Exultai e alegrai-vos...
Há dias que sinto lágrimas brotarem em meus olhos e emociono-me com mais frequência que antes. É uma sensação completa e complexa, pois desenvolve-se, em mim, uma confiança intensa de que tudo está correto e tudo o que passamos só nos faz crescer. A lágrima diz que estou vivo e tenho emoções que me fazem humano. Abro os braços e as chagas de minhas mãos crucificam meu antigo eu resistente à evolução, preso aos pequenos prazeres e distante da realização do meu eu-Espírito.
E pensei sobre a dor, mas não posso exaltá-la a ou elevar apologias ao sofrimento: aceito-a, apenas, como um meio de desenvolvimento, de aproximação com o Divino, como oportunidade de crescer em espírito. Essa vontade intensa de participar do Divino, na magia que está ao de redor, é quem conduz a essa crucificação diária de quem não sou – e penso que sou. Esse ser –não ser que se perde no egoísmo e não entende que o “deixar viver” é permitir a cada um seu ritmo próprio de crescimento.
As pessoas passam e deixam algo conosco. Algumas saem de repente, permite-nos um choro sentido e por pouco não caímos na tentação de manter a situação sem que haja evolução: tudo tem seu tempo, todos têm o seu tempo ao nosso lado e, quando esse tempo passa, não somos deuses do destino para definir que continuem... somos deuses sim, mas para que nossa vontade e poder permita o crescimento e nunca o estacionar de quem quer que seja.
Volto a dizer que não há mal e não há choro que persista. Retorno àquele princípio de que desenvolvemos nossos potenciais e aprendemos a mudar a realidade em que estamos quando realmente desejamos isso. E a realidade de que precisamos está além da que vemos, pois ela é integrada com o Divino e todos os seus estagiários de todos os elementos.
Celebro minha alegria, ainda que com um aperto de saudade no peito, a saber que nosso tempo será sempre dosado para que cresçamos e aprendamos que tudo é perfeito no universo e, deterministicamente, iremos nos tornar parte dessa perfeição.
Abraço, como sempre.
E.
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