O novembro mais doce
Acho que foi o novembro mais intenso que vivi, ao seu lado. Agora, enquanto ouço Tiziano Ferro, lembro-me de quando fazíamos amor e tudo parecia possível. Acho que tudo era possível. Ainda é tudo possível. Sei que por agora seus passos estão maculados e seu desejo dista do meu. Quantas vezes, entretanto, ao dormir recordo-me de seus beijos e seu carinho intenso. Quantas vezes, ao despertar, imagino seu toque doce a me embalar. E que saudade do pecado que vivemos e das mentiras que contávamos. Que saudade daquele tempo onde não tínhamos culpa e rir era o que nos mantinha juntos. Tiziano continua seu ritmo e agora grita “te amo” da mesma forma com que fazíamos um ao outro quando ouvíamos. Não tenho mais o vinho que nos embriagara e nem as taças que quebramos em enlouquência. Nem mais somos os mesmos, doce criança. Mas não haverá outro sentimento senão amor. Talvez será eterno o que sinto e nunca me esquecerei de você. Mas agora, sobretudo, respondo ao seu apelo e di...