável... considerações interessantes, Marina, que nos foram recomendadas pelo nosso querido Pai Velho. Durante esse período catalisado pelo signo marcial de escorpião (que sempre se relaciona com a profundidade do inconsciente), é natural a sensação de solidão e de luto, pois algo precisa ser morto em nós para dar lugar ao propósito que se fortalece e que toma o nosso ser. Somos Espíritos em crescimento, Marina, através de Mercúrio, e passamos pelas transformações alquímicas...

Um até logo

Marina, esse é meu último bilhete, por enquanto. Deixarei minhas palavras no meu silêncio, guardadas, porque é esse o tempo de agora. Há tempo de expressar e tempo de acolher o que foi expresso. Há tempo de calar... e hoje me calo. Voltarei a escrever quando for o tempo para plantar novamente, acredito que há muitas sementes que podem dar bons frutos. Até lá, espero que tenha tempo para receber. Leia, Marina. Leia o que lhe ofereço com graça. Leia e sinta o afeto de meu Espírito, que sempre busca o seu. Leia para que eu sinta que você merece de mim o que de mim ofereço. Que você quer de mim o que de mim ofereço... leia, Marina, os bilhetes que deixei e os sentimentos que tive. Os sentimentos que tive e tenho, a certeza de que a boa semente poderá brotar... Espero que esteja bem e que todas as palavras a tenham ajudado a refletir. Espero que consiga decidir sobre seu futuro e que os dias sejam mais dóceis com você... espero que seu gato volte, que seu cachorro fique bem e tudo seja co...

Essa tal angústia

Marina, um amigo disse-me hoje, pela manhã, sobre a angústia. Ele afirmava que esse sentimento de solidão tem a ver com nosso Espírito, que, muitas vezes, se sente aprisionado em nós. Seria como se Ele, nosso Espírito, estivesse buscando por uma união de volta ao Divino, mas nós nos perdemos na ilusão e não damos atenção a isso... A angústia, Marina, seria a forma de expressão desse Espírito, dessa saudade que sentimos  de D’us , da união com D’us, da presença de D’us em nós. Como se tivéssemos sede desse contato com o Divino, embora, nem sempre, saibamos o que é esse Divino. E o que é o Divino, Marina? O que é o Amor Divino ou a vida em Espírito? Romanceamos demais a D’us, Marina. Acreditamos que o Amor é algo que fica sempre em euforia, atribuímos a D’us a condição de bom e sequer sabemos que tudo isso é relativo... a ideia de bom e não bom é absolutamente humana. A ideia de amor como euforia e ausência de atribulações é uma criação humana e falaciosa. O Espírito não conhec...

A Velha e os Bolinhos

Marina, a Velha me visitou, hoje de manhã. Ela me trouxe bolinhos e algumas outras guloseimas de que gosto. Ela me perguntou de você e eu lhe disse que ainda continua a mesma moleca, que gostava de correr e de subir nas árvores, enquanto colhíamos ervas para nossas garrafadas. Rimos disso, como se estivéssemos a vivenciar uma vez mais esse tempo... lembramo-nos, inclusive, do tempo em que vivíamos na tribo e fazíamos fogueiras à noite para nos aquecer durante a vigia... foi uma boa visita, da Velha, com os bolinhos que trouxe. Ela disse que estará por perto para nos ajudar com as plantas do nosso espaço. Eu lhe disse sobre algumas árvores de frutos, ela pediu que me lembrasse das rosas e das figueiras. Não me lembrava se você gostava de figos, mas ela me ajudou a resgatar os doces que tantas vezes fizemos em nosso espaço, no fogão a lenha, aos finais de tarde nos rituais. E são tantos, não? São tantos que nos procuram e tantos que conseguimos ajudar. Percebo que o tempo é algo que nos ...

O Vazio e Saturno

Marina, existe um vazio que se apossa de mim. Um vazio intenso, que pega no ventre e vai tomando corpo em meu corpo... como algo que se espalha e toma posse, profundamente, deixando-me calado e em uma grande sensação de solidão. Não existe solidão, certo, Marina? No fundo, estamos todos em nossa própria companhia, pois tudo o que existe representa uma parte de nós, que nem sempre reconhecemos. Estamos juntos, já sei, mas ficarei em meu silêncio, porque nada que eu dissesse seria novo. Talvez o novo não exista, minha doce Marina, porque tudo foi criado a partir de uma ideia que já existia em outro plano... não é o que fazem os deuses e demiurgos? Criam a partir do que já foi criado pela Mente Divina em algum momento. O resfriado me deixa com o nariz constipado e a cabeça um pouco zonza... acredito que este meu vazio seja para que eu possa ser invadido por outras ideias. É o que imagino - e a imaginação, cara Marina, também é a raiz da Magia, oposto da ilusão de Lethe que faz com que des...

Por hoje, Insonia

Marina, há alguns dias penso em escrever algo para você. Sinto que, ao escrever, coloco mais sentimentos nas palavras, parece que um pouco de minha alma vai até você... embora, eu sei, estamos unidos de tal forma que a distância é apenas uma impressão que nos causa Chronos. Mas, como dizia, escrever tem um efeito peculiar em mim: eu coloco um pedaço meu naquilo que crio escrevendo, parece-me que há um filho que é parido quando as palavras tomam vida fora de mim. E isso é bom! Tive insônia, mais uma vez. Sentia-me distante e ausente, como se o corpo não quisesse parar. Fui vencido pelo cansaço e consegui apagar por um par de horas, enquanto sonhava com os escritos de Hermes, o Trimegistro, que escreveu sobre a busca do Divino. Cada pedaço meu vibrava em sintonia com essa busca que se revela a mim a cada segundo: e me perco, me encontro, me sacio. É de saciedade que meu Espírito está saturado, presumo. Ele está cheio e  não deixa meu Corpo dormitar... e será que precisamos, Marina, d...