na casa de meu Pai há muitas moradas...

Há realmente muito o que compreender nesse Universo em que estamos inseridos. Dias em que fico a pensar e minha ação é nenhuma senão agradecer, e muito, a cada momento em que desfruto da existência. Fogem-me as palavras para celebrar, com propriedade, a benesse de viver!

 

E basta viver, amigo, com tanta intensidade e entrega que não haverá tempo para lutar contra os desíginios do Divino. Basta aceitá-los e entregar-se, por opção, e viver com Ele sem que haja o que nos atrasar. E esse Divino, que pode se manisfestar de acordo com a crença que professarmos, estará sempre a nos guiar para que cheguemos à plenitude do que somos... somos divinos, meu caro, e como divinos a responsabilidade de praticarmos a divindade a todo momento, testemunharmos a divindade de nossa transformação e vencer o que nos afasta daquilo que somos.

 

A caminhada é íngrime e nos leva a deparar com muito que nunca habitou a imaginação. Conheci os cães infernais que trabalham para lei e os rastejantes que, obedientes ao Divino, limpam as fileiras de desgraças que os homens optam por praticar. São seres Divinos, claro, moradores do inferno para equilibrarem o Universo. Seres esses obedientes à luz e submissos ao plano por que ainda passam. E tudo evolui, sempre, com a velocidade que foi determinada pelo grande criador.

 

Mas há uma estranheza que teima em persistir: quanto ainda temos de apego aos nossos desejos e limitações. Quanto ainda dependemos de falos e prazeres fugidios pela humanidade que temos. Talvez venhamos aprender a cultivar a humildade e nos aproximemos do que é etéreo. Talvez aprendamos a praticar o amor e o sexo será como um vinho envelhecido tomado diligentemente: um prazer raro e valorado.

 

É o que tenho, hoje.

 

Val

 

 

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