Retorno


Ontem, quando atravessei o viaduto para entregar o filme na locadora, abri meus braços de forma a sentir mais esse frio de São Paulo, pois a temperatura não sai da casa dos 18 ºC. Ao passar por algumas pessoas, percebi que me olhavam de forma fixa, o que de certa forma me fez entender que talvez eu chame a atenção por ser belo ou ter total ausência de beleza (risos).

Fui à padaria, à tarde, comprar pães. Dei uma pequena ajuda a um transeunte que me pedira por comida, pequena por não ter muito o que oferecer... É o retorno, o meu retorno, à vida paulistana... sou humano, não é?

Tive uma inveja profunda de alguns colegas de trabalho. Uma inveja humana, não depreciativa, mas real. Uma inveja que me faz humano... agora sou humano... Lembrei-me de torcer pelo bem de todos, pois já é um novo ano. Lembrei de alguém distante e de seu riso contagiante, seu jeito meigo e pleno de dizer coisas boas mesmo quando agride... será que eu já disse o quanto amava?



Vou sair agora. Vou dançar a noite toda, rever alguns amigos e tomar um Gin com tônica, que é muito bom para mim. Vou curtir meu resfriado, tomar uma ou duas pastilhas de Vick e uma aspirina.

E espero que eu esteja em paz e em paz continue...

E.

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