Feliz o que mesmo?


Tenho uma sensação estranha, Wilson. Como se a saída do ano e o início de uma nova fase não fosse o suficiente. E já faz tempo que o ano começara. Como se eu precisasse tomar ar puro e mesmo por aqui, na USP, o ar se pesasse com promessas alheias que me enchem de tédio e insatisfação: desisti de confiar nessas promessas e de olhar aos outros com condescendência.

 

É uma sensação estranha.

 

Fico a procurar um rosto para reconhecer o motivo dessa sensação e me perco em um exercício inócuo: o que faria se não estivesse nessa procura? E quem seria se soubesse o que procuro? E como reagiria se encontrasse o que procuro?

 

Volto a ter a mesma sensação estranha e o ar continua pesado pelas falas absurdas do campus. Aos poucos ele se contamina de fadinhas coloridas que com asas cintilantes me convidam a um passeio fantástico onde borboletas e abóboras conversam como gente grande. Aos poucos vejo os fantasmas de meus mártires e essa loucura me invade completamente. Sim, tornei-me um mártir, Wilson. Tornei-me louco e acabo a taça do vinho antes de dormir...

 

Será ano novo e me esquecerei de todas as promessas. Esquecerei do tédio e serei apenas mais um... E quando é a no novo mesmo?

 

Feliz ano novo!!!!!!!!
 
E.
 
P.s.>> Algum dia já disse o quanto que o adoro?

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Um dia, Marina

Feliz Aniversário

A aliança