A Voz
Ontem, durante a reunião de família, uma pessoa veio e disse que a filha se corta com gilete, fica o dia todo no escuro e diz não querer ver gente. O psiquiatra da menina pede que ela, a mãe, não tire a filha de casa e acha que as alucinações com gente morta são sintomas de depressão.
Ela, a mãe, chora, mostra-se cansada e sem
forças para ajudar a própria filha, que só pensa em deixar de viver. Eu me calo,
fecho os olhos e peço ajuda à Voz... e Ela me responde, permite que eu veja que
a filha reproduz a dor que a mãe tem, a ausência de amor que a mãe tem e a
solidão e o abandono que a mãe tem.
Faço silêncio por um momento, ouço da Voz o que
precisa ser feito e faço uma poção simples, com frutas e mel, e ofereço a ela,
que ainda chora ao meu lado. Aos poucos, ela se acalma e já começa a reagir.
Ela sai, caminhando pela chuva leve, e resolve ir para casa levar uma comida
para filha.
Tenho a sensação de que tive uma nova lição aprendida,
para mim e minha vida, onde essa mãe se apresentou em sacrifício para meu
crescimento pessoal. Eu aprendi com a Voz, uma nova prática, que poderá ser
utilizada.
A quem perguntar, a Voz é toda força que que
vem da minha ancestralidade, o conhecimento e a intuição, o saber que vem das
práticas constantes... A Voz está comigo há algumas décadas e na intimidade
dessa relação, sinto que é hora de fazê-la aparecer.
Sinto que a Voz quer ser ouvida por outros, quer
trazer outros para que possam despertar a visão e encontrar o próprio segredo. Um
amigo me disse uma coisa que acredito: “é passando para frente as coisas que se
aprendeu que podemos liberar novas portas para novos aprendizados”.
Estou fazendo uma pesquisa simples e, dependendo
do resultado, vou elaborar um meio de fazer isso acontecer em um método contínuo.
Se você tiver interesse em participar dos estudos, responda o questionário abaixo:

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