Lua Nova em Escorpião
Marina,
em poucas horas, iremos celebrar a força da Lua Nova, que deverá estar no signo de escorpião no dia 16-Novembro, segunda-feira. É um tempo de recolhimento, de silêncio, de reequilíbrio das energias internas, principalmente as femininas. Nesse período, simbolicamente, temos o alinhamento entre Alma e Espírito, Lua e Sol, favorecendo a introspecção e a auto análise.
Um momento favorável para mudanças internas, quando podemos definir o que realmente deverá continuar conosco e o que deverá ser considerado descartável... considerações interessantes, Marina, que nos foram recomendadas pelo nosso querido Pai Velho.
Durante esse período catalisado pelo signo marcial de escorpião (que sempre se relaciona com a profundidade do inconsciente), é natural a sensação de solidão e de luto, pois algo precisa ser morto em nós para dar lugar ao propósito que se fortalece e que toma o nosso ser. Somos Espíritos em crescimento, Marina, através de Mercúrio, e passamos pelas transformações alquímicas necessárias para nos tornarmos quem somos.
Chico Mirim tem me auxiliado em diversas questões práticas, principalmente sobre o auto conhecimento, considerando sempre propósito e vontade. Ele diz que aquele que tem consciência de seu propósito, não se acanha em se doar a quem quer que seja e quando quer que for, pois isso lhe é natural. É como o Sol, que não precisa de motivo ou de vontade para ser, ele naturalmente brilha sem que isso lhe custe algo... assim é aquele que tem consciência de seu propósito, pois viver esse propósito lhe é tão natural que não vê barreiras ou dificuldades de cansaço ou humores. As suas emoções se alinham em equilíbrio e todo o ser se envolve e sente-se vivo quando se está em seu propósito. A mente serena, o Espírito vibra em consonância com aquilo que é realizado e a Alma está em silêncio e em paz. Não há dever ou esforço, o mago simplesmente é.
Foi uma lição simples, Marina, falando de liberdade e de atitude. nosso amigo Chico tem um jeito particular de falar sobre a simplicidade das coisas e diz que toda prisão vem da ilusão: estamos iludidos com a sensação de dever, com a necessidade de atender expectativas externas sem que isso esteja alinhado com quem somos. Ficamos presos na ilusão da angústia, sem entender que ela vem porque não estamos em nós... ela vem porque não entendemos nossa história, porque não temos consciência, ainda, que tudo que nos ocorreu teve um porquê para nos tornarmos quem somos.
Não entendemos, Marina, que todos que passaram por nós tiveram algo de nós que foi levado e deixaram algo para nós em troca... os presentes não foram recebidos e, tampouco, foram dados adequadamente, por isso o desperdício de energia que vem da repetição da situação e o sofrimento que vem da ilusão – tudo é ilusão quando não está alinhado com o Espírito.
Deixo essas breves reflexões, Marina, para que sigamos firmes em nosso caminho, deixando esse propósito nos envolver para nos tornarmos quem somos. Hoje, agora, enquanto fazemos nossa vida diária, sigamos firmes entendendo que há algo que se transforma em nós, enquanto trabalhamos em nossas obrigações diárias, enquanto falamos com as pessoas que nos incomodam e seguimos nossos compromissos pouco agradáveis. Sejamos lúcidos, no que fazemos e como fazemos, para que essa lucidez nos conduza de volta à Vida.
Com profundo amor, sempre seu.
Francisco
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