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Mostrando postagens de setembro, 2011

"...deixai com que os mortos enterrem seus mortos!"

  É uma manhã ensolarada com gosto de primavera. Sinto uma mescla entre frio e calor enquanto, caminhando, passo pela igreja de São Francisco.  Emociono-me. Paro diante da construção. Faço uma mesura e entro, tímido, nesse templo que há tempos está presente no alto da Penha.   Percorro com os olhos por toda a nave e vejo-me sozinho. Entro em um corredor e saúdo os bancos vazios que ali estão. Paro novamente e ajoelho-me. Abaixo os olhos e uma oração sincera sai de meus lábios. Meu peito enche-se de um calor suave e tenho nada a dizer senão agradecer, sinceramente, pela força que tive até aqui.   Mais alguns minutos e algumas lágrimas cortam-me o rosto. Emociono-me. O calor torna-se mais intenso e tenho certeza de que ali, naquela epifania, estou em paz. Calo-me e continuo minha oração. Agradeço pela alegria que me invade o peito, pelas mãos marcadas, pela saúde em meus pés descalços. Agradeço, sobretudo, por poder chorar e celebrar, em meu íntimo, a transformação por...

na casa de meu Pai há muitas moradas...

Há realmente muito o que compreender nesse Universo em que estamos inseridos. Dias em que fico a pensar e minha ação é nenhuma senão agradecer, e muito, a cada momento em que desfruto da existência. Fogem-me as palavras para celebrar, com propriedade, a benesse de viver!   E basta viver, amigo, com tanta intensidade e entrega que não haverá tempo para lutar contra os desíginios do Divino. Basta aceitá-los e entregar-se, por opção, e viver com Ele sem que haja o que nos atrasar. E esse Divino, que pode se manisfestar de acordo com a crença que professarmos, estará sempre a nos guiar para que cheguemos à plenitude do que somos... somos divinos, meu caro, e como divinos a responsabilidade de praticarmos a divindade a todo momento, testemunharmos a divindade de nossa transformação e vencer o que nos afasta daquilo que somos.   A caminhada é íngrime e nos leva a deparar com muito que nunca habitou a imaginação. Conheci os cães infernais que trabalham para lei e os rastejantes que, ...

Exultai e alegrai-vos...

Há dias que sinto lágrimas brotarem em meus olhos e emociono-me com mais frequência que antes.  É uma sensação completa e complexa, pois desenvolve-se, em mim, uma confiança intensa de que tudo está correto e tudo o que passamos só nos faz crescer. A lágrima diz que estou vivo e tenho emoções que me fazem humano. Abro os braços e as chagas de minhas mãos crucificam meu antigo eu resistente à evolução, preso aos pequenos prazeres e distante da realização do meu eu-Espírito.   E pensei sobre a dor, mas não posso exaltá-la a ou elevar apologias ao sofrimento: aceito-a, apenas, como um meio de desenvolvimento, de aproximação com o Divino, como oportunidade de crescer em espírito. Essa vontade intensa de participar do Divino, na magia que está ao de redor, é quem conduz a essa crucificação diária de quem não sou – e penso que sou. Esse ser –não ser que se perde no egoísmo e não entende que o “deixar viver” é permitir a cada um seu ritmo próprio de crescimento. ...

Se a dor o visita, é tempo de mudar!

Daniel, há dias que não paro para escrever e hoje meus pensamentos estão quietos e tumultuados ao mesmo tempo. Escrever, talvez, me faça sentir melhor. Acho diferente perceber que a dor e o incômodo servem para que mudemos, para que queiramos mudar e retornar a uma situação de maior conforto. É desconfortável perceber o erro: de julgamento, de expectativa, de desejo. Decepção é a melhor palavra para descrever meu interior nesse instante. Uma decepção comigo mesmo, de me permitir a um novo embuste. Errei, Daniel, ao esperar e acreditar em quem não é nada além do que sempre foi. Sinto-me estranho, mas acho que é o aprendizado ao perceber que ser humano é permitir-se ao erro. Ele, a quem julguei, parecia-me terno e inteligente. Alguém merecedor de confiança e amor. Sim, o meu sentimento mais nobre e sincero que não hesitei em entregar pelo juízo de minha intuição. Errei, Daniel, errei profundamente e minha intuição que parecia tão treinada me desperta à humildade. Desço de m...