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Mostrando postagens de setembro, 2007

Retonar e reviver...

É estranho retornar. As ruas não são as mesmas e em cada passo uma memória que insiste em permanecer. Ela nunca esteve ausente, nunca se foi, sempre esteve ali, resistente ao tempo e às modificações exteriores do corpo. As rugas e alguns fios brancos que ainda restam em mim fazem jus ao tempo, ao tempo e à distância que se fez da última vez que lá estive... é estranho retornar. Não há mais aquele ar lúdico próprio da primeira juventude. Não há mais. Como se a primeira infância, inocente, nunca houvesse passado... nunca houvesse existido e as palavras que outrora soavam tão sábias hoje não passam de jogos sem sentido. Não revejo a magia das vassouras voadoras que habitavam minha imaginação e mesmo aquela senhora idosa, cheia de força e fofocas, não mais está lá à janela como a bisbilhotar a vida alheia: é de seu velório que agora participo. Faz tempo, repito... muito tempo e retornar faz com que o tempo seja maior! Os pequenos de outrora, ocupados com seus triciclos e caminhões de brinq...